O Mirante Dossiers
Dossier: Entrevistas
Personalidades da região, de vários sectores de actividade, contam nestas entrevistas os seus percursos de vida, as sensibilidades, a forma como encaram o mundo.
 
[ 12-03-2014]
Presidente da Câmara do Cartaxo, movido pela urgência de resolver a situação financeira da autarquia, não pode prometer muito à população
O facto de a partir do terceiro ano do curso se ter habituado a dormir pouco está agora a ser-lhe útil na Câmara do Cartaxo, uma autarquia carregada de dívidas. O socialista Pedro Magalhães Ribeiro, presidente de um dos municípios mais endividados do país, tem feito uma média de 16 horas diárias de trabalho, muitas das quais passadas em reuniões com credores. É economista, foi bancário, e assume que uma das suas referências é o ex-presidente José Conde Rodrigues, com quem trabalhou quando este foi secretário de Estado da Justiça. Pedro Ribeiro, 41 anos, foi vereador entre 1998 e 2008 saindo em ruptura com o anterior presidente, Paulo Caldas. O autarca diz que não pode prometer muita coisa às pessoas e diz-se disponível para aguentar o ritmo alucinante de trabalho.
    [ 05-03-2014]
    Presidente da delegação de Vila Franca de Xira da Ordem dos Advogados diz que há resistência das juntas em fazer protocolos para consultas jurídicas
    Paulo José Rocha não é contra o novo mapa judiciário que implica o fecho de tribunais e considera mesmo que tem havido muito ruído político neste processo. Tem uma visão positiva do sector mas reconhece que para a maior parte dos cidadãos a justiça é cara. Um dos seus projectos é implementar um sistema de aconselhamento jurídico a preço simbólico nas várias freguesias do concelho, mas diz que tem encontrado resistência por parte de algumas juntas.
      [ 05-02-2014]
      Pedro Jerónimo entrou nas redacções para saber como se processa a construção das notícias no contexto do jornalismo online
      É uma tese de doutoramento que aborda a imprensa regional o que é pouco usual. Tem por título “Ciberjornalismo de proximidade: A construção de notícias online na imprensa regional em Portugal”. Pedro Jerónimo, um jovem investigador de Leiria não se limitou a mais um estudo quantitativo em frente ao monitor de um computador e foi observar a realidade no interior de três jornais regionais tradicionais. Uma das conclusões é que a produção noticiosa continua a destinar-se às edições em papel. Em termos de produção própria de vídeos, de foto-galerias e de prioridade ao online para a divulgação de notícias, O MIRANTE é um caso à parte.
        [ 29-01-2014]
        Professor universitário vai concorrer contra o actual presidente do instituto, Jorge Justino
        Gerir o Politécnico de Santarém numa perspectiva empresarial, articulando a formação dos seus alunos com a prestação de serviços, é uma das bandeiras da candidatura de Alexandre Caldas à presidência da instituição. O candidato quer reforçar as parcerias com a Nersant e pretende acabar com a dependência financeira em relação ao Orçamento de Estado. A internacionalização e a criação de consórcios sectoriais com outras instituições de ensino superior são também objectivos para o mandato. As eleições estão marcadas para 25 de Março.
          [ 29-01-2014]
          Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, quer manter o rumo de desenvolvimento do seu antecessor
          O novo presidente da Câmara de Benavente é um autarca com a experiência de 16 anos de vice-presidência na autarquia. Neste mandato quer apostar no desenvolvimento do turismo de natureza aproveitando as condições do concelho e as urbanizações de luxo que foram crescendo na zona de Santo Estêvão, onde já há três campos de golfe. Carlos Coutinho acredita que vai ser possível construir o aeroporto no campo de tiro de Alcochete num território que pertence quase todo ao concelho de Benavente. Mas provavelmente não será, a ganhar as próximas eleições, nos três mandatos que pode fazer no cargo. Nesta entrevista o presidente que vive em Samora Correia fala dos bairrismos, da necessidade de recuperar as zonas centrais que foram sendo abandonadas à custa de um crescimento para as periferias e sustenta que Benavente só consegue vingar se se afirmar pela diferença.
            [ 22-01-2014]
            Renato Rosinha, 40 anos, é militante do PSD desde jovem. Quando a mãe, Maria da Luz Rosinha, assumiu a presidência da Câmara de Vila Franca de Xira pelo PS, deixou de ter uma participação activa na política, que só retomou quando soube que ela já não se podia recandidatar ao cargo. Técnico oficial de contas, trabalha em duas empresas. Uma fundada pelo pai em Vila Franca e outra que criou em Lisboa e que também se dedica à consultoria, a Renato Rosinha e Associados. Renato, que gosta de touradas e costuma fazer a viagem entre Lisboa e Vila Franca de comboio, aproveita o tempo disponível para se dedicar à família. Pratica vela de cruzeiro quando pode. Nesta entrevista fala do concelho e de política considerando que o PSD teve uma oportunidade nas últimas eleições de ganhar a câmara mas não soube ter uma estratégia. E conclui que a ruptura no mandato passado entre os vereadores do PSD que tinham pelouros e o PS, que geria a câmara, foi uma má opção.
              [ 08-01-2014]
              Júlia Amorim chegou há poucos meses a presidente do município onde nasceu e fez quase toda a sua vida
              Foi presidente de junta, vereadora e vice-presidente do município de Constância, sempre pela CDU. Militante comunista num concelho onde o PCP tem reduzida expressão para lá das eleições autárquicas, Júlia Amorim considera que esse ideal está cada vez mais actual. Assume-se como feminista moderada a quem não falta espírito reivindicativo e considera que os políticos devem passar pelos problemas do dia a dia, sob pena de perderem o contacto com a realidade.
                [ 23-12-2013]
                Empresário Armando Rosa é o primeiro autarca eleito por uma lista independente para a Assembleia Municipal de Santarém
                Foi o inconformismo e o estado a que Santarém chegou que fizeram Armando Rosa aceitar ser candidato nas últimas autárquicas pelo movimento independente Mais Santarém. O empresário diz que Moita Flores comprometeu o desenvolvimento do concelho e que a gestão do município está fortemente condicionada nos próximos anos devido aos erros cometidos em anteriores mandatos. O antigo militar de Abril lamenta ainda a falta de zonas para instalação de empresas no concelho e diz que tem faltado dinamismo para afirmar Santarém.
                  [ 18-12-2013]
                  Vasco Estrela considera-se uma pessoa de palavra e diz que não tem receitas milagrosas para os problemas
                  Vasco Estrela, o novo presidente da Câmara de Mação, está apostado numa tarefa difícil que é conseguir suster a desertificação do concelho que sofre com os incêndios e a falta de oportunidades. Numa terra do interior com uma auto-estrada à porta que não lhe trouxe grandes vantagens, o autarca, militante do PSD, acredita que é possível com pequenas intervenções relançar o concelho. A autarquia já criou a marca associada aos presuntos mas o presidente reconhece que a dinâmica dessa imagem não tem andado ao ritmo que desejava. Pessoa directa que não gosta de fazer promessas que não possa cumprir, Vasco Estrela diz que não se vai cansar de chamar a atenção para os problemas da interioridade, mesmo que se sinta a pregar aos peixes.
                    [ 04-12-2013]
                    Habituado a pegar na batuta para reger orquestras, bandas ou coros, Miguel Borges tem agora um novo desafio: dirigir a Câmara de Sardoal, um pequeno município no limite norte do Ribatejo que se confronta com os custos da interioridade apesar de estar a pouco mais de uma hora de Lisboa. Inconformado com essa sina, critica a política governamental de encerramento de serviços e nem quer ouvir falar de agregação de municípios.
                      [ 27-11-2013]
                      Vítor Manuel Figueiredo considera o livro que é um sucesso de vendas mundial demasiado mau para integrar espólio
                      Um dia encontrou uma proposta de namoro dentro do livro de Jorge Amado, “Tieta do Agreste”. O recado chegou ao destino, mas não sabemos se o namoro foi aceite * * * O caso dramático de uma mulher de Vila Franca, de classe alta, vítima de abusos sexuais, que se refugiava na leitura * * * Sempre que uma obra tem qualidade deve ser adquirida, senão a biblioteca fica moribunda
                        [ 20-11-2013]
                        O novo presidente da Câmara de Coruche, Francisco Oliveira, já era vice-presidente no mandato anterior e por isso o cargo não lhe exigiu uma grande adaptação. O autarca elogia o trabalho do seu antecessor, Dionísio Mendes, e a gestão que este fez deixando-lhe bases para que possa enfrentar o futuro com mais facilidade e ter capacidade para fazer obras. O socialista Francisco Oliveira critica a reorganização das freguesias do concelho, é pela regionalização e promete bater-se pela manutenção dos serviços públicos no concelho e pela construção de uma nova travessia sobre o Sorraia. A aposta no sector da cortiça é para continuar. Porque tem sido importante para evitar a saída de pessoas e fundamental para a melhoria da qualidade de vida, poder de compra e economia local.
                          [ 23-10-2013]
                          Carla Rego, 46 anos, é docente no Instituto Politécnico de Tomar desde 1997, instituição onde tirou o curso de Conservação e Restauro. Durante dois dias, analisou de perto a escultura da Capelinha das Aparições, venerada todos os anos por milhões de pessoas. Um marco na sua carreira que considera difícil de igualar e uma experiência que a aproximou mais de Fátima.
                            [ 23-10-2013]
                            Alecta Ferreira entrou na vida autárquica em 2005, pela mão de Moita Flores, que foi seu aluno de Filosofia em Beja e veio reencontrá-la em Santarém. Foi primeira secretária da assembleia municipal durante seis anos, até ter renunciado ao mandato por razões pessoais e também desiludida com o rumo que a política autárquica levava.
                              [ 16-10-2013]
                              Hélder Esménio (PS) quer que todos os trabalhadores do município se sintam importantes para o projecto que lidera
                              Funcionário da Câmara de Salvaterra de Magos há mais de 30 anos, Hélder Esménio conseguiu conquistar ao Bloco de Esquerda a única autarquia que geria no país. O facto de ser trabalhador municipal e vereador da oposição não foi fácil pois depressa se tornou numa espécie de “ódio de estimação” da ex-presidente Ana Cristina Ribeiro, que agora lhe deu os parabéns mas disse que ele seria o pior presidente do município. Indiferente às críticas e ao mau perder, Esménio quer criar uma equipa onde todos são importantes independentemente do partido político que está no poder. A saúde e o desenvolvimento económico do concelho vão ser as suas prioridades.
                                [ 16-10-2013]
                                Giovanni Musazzi diz que há mais gente a procurar a igreja mas para pedir ajuda e não por fé
                                O padre Giovanni Musazzi está em Alverca há quase cinco anos e diz que tem tido muito apoio da população. Preocupa-o o medo que as pessoas têm do futuro e reconhece que a igreja não é a solução para todos os males da sociedade. Defende que se uma pessoa tem de trabalhar 12 horas então deve fazê-lo mas alerta que a realização pessoal não tem a ver com o que se produz.
                                  [ 09-10-2013]
                                  Chefe de gabinete ao longo de duas décadas diz que vai trabalhar com a mesma dedicação e espera não ser afastada
                                    [ 02-10-2013]
                                    Padre António Diogo cumpriu recentemente 50 anos de carreira eclesiástica e foi distinguido pelo município de Rio Maior, cidade onde é pároco
                                    Foi meio século de actividade sempre ao serviço de paróquias da região, com excepção dos dois anos em que foi capelão militar na Guiné. Hoje a guerra é outra e chama-se crise, económica, social e de valores. O padre Diogo reconhece que muita gente só se lembra da Igreja quando está em dificuldades e que há um desligamento das pessoas em relação ao sagrado. Beirão de nascimento e “ribatejano do coração” gosta de cantar o fado e de ver os toiros na arena.
                                      [ 02-10-2013]
                                        [ 25-09-2013]
                                        Leonor Teles teve a sorte de o pai ter rompido com a tradição senão muito provavelmente estava casada e não tinha um curso superior
                                          [ 11-09-2013]
                                          Biólogo, professor universitário, astrónomo amador com casa e observatório astronómico no Ribatejo e amante de mergulho e de fotografia
                                          Pedro Ré é um biólogo com inúmeras paixões e garante que tem tempo para todas. Dá aulas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é mergulhador, fotógrafo, presidente da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores e tem uma ligação de décadas ao Ribatejo onde tem uma casa e um observatório astronómico particular. Garante que este é um palco privilegiado para observar o céu e lamenta que se gaste tanto dinheiro a iluminar o céu quando o que precisa de ser iluminado é o chão que pisamos. É ateu, graças aos padres, pontual por causa da frequência de um colégio inglês durante a infância e considera-se uma pessoa... “estupidamente organizada”.
                                            [ 04-09-2013]
                                            Maria Emília Daniel Leitão vive em Santarém há quase trinta anos, foi silvicultora de profissão, dirigente associativa e militante cultural
                                            Depois de viver três décadas em Moçambique, Maria Emília Daniel Leitão regressou a Portugal obrigada, devido à revolução do 25 de Abril e à independência do país. Em 1985 assentou arraiais em Santarém e nunca mais deixou a cidade. Licenciada em Silvicultura é uma mulher das artes que gosta de pintar e escrever. Há uns anos lançou um livro de poesia e publicou agora um livro de contos. “Como Folhas ao Vento” é uma obra quase toda autobiográfica que retrata algumas das suas memórias. O MIRANTE aproveitou o lançamento do seu livro para falar com uma mulher que adora viajar e não abdica da liberdade que conquistou.
                                              [ 28-08-2013]
                                              João Maurício assina os seus murais com “Violante” um nome que desenterrou no cemitério de Riachos
                                              Assusta-o a ideia de estar fechado num atelier a trabalhar mas é capaz de ficar dias a fio a pintar uma parede de um edifício em ruínas. João Maurício tem 24 anos, vive em Riachos, concelho de Torres Novas. Deu vida a Violante ou Violant, conforme a disposição e há cerca de dois anos e meio é no muralismo que se encontra e onde liberta toda a sua veia criativa. Não se assusta com a efemeridade das obras que cria e revisita-as com regularidade. Está a tirar o Mestrado de Artes Plásticas. A mãe é o seu “mecenas”.
                                                [ 28-08-2013]
                                                Jovem de 23 anos diz que continua a não se lembrar de nada apesar das cicatrizes que tem pelo corpo
                                                Num momento da madrugada de 12 de Maio estava a caminho da casa do namorado depois de um jantar na festa da Semana da Ascensão, na Chamusca. No momento seguinte estava nas mãos de socorristas, enfermeiros e médicos a caminho do hospital de onde só saiu a 6 de Julho. Não sabe o que se passou mas acredita que teve Deus do seu lado e diz que vai aproveitar a segunda vida que lhe foi dada aos 23 anos.
                                                  [ 21-08-2013]
                                                  O cavaleiro tauromáquico João Salgueiro assume a sua impulsividade e diz que o público quer emoção
                                                  Vinte e cinco anos de alternativa como cavaleiro tauromáquico profissional pode ser muito tempo mas não para João Salgueiro. O toureiro de 45 anos de idade responde aos que acham que já pode retirar-se do toureio com a mesma determinação com que encara esta arte: “Não me vejo a fazer outra coisa”. Assume que é uma pessoa impulsiva, emotiva, o que às vezes pode criar a ideia nas pessoas de que é meio louco. Salgueiro é a antítese da imagem da vaidade que é associada aos toureiros. Recebe-nos na sua casa de Valada do Ribatejo, Cartaxo, com a roupa de trabalho. Fala de forma descontraída e apaixonada, do princípio ao fim. Considera que a pessoa mais importante da sua vida foi o seu avô, Fernando Salgueiro, já falecido. Foi com ele que aprendeu a coser um cavalo ferido mas muito mais que isso, aprendeu a cavalgar os sonhos.
                                                    [ 07-08-2013]
                                                    Maria Palha é psicóloga clínica na associação humanitária Médicos Sem Fronteiras
                                                    Maria Palha vai para os locais onde a maioria das pessoas não quer estar. Esteve na Líbia quando rebentou a revolução da chamada “Primavera Árabe”, deu apoio aos desalojados das cheias do Rio de Janeiro e ajudou a população que sofreu com o violento terramoto na fronteira da Turquia com o Irão, em 2011. A jovem de Vila Franca de Xira conseguiu concretizar o sonho de integrar a equipa dos Médicos Sem Fronteiras e diz que é um ‘bichinho’ ter que ajudar quem mais precisa. A psicóloga clínica contou algumas das suas experiências a O MIRANTE na véspera de partir para a Síria, naquela que considera ser a sua missão mais arrojada.
                                                      [ 31-07-2013]
                                                      Presidente do grupo Saia Rodada desde 1979 está a escrever a história do folclore local para editar em livro
                                                        [ 31-07-2013]
                                                        Joaquim Madaleno diz que as obras são fundamentais para aumentar a qualidade da produção
                                                        A Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande, de Vila Franca de Xira, vai investir este ano 7 milhões de euros na modernização das estruturas de rega e noutras pequenas obras para poder aumentar a qualidade da produção. Em entrevista a O MIRANTE o director-executivo da associação, Joaquim Madaleno, diz que há emprego na lezíria, acusa as grandes superfícies de insensibilidade social e queixa-se que os organismos reguladores não funcionam. O responsável diz que as cooperativas de agricultores foram um modelo falhado e alerta para as consequências negativas da nova revisão da Política Agrícola Comum. Considera “desastrosa” a passagem de Jaime Silva pelo Ministério da Agricultura e lamenta que os grandes parceiros sociais como é o caso da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) sejam movidos por influências políticas.Uma entrevista com um homem que fala dos problemas dos agricultores com conhecimento de causa e que é totalmente contra a politização das associações e que gostava de ver os parceiros sociais menos dependentes do Governo.
                                                          [ 31-07-2013]
                                                            [ 24-07-2013]
                                                            Pedro Cera, encenador dos grupos Grémio Dramático Povoense e Gruta Forte em Vila Franca, diz que não podem ser tratados como ranchos folclóricos
                                                              [ 17-07-2013]
                                                              Carlos Ramos suspendeu as funções sacerdotais e não sabe se volta a exercê-las
                                                              Deixou o serviço nas paróquias da cidade de Torres Novas para ir fazer o doutoramento. Concluída essa etapa académica, o padre Carlos Ramos pediu a suspensão da carreira eclesiástica para se dedicar em exclusivo às funções de coordenador geral da Misericórdia de Torres Novas enquanto reflecte sobre o caminho a seguir. Não sabe se vai regressar à vida de padre mas afirma-se um “cristão católico a tempo inteiro”. A sua decisão, diz, não teve a ver com crises de fé nem com razões do coração.
                                                                [ 17-07-2013]
                                                                Telmo Fernandes é surdo de nascença mas isso não o impede de estar bem integrado na sociedade
                                                                Foi a professora da escola primária que, aos seis anos, descobriu que Telmo Fernandes era surdo. Até essa idade os pais julgavam que o filho tinha uma deficiência mental porque não falava, apenas emitia sons. Depois de consultar médicos chegou-se à conclusão que a sua surdez era irreversível e que teve origem em complicações durante o nascimento. Nada que trave a vontade de viver e o desejo de aprender deste jovem médico e advogado, que é casado e tem um filho.
                                                                  [ 03-07-2013]
                                                                  Sandro Ferreira é finalista do Prémio EDP Novos Artistas, tendo escolhido como temática central dos seus trabalhos artísticos a chamada guerra do Ultramar. Os materiais com que o diplomado do Politécnico de Tomar trabalha são variados e contemplam, por exemplo, o desenho, a fotografia, a instalação e vídeo.
                                                                    [ 26-06-2013]
                                                                    José Manuel Constantino, natural de Santarém, deixou a sua cidade natal aos 17 anos para ir tirar o curso superior de Educação Física em Lisboa. Regressa com regularidade às origens para visitar a mãe e matar saudades. Homem ligado ao desporto e à administração pública, lamenta que em Santarém não se tenha apostado ao longo dos anos no desenvolvimento das infra-estruturas desportivas e saúda o investimento que Rio Maior tem feito nesse capítulo. Mesmo assim, o novo presidente do Comité Olímpico de Portugal acha que Santarém mudou para melhor no primeiro mandato de Moita Flores, que curiosamente é agora candidato à câmara do concelho onde reside e onde preside também a uma empresa municipal.
                                                                      [ 05-06-2013]
                                                                      O homem forte da Viver Santarém diz que não foi difícil trocar a ginástica e os trampolins pela administração da empresa municipal
                                                                      Luís Arrais, professor de Educação Física e treinador de ginástica e trampolins, é o administrador executivo da super empresa municipal Viver Santarém. Por ele passam muitas das decisões em sectores estratégicos como o turismo, o desporto, a cultura e a reabilitação urbana. Mas não se considera um homem poderoso e diz não ter ambição de chegar à vereação camarária, pelo menos para já. Considera que a cidade tem de se saber vender melhor em termos turísticos e confessa-se amigo de Moita Flores, admitindo que enfrentou um sentimento de perda com a sua partida.
                                                                        [ 22-05-2013]
                                                                        Rui Sérgio Dionísio é actor e director artístico do Cegada Grupo de Teatro de Alverca
                                                                        De Janeiro a Maio o Cegada Grupo de Teatro de Alverca registou um milhar de espectadores nas suas peças, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. Para Rui Sérgio Dionísio, director artístico do grupo, os resultados são fruto de muito trabalho e de uma profissionalização constante. Diz que ir ao teatro ainda é muito barato para os custos das produções, elogia o apoio dado pela câmara e queixa-se da cultura no país ser sempre o parente pobre dos Orçamentos de Estado. A entrevista realizou-se na sede do grupo em Alverca. Rui tomou um café antes da conversa e falou de forma descontraída. Atendeu o telefone por duas vezes e diz que um actor tem de estar preparado para trabalhar onde houver trabalho.
                                                                          [ 08-05-2013]
                                                                            [ 30-04-2013]
                                                                            Délio Alexandre Gonçalves, maestro da banda do Ateneu Vilafranquense há onze anos, garante que a música é importante na formação das pessoas
                                                                            O maestro da banda do Ateneu Artístico Vilafranquense é um homem que conhece os cantos da casa há onze anos mas ainda não tem a chave da sala de ensaios. A entrevista realizou-se num corredor do Ateneu, associação onde não se compra um instrumento desde 2002 por dificuldades financeiras. Délio Gonçalves foi pontual, fumou um cigarro antes da entrevista e confessou ser um maestro pouco dado a compor. Considera que saber música ou tocar um instrumento pode ser um seguro contra o desemprego. Diz que as bandas são o parente pobre da música mas que estas se empenham para darem o seu melhor. O também maestro da banda da Armada lamenta que a cidade esteja morta culturalmente. O seu palco de sonho é o da orquestra de Berlim.
                                                                              [ 23-04-2013]
                                                                              Manuel da Costa Braz, um ribatejano que foi figura de topo no pós-25 de Abril
                                                                              O coronel Costa Braz foi um dos militares de Abril e ministro da Administração Interna em quatro governos do período pós-revolução. Nascido na aldeia ribatejana do Pombalinho, onde regressa regularmente para passar uns dias na casa que o viu nascer, levou uma vida cosmopolita decorrente dos muitos altos cargos que ocupou. Foi também provedor de Justiça, Alto Comissário Contra a Corrupção e presidente da administração da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. Hoje diz-se em “pousio”, após uma experiência agrícola nos campos ribatejanos que não correu bem.
                                                                                [ 23-04-2013]
                                                                                João Neves Duque, advogado, presidente do conselho de administração da RTP nos tempos de Salazar, sempre cultivou o amor às raízes. Faleceu no dia 18 de Abril num hospital em Lisboa e foi sepultado em jazigo no cemitério da Chamusca.
                                                                                  [ 10-04-2013]
                                                                                    [ 27-03-2013]
                                                                                    João Osório é o responsável pelo PCP de Alpiarça e chefe de gabinete do presidente da câmara
                                                                                    João Pedro Osório é o responsável do Partido Comunista Português no concelho de Alpiarça. Acérrimo defensor do seu partido, isso já lhe causou alguns dissabores. Sobretudo após Joaquim Rosa do Céu ser eleito presidente da câmara pelo PS. Nessa altura, era funcionário do município e foi alvo de alguns inquéritos disciplinares, até que se despediu. Regressou em 2009 para um cargo de nomeação quando a CDU reconquistou a autarquia, velho bastião comunista. É chefe de gabinete do presidente e eleito na assembleia municipal, acumulação de cargos que lhe tem valido algumas críticas. Apesar de comunista, casou pela igreja e chegou a dar catequese.
                                                                                      [ 13-03-2013]
                                                                                      Leonel Martinho do Rosário, escalabitano de gema, lamenta o abandono da zona antiga de Santarém e considera que as restrições impostas à requalificação de imóveis agravaram o problema. O engenheiro civil, primo de Bernardo Santareno e figura interveniente na comunidade, diz que à cidade têm faltado líderes carismáticos que sejam ouvidos em Lisboa. Um depoimento em vésperas de Santarém celebrar o seu feriado municipal, a 19 de Março.
                                                                                        [ 06-03-2013]
                                                                                        Foi funcionária pública durante 36 anos e conciliou sempre a profissão com a família e o voluntariado
                                                                                        Maria Elisa Figueiredo Duarte, figura conhecida em Santarém, três filhos e sete netos, orgulha-se de ter conciliado a vida profissional com a família e o trabalho de voluntariado. É a voluntária mais antiga da Liga Portuguesa Contra o Cancro de Santarém. Acredita que ainda faz sentido celebrar o Dia da Mulher - 8 de Março - para lutar contra a violência e reivindicar alguns direitos que continuam por assegurar, como o do salário igual por trabalho igual.
                                                                                          [ 06-03-2013]
                                                                                            [ 27-02-2013]
                                                                                            João Godinho Granada fala da sua cidade por altura de mais um aniversário da urbe templária, que se celebra a 1 de Março
                                                                                            João Godinho Granada, 80 anos, é um advogado tomarense radicado em Lisboa há meio século que nunca esqueceu as suas origens. Apaixonado por História, é autor de vários livros onde busca explicações para a actualidade. “Sem conhecer o passado, não conhecemos quem somos”, atesta quem considera que os tomarenses herdaram uma mentalidade “templária” que urge mudar em prol do progresso.
                                                                                              [ 20-02-2013]
                                                                                              Francisco Salter Cid foi vereador do PSD em Almeirim mas bastaram quatro anos para ficar enjoado de política
                                                                                              Francisco Salter Cid foi vereador da Câmara de Almeirim pelo PSD na década de 90. Só cumpriu um mandato porque sentiu que não tinha vida para a política nem para os jogos de poder. Afastou-se da vida pública e partidária e diz que já nem tem vontade de votar. Não vai a actividades culturais na cidade porque não sabe delas, uma vez que não vê qualquer divulgação. Foi responsável durante quase toda a sua vida de trabalho pelos celeiros da EPAC em Almeirim, que fecharam há anos, e custa-lhe que a zona não tenha um equipamento destes que considera ainda hoje importante para a valorização da agricultura da região.
                                                                                                [ 13-02-2013]
                                                                                                Luís Santana Júlio é presidente da única freguesia que mudou de concelho no território nacional no âmbito da reorganização administrativa em curso
                                                                                                Coleccionador de diplomas, com duas licenciaturas, três mestrados e actualmente a meio de um doutoramento, este ex-futebolista, professor e psicólogo tem como um dos lemas de vida estudar. Desapontado com a política não pensa em recandidatar-se e critica quem esteve no poder em Santarém nas últimas décadas e votou a sua freguesia ao abandono. “Moita Flores foi uma desilusão total”, confessa.
                                                                                                  [ 06-02-2013]
                                                                                                  Dúnia Palma é presidente da delegação distrital de Santarém da Associação de Solidariedade Social dos Professores
                                                                                                  Foi professora, vereadora na Câmara de Santarém durante oito anos, autarca na assembleia municipal e actualmente lidera a associação também conhecida como Casa do Professor. Dúnia Palma gosta de servir a comunidade e de concretizar projectos. A morte inesperada do marido e o cancro que teve de enfrentar nos últimos anos não lhe tolheram a vontade de continuar a contribuir para uma sociedade melhor. Confessa ter saudades de dar aulas e considera que os professores já foram mais respeitados. “Hoje acontece qualquer coisa com o aluno e, para os pais, a culpa é quase sempre do professor”, afirma.
                                                                                                    [ 30-01-2013]
                                                                                                    António Pedroso Leal é um caso sério de amor à modalidade no Distrito de Santarém
                                                                                                    António Manuel Pedroso Leal está ligado ao Judo desde os 16 anos de idade e não quer pôr um ponto final nessa ligação. Foi praticante, Mestre, árbitro, presidente da direcção da Associação de Judo do Distrito de Santarém, membro fundador da Associação Nacional de Árbitros de Judo e é o actual presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Judo. No dia 23 de Março, pode vir a tornar-se vice-presidente da Federação Portuguesa de Judo se a lista que integra, liderada por João Carvalho das Neves (actual presidente do conselho fiscal), vencer as eleições.
                                                                                                      [ 23-01-2013]
                                                                                                      José Carlos Ramalho lidera a organização monárquica sediada em Santarém que celebra agora 25 anos de vida
                                                                                                      Filho do povo e sem títulos académicos, como realça, José Carlos Ramalho reconhece que é difícil mobilizar pessoas para a causa sem ter nada para dar em troca. Natural de Benavente, passou parte da infância em Marinhais, fez a vida profissional em Lisboa e actualmente vive em Almeirim. Diz que falta sensibilidade a alguns autarcas para a preservação do nosso património histórico e admite que não acredita vir a assistir à restauração da monarquia.
                                                                                                        [ 16-01-2013]
                                                                                                        José Batista, fundador da Moderna Oureense, continua a trabalhar aos 81 anos para não pensar na velhice
                                                                                                        José Batista não teve uma infância fácil. Começou a trabalhar aos 14 anos como aprendiz numa oficina e foi singrando na vida. Com mais dois sócios montou uma oficina que hoje é uma referência no concelho de Ourém e que completa 50 anos de existência esta sexta-feira, 18 de Janeiro. A empresa Moderna Oureense é hoje de um dos filhos, mas José Batista continua a trabalhar como gerente para não pensar nas dores e na velhice. Nesta entrevista conta como foi a infância, como era o concelho e como é hoje. Só vai a Santarém se tiver mesmo necessidade e não se importava que Ourém passasse para o distrito de Leiria, com o qual a população tem mais afinidade. Foi bombeiro 45 anos e chegou a comandante tendo sido agraciado pela Liga dos Bombeiros Portugueses. Por tudo o que já fez por Ourém, a câmara também lhe atribuiu a medalha de ouro de mérito municipal.
                                                                                                          [ 09-01-2013]
                                                                                                          A directora adjunta do Teatro da Trindade, Catarina Romão Gonçalves, cresceu na vila à beira rio
                                                                                                          A directora adjunta do Teatro da Trindade, Catarina Romão Gonçalves, 40 anos, cresceu em Alhandra, à beira rio. Fez teatro no grupo “Esteiros” da Sociedade Euterpe Alhandrense, que o pai, Mário Rui Gonçalves, chegou a dirigir. Vive actualmente em Lisboa. É mãe de dois filhos. Mulher de esquerda que gosta de partir à aventura. Formou-se em Direito para compreender as leis que regem os homens e porque achou que as artes eram demasiado frágeis para garantir sustento. Também por isso diz que o concelho de Vila Franca de Xira não pode viver só do pão que é a cultura.
                                                                                                            [ 09-01-2013]
                                                                                                            Manuel Fernandes Vicente lança mais um livro onde explica porque é que há cidades que são berço de estilos musicais
                                                                                                            Mora no Entroncamento há cinquenta anos e diz que a cidade é mal amada e que precisa encontrar uma nova motivação. Professor de Matemática na Escola Ruy de Andrade lamenta que o “tremendo” investimento feito pelo município e famílias na educação esteja a dar frutos que apenas são aproveitados por Lisboa. Melómano reconhecido acaba de lançar o segundo volume do projecto “Música nas Cidades”. Esta é uma conversa racional sobre paixões.
                                                                                                              [ 02-01-2013]
                                                                                                              Rosalina Melro, escalabitana militante desiludida com os políticos e com o caminho que a sua cidade tem levado
                                                                                                              Tem uma vida marcada pela tragédia. Aos 16 meses já não tinha pai nem mãe. Duas vezes viúva, Rosalina Melro tem mesmo assim ânimo para continuar a gostar da vida, a melhor obra de arte que diz conhecer. Figura multifacetada, católica e comunista, subiu na vida a pulso. Começou a trabalhar muito jovem, candidatou-se a uma bolsa de estudo para se licenciar e chegou a professora na mesma escola onde era auxiliar. Apaixonada pela sua cidade, diz que faltam líderes que façam ouvir a voz de Santarém e do Ribatejo em Lisboa.
                                                                                                                [ 26-12-2012]
                                                                                                                Urologista Paulo Corceiro é o responsável pela implementação da braquiterapia no Hospital Privado da cidade
                                                                                                                Método evita a cirurgia convencional e não afecta faculdades sexuais dos pacientes, mas tem dois óbices: é caro e só pode ser aplicado na fase inicial do tumor. Daí que a detecção precoce seja fundamental.
                                                                                                                  [ 19-12-2012]
                                                                                                                  Pedro Ribeiro, vice-presidente da Câmara de Almeirim e candidato à presidência do município pelo PS
                                                                                                                  Pedro Miguel César Ribeiro, 38 anos, nascido no dia dos namorados, 14 de Fevereiro, enamorou-se da política em 1991 começando por colar cartazes. Dois anos depois já estava sentado na assembleia municipal. Em 1997 foi para vereador sem tempo e a partir de 2001 assumiu o cargo a tempo inteiro. É actualmente vice-presidente da autarquia e candidato à presidência esperando ser eleito para ocupar a cadeira de Sousa Gomes, de quem foi delfim. Nos últimos tempos houve algum afastamento entre ambos, mas Ribeiro diz que continua a ter uma boa relação com o presidente que conhece há 20 anos. Diz que se for eleito vai continuar o bom trabalho que tem sido feito pelo PS no concelho nos últimos 24 anos, mas com um cunho diferente. Assume que não precisa da política para viver, mas que o que mais gosta é de ser autarca.
                                                                                                                    [ 12-12-2012]
                                                                                                                    Oosterbeek e Mota Figueira dizem que a região não pode continuar desarticulada
                                                                                                                    Congresso Estratégico terá que ser feito com a Nersant, o Instituto Politécnico de Tomar e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo mas ninguém dá o primeiro passo para não ser “rotulado”. Outras iniciativas vão-se sucedendo como o Congresso Luso-Brasileiro em Mação do próximo fim de semana.
                                                                                                                      [ 28-11-2012]
                                                                                                                      Conversa com Albertino Pisca Eugénio, fundador da primeira fábrica de cerveja de Santarém e figura carismática da cidade nas últimas décadas
                                                                                                                      Voz incómoda e pouco dada à arte do politicamente correcto, Albertino Pisca Eugénio marcou uma era em Santarém, desde que ali se estabeleceu na década de 70 para instalar a primeira fábrica de cerveja da cidade. Desiludido com alguma classe política, diz que Santarém “está pior do que nunca” e que falta veia empresarial e um plano de desenvolvimento para a cidade.
                                                                                                                        [ 21-11-2012]
                                                                                                                        João Ramalho Ribeiro, veterinário ligado à investigação agrária, diz que a agricultura tem futuro e é uma boa aposta para os jovens
                                                                                                                        Médico veterinário, fez o seu trajecto profissional ligado à Estação Zootécnica Nacional na área de produção animal, continuando ligado ao complexo da Fonte Boa como presidente dos serviços sociais, onde não lhe falta que fazer. Apesar de aposentado, Ramalho Ribeiro continua a ser o representante português no Comité Permanente de Investigação Agrária, no âmbito da Comissão Europeia, e faz avaliação externa para acreditação de cursos de veterinária a nível europeu. Residente na Póvoa da Isenta, Santarém, garante que a agricultura tem futuro e que o Ribatejo tem condições excepcionais para se afirmar nessa área, exortando os jovens a virarem-se para a terra.
                                                                                                                          [ 14-11-2012]
                                                                                                                          Ricardo Gonçalves sucedeu a Moita Flores como presidente da Câmara de Santarém e garante um estilo diferente na governação autárquica
                                                                                                                          Aos 37 anos, já foi presidente de junta, vereador e agora chegou a presidente do município de Santarém com a renúncia ao mandato de Moita Flores. Ricardo Gonçalves diz que tem mais vida para além da política, que aprende com os erros e adopta um discurso conciliador e diplomático, distanciando-se do estilo do seu antecessor. Os tempos não estão para comprar guerras e polémicas, advoga, acrescentando que alguns projectos vão ter que esperar por melhores dias.
                                                                                                                            [ 24-10-2012]
                                                                                                                            Carlos Gonçalves, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia, fala da sua terra e diz que Afonso Costa só intervém depois dos outros agirem
                                                                                                                            Carlos Manuel Gonçalves é um crítico da actuação do presidente da Junta de Alverca, Afonso Costa (PS), que acusa de ter andado “a dormir” durante o processo de discussão da variante. Diz que a petição lançada pela junta foi uma forma de antecipar um abaixo-assinado da população e que todo o processo de discussão do assunto na Assembleia da República só serviu para empatar. Carlos Gonçalves acusa o presidente de só actuar “por indução” e considera que a cidade estagnou. A entrevista decorreu numa esplanada em frente à congestionada Estrada Nacional 10, em pleno centro de Alverca. Carlos Gonçalves foi pontual e não trouxe apontamentos consigo nem respostas preparadas. Não quis saber as perguntas. Pediu um café e pagou com uma nota.
                                                                                                                              [ 24-10-2012]
                                                                                                                              Vereador Nazareno do Carmo já foi de tudo um pouco na cidade que o viu nascer e onde se fez homem
                                                                                                                              É o titular do pelouro de Fátima na Câmara de Ourém e já pôs o Santuário e os comerciantes em sentido. O empresário que agora também é autarca reduziu a atenção às suas empresas para dar mais um contributo à causa pública. Quer melhorar a imagem da cidade no exterior e afirmar a autoridade administrativa da autarquia perante alguns poderes instalados. Os vários processos judiciais que envolvem a Igreja e o município são um bom exemplo disso.
                                                                                                                                [ 17-10-2012]
                                                                                                                                Conforto dos munícipes e preocupações ambientais no topo das prioridades do presidente do conselho de administração
                                                                                                                                As perdas de água no sistema de abastecimento do concelho de Vila Franca de Xira estão em 21,5 por cento e o objectivo imediato é baixar dos 20 por cento. O desafio é assumido pelo presidente do conselho de administração dos Serviços Municipais de Águas e Saneamento, Francisco do Vale Antunes. A média nacional é de 40 por cento e há sistemas municipais com perdas da ordem dos 80 por cento. O investimento na separação dos esgotos domésticos das águas pluviais já resolveu os problemas das inundações nas zonas mais críticas mas vai continuar.
                                                                                                                                  [ 03-10-2012]
                                                                                                                                  António Ferreira dos Santos saiu de Almeirim para fazer a sua carreira académica no Instituto Superior Técnico, onde chegou a presidente da direcção
                                                                                                                                  Aos 73 anos, o professor catedrático jubilado António Ferreira dos Santos continua a visitar diariamente o Instituto Superior Técnico, em Lisboa, para trabalhar em investigação científica na área da matemática. É aquilo que gosta de fazer e garante que se fosse necessário até pagava para trabalhar. Filho de uma família pobre de agricultores de Almeirim, soube aproveitar as bolsas de estudo que foi obtendo para singrar no meio académico e realizar-se profissionalmente. Apreciador das coisas boas da vida, diz não perceber a antipatia da maior parte dos estudantes pela matemática e admite que um mau professor pode ser fatal para o interesse pela disciplina.
                                                                                                                                    [ 26-09-2012]
                                                                                                                                    Professor Rui Sant’Ovaia do Politécnico de Tomar questiona propaganda da indústria de equipamentos electrónicos
                                                                                                                                    O fim dos livros e jornais em papel não traz qualquer benefício ambiental e beneficia apenas o sector dos negócios ligados aos equipamentos electrónicos. Quem o defende e explica é o Eng.º Rui Sant’Ovaia, professor do Instituto Politécnico de Tomar. Em relação aos transportes diz que os Governos acabam com os transportes públicos para deixarem de ter despesas e passarem a ter receitas provenientes da compra e circulação de carros.
                                                                                                                                      [ 19-09-2012]
                                                                                                                                      Diamantino Marques vai deixar a paróquia de Alpiarça e a câmara decidiu homenageá-lo
                                                                                                                                      O município de Alpiarça, liderado por um comunista, decidiu distingui-lo com a medalha de honra. Um tributo facilmente explicável ouvindo o sacerdote Diamantino Marques, admirador do passado de luta dos camponeses ribatejanos e pregador da paz e da concórdia. “A única arma para mudar o mundo é o amor”, diz o padre natural de Amêndoa que foi capelão da unidade de pára-quedistas de Tancos no período revolucionário de 1974 e 1975. Aos 75 anos muda mais uma vez de paróquia, tendo a Brogueira como destino.
                                                                                                                                        [ 12-09-2012]
                                                                                                                                        António Manuel Cardoso é o mais antigo empresário tauromáquico com a paixão de manter activa uma área da cultura portuguesa
                                                                                                                                        António Manuel Oliveira Cardoso é o empresário tauromáquico há mais anos em actividade. Conhecido por Nené, alcunha que vem dos tempos em que jogava futebol, já explorou as praças de Vila Franca de Xira, Salvaterra de Magos, Santarém, Almeirim. Actualmente no Ribatejo tem as praças de Moita, Alcochete e Coruche. É um homem directo, terra a terra. Diz que os empresários tauromáquicos estão a sobreviver movidos pela paixão de manterem uma tradição activa. Fala dos borlistas nas corridas, dos que não sabem comportar-se dentro de uma trincheira, da necessidade de se encurtar a duração dos espectáculos e da importância de se cativarem novos aficionados.
                                                                                                                                          [ 05-09-2012]
                                                                                                                                          Francisco Velez acredita que a CDU iria perder mesmo que pudesse voltar a apresentar Sérgio Carrinho como candidato
                                                                                                                                          Professor de música e músico confessa que inicialmente foi um dos críticos da instalação dos aterros e das empresas de reciclagem no Eco Parque do Relvão, explica que deixou de ser militante do PCP quando foi para a Chamusca porque lhe foi exigida obediência cega e acredita que o concelho necessita urgentemente de novas ideias para poder trilhar os caminhos do progresso e travar o envelhecimento e a desertificação.
                                                                                                                                            [ 14-08-2012]
                                                                                                                                            José Luís Cabrita é uma referência na oposição e não tem papas na língua
                                                                                                                                            José Luís Cabrita subiu na vida a pulso desde o Lar dos Rapazes até à direcção da Federação Nacional das Cooperativas de Consumo. Numa altura em que a suspensão de mandato do presidente da câmara, Moita Flores está na ordem do dia, o militante comunista diz que o concelho deve sentir-se aliviado com a partida do autarca e escritor.
                                                                                                                                              [ 08-08-2012]
                                                                                                                                              Odete Silva é deputada da Assembleia Municipal e na Assembleia da República
                                                                                                                                              Construir pavilhões desportivos e piscinas municipais nas várias freguesias do concelho de Vila Franca de Xira foi um erro, entende Odete Silva, eleita pela coligação Novo Rumo na assembleia municipal e deputada do PSD na Assembleia da República, atendendo ao facto de muitos equipamentos terem uma fraca procura. Odete Silva defende ainda que os presidentes de câmara que deixam um município com muitas dificuldades financeiras deviam ser impedidos de se candidatarem a outras câmaras municipais. Conversámos com a deputada no gabinete que lhe foi entregue na Assembleia da República. Não há molduras ou quadros e a secretária estava cheia de papéis, a maioria das várias comissões parlamentares a que pertence. Apenas uma garrafa em miniatura de licor Beirão - oferecida por um colega - destoava no cenário. Odete vestiu-se de forma formal, nunca mexeu no telemóvel nem no iPad e fumou dois cigarros - um antes da conversa e um no final, à janela, com vista para o jardim do Parlamento. Só pediu para interromper a entrevista para beber um copo de água e nunca hesitou numa resposta. Enquanto caminhámos nos corredores da Assembleia Odete perdeu-se uma vez. “Ainda não consegui memorizar todos os caminhos desde que aqui estou”, confessa.
                                                                                                                                                [ 01-08-2012]
                                                                                                                                                Paulo Afonso Ramos tem publicados sete livros de poesia, prosa poética e sátira social
                                                                                                                                                Quis ser escritor e decidiu conhecer o país real para se inspirar. Teve 30 profissões. Escreveu sete livros, quase todos de poesia, mas rejeita o título de poeta. Há um ano fundou a editora “Lua de Marfim”. Escreve com vista para o Tejo da janela do sexto andar de um prédio da Póvoa de Santa Iria. Agora já encontrou o amor da sua vida mas nos tempos de juventude foi a poesia que lhe garantiu sucesso entre a população do sexo feminino.
                                                                                                                                                  [ 01-08-2012]
                                                                                                                                                  Henrique Reis é um dos autarcas há mais tempo em actividade na região e não pensa retirar-se
                                                                                                                                                  Presidente da Junta de Freguesia de Chancelaria e da concelhia do PSD é uma voz incómoda no concelho de Torres Novas, onde tem sido um dos principais opositores do socialista António Rodrigues. O antigo basquetebolista do Belenenses e ex-emigrante na África do Sul pensa pela sua cabeça, critica o Estado pelo abandono do mundo rural e diz que há gente no seu partido que oferecia de bom grado.
                                                                                                                                                    [ 25-07-2012]
                                                                                                                                                    Elmano Coelho, de Vila Franca de Xira, considera o saxofone um instrumento mágico e sensual
                                                                                                                                                    Um dos mais reputados saxofonistas do país tem 29 anos e é natural de Vila Franca de Xira. Chama-se Elmano Coelho e começou a sua carreira profissional a tocar saxofone nas ruas de Lisboa vestido de palhaço. Acompanha Herman José na televisão e anda em digressão com Áurea, mas já tocou com os Trovante, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Eduardo Paím, Paco Bandeira e Cool Hipnoise. A entrevista realizou-se na Academia de Música de Santa Cecília, na Ameixoeira, em Lisboa, onde actualmente dá aulas. O músico apresenta-se na entrevista de forma descontraída, de chinelos de enfiar no dedo e saxofone ao ombro. Diz que na música não basta ter talento e é preciso amor à profissão. Os seus alunos mais dotados foram os que menos se interessaram pela música. Diz que a sociedade não dá o valor que devia aos músicos e que os jovens não devem desistir de aprender pauta.
                                                                                                                                                      [ 25-07-2012]
                                                                                                                                                      Manuel Pereira Dias é uma figura da história contemporânea de Abrantes, pela sua ligação ao movimento associativo e à actividade política
                                                                                                                                                      É uma figura incontornável de Abrantes. Foi alfaiate durante 70 anos e actualmente gere uma tabacaria no centro histórico da cidade, onde nasceu e vive há 81 anos. Militante do Partido Socialista, é membro da Assembleia Municipal de Abrantes há 36 anos, sendo apreciado por todas as bancadas partidárias. Manuel Pereira Dias formou-se na escola da vida mas possui uma enorme cultura geral denotada pelo discurso fluido e bem construído ao qual gosta de acrescentar uma substancial remessa de factos históricos.
                                                                                                                                                        [ 03-07-2012]
                                                                                                                                                        Advogado Nelson Faria de Oliveira foi distinguido com a Medalha de Ouro do município de Ourém
                                                                                                                                                        Nelson Faria de Oliveira nasceu a 6 de Fevereiro de 1958, em São Paulo, depois dos pais terem emigrado para o Brasil três anos antes. A irmã, mais velha, ainda nasceu em Ourém, de onde a família é oriunda. Aos 12 anos veio com a família para Portugal, onde viveram dois anos. Depois do 25 de Abril de 1974 voltaram ao Brasil, embora o sonho do pai sempre fosse regressar definitivamente à terra natal. Advogado, radicou-se definitivamente em Lisboa, onde a família mora mas vive numa ponte aérea entre Brasil e Portugal. Desloca-se a Ourém todos os meses, onde tem o seu porto de abrigo.
                                                                                                                                                          [ 27-06-2012]
                                                                                                                                                          Gabriel Duarte, antigo vereador, diz que há muita gente na autarquia a fazer política e criar mexericos
                                                                                                                                                          Gabriel Duarte foi vereador do Desporto e da Educação na Câmara de Almeirim. Independente eleito pela CDU fez os últimos dois mandatos sem pelouros. É fundador da prova 20 Kms de Almeirim e da associação com o mesmo nome que tem dez secções desportivas. Nesta entrevista fala sobre a situação política no concelho e diz que as relações da câmara com a associação se degradaram neste mandato, chegando a falar em interferências. Homem sem papas na língua salienta que o presidente da câmara, Sousa Gomes, já devia ter saído do cargo e que agora vai abandonar as funções completamente de rastos.
                                                                                                                                                            [ 13-06-2012]
                                                                                                                                                            Deolinda Simões foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Municipal de Ourém
                                                                                                                                                            Foi uma das fundadoras do PSD em Ourém e continua a defender os ideais do fundador do partido, Sá Carneiro, embora diga que era capaz de alinhar por qualquer partido desde que fosse pelo bem do concelho. Vai no segundo mandato como presidente da Assembleia Municipal de Ourém. A boa relação com o actual presidente da autarquia, Paulo Fonseca (PS), tem-lhe valido algumas críticas do próprio partido mas a antiga professora de Educação Física não se importa. Em vésperas das comemorações do feriado municipal de Ourém, a 20 de Junho, Deolinda Simões mostra nesta entrevista que não morre de amores pelo discurso politicamente correcto e que a disciplina partidária não a impede de dizer o que pensa.
                                                                                                                                                              [ 13-06-2012]
                                                                                                                                                              Investigador Francisco Lima Costa diz que empresas da região não souberam aproveitar qualificações dos imigrantes
                                                                                                                                                              Estudar a importância das migrações e dos seus contributos culturais é o trabalho de Francisco Lima Costa, investigador da Universidade Nova de Lisboa que vive em Vila Franca de Xira desde a juventude. Diz que a região não soube aproveitar a vaga de imigrantes altamente qualificados que acolheu na última década. Antevê que a crise económica vai levar a um aumento da discriminação para com os estrangeiros e lamenta que Vila Franca seja uma “cidade fantasma”.
                                                                                                                                                                [ 05-06-2012]
                                                                                                                                                                António Saraiva é presidente da maior empresa agrícola nacional há três meses
                                                                                                                                                                António Saraiva, 49 anos, um engenheiro agrónomo de Lisboa, deixou uma empresa privada onde trabalhava há 21 anos para se tornar presidente da empresa de agricultura do Estado, Companhia das Lezírias. Mais do que deixar obra feita quer deixar marca no modo de gestão. Vai ser difícil igualar o resultado do antecessor, que conseguiu um milhão de lucro fruto da melhor colheita de cortiça, mas António Saraiva promete fazer o melhor. A privatização não está em cima da mesa e se alguma vez a Companhia for privatizada não será por falta de rentabilidade.
                                                                                                                                                                  [ 23-05-2012]
                                                                                                                                                                  Luís Sousa e Silva é especialista em medicina desportiva e dedica parte do seu tempo a acompanhar atletas no Centro de Estágios de Rio Maior
                                                                                                                                                                  Na juventude foi futebolista em três clubes de Santarém, cidade onde nasceu e reside. Depois dedicou-se à medicina, primeiro no sector público, depois no privado. Pelo meio teve uma experiência na política, como mandatário da primeira candidatura de Moita Flores, apesar de dizer que detesta política.
                                                                                                                                                                    [ 16-05-2012]
                                                                                                                                                                    Autarca cumpre o último mandato mas garante que não vai ficar em casa depois de 2013
                                                                                                                                                                    Maria da Luz Rosinha controla ao cêntimo o dinheiro que entra e que sai dos cofres da autarquia, com um orçamento de quase 70 milhões. Gere a câmara com o mesmo critério com que equilibra a economia doméstica lá em casa. A câmara não tem dívidas a fornecedores e os serviços telefonam para avisar quando instituições e empresas têm dinheiro a receber. Vila Franca de Xira é um oásis num país de autarquias tecnicamente falidas mas a autarca incomoda-se com o elogio à gestão. Com as medidas que o Governo quer impor, avisa, quem é exemplar pode rapidamente deixar de o ser.
                                                                                                                                                                      [ 16-05-2012]
                                                                                                                                                                      Presidente Ilídio Lopes satisfeito com envolvimento de todos os docentes após período marcado por conflitos
                                                                                                                                                                      A Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém (ESGTS) conseguiu ultrapassar o período dos conflitos permanentes que se viveu no decurso da anterior presidência e abre-se à sociedade e à cooperação com entidades nacionais e internacionais. Sob a presidência do professor Ilídio Lopes aquela Escola do Politécnico de Santarém ganha prestígio e a maioria dos docentes e não docentes trabalha em ambiente de franca cooperação.
                                                                                                                                                                        [ 09-05-2012]
                                                                                                                                                                        Sílvia Frazão é eleita na Assembleia Municipal de Benavente há 30 anos
                                                                                                                                                                        Nasceu em Santarém, mas escolheu Samora Correia, concelho de Benavente, para viver depois de se reformar. Sílvia Frazão, de 85 anos, tirou o curso de farmácia numa altura em que as meninas estavam destinadas a serem donas de casa. A sua carreira de investigadora permitiu-lhe conhecer quase todos os países do mundo. Há 30 anos que integra a Assembleia Municipal de Benavente. Defende que as mulheres devem estar na política pelas suas capacidades e não por causa de quotas.
                                                                                                                                                                          [ 26-04-2012]
                                                                                                                                                                          A carreira intermitente de António dos Santos, decano dos matadores de toiros e director de corrida
                                                                                                                                                                          Quando era criança brincava de toureiro com capotes e tourinhas. Aos 14 anos apresentou-se a público e aos 22 anos nascia em Espanha o matador de toiros. Depois desiludiu-se com os meandros da festa por lhe ter sido interdito o acesso ao Campo Pequeno. Foi para África e tornou-se bancário. Hoje reside na Moita e é director de corrida. Sessenta anos depois da alternativa António dos Santos, 82 anos, continua a ser matador de toiros. De coração.
                                                                                                                                                                            [ 26-04-2012]
                                                                                                                                                                            Luísa Pato fala das suas várias frentes de trabalho e admite que a política é a actividade de que abdicava primeiro
                                                                                                                                                                            Luísa Pato é um nome incontornável na vida pública do Cartaxo. A provedora da Misericórdia local está ligada à política desde 1975, sempre pelo PSD, e já desempenhou vários cargos autárquicos sendo actualmente eleita da assembleia municipal. Para além disso, gere a sua empresa de construção civil e ainda tem tempo para cavar na horta da família. Em tempo de Festa do Vinho no Cartaxo, a engenheira civil confessa que às refeições ou bebe vinho ou não bebe nada. Ou não fosse ela uma cartaxeira de gema.
                                                                                                                                                                              [ 18-04-2012]
                                                                                                                                                                              A nova vida do ex-presidente da Câmara de Santarém passa pelo estudo e investigação histórica
                                                                                                                                                                              José Miguel Noras concluiu recentemente o doutoramento em História, já prepara um segundo doutoramento em Literatura e vai começar a colaborar com a Fundação José Saramago.
                                                                                                                                                                                [ 18-04-2012]
                                                                                                                                                                                Paula Peneda é uma das duas únicas mulheres superintendentes da PSP e escolheu Santarém para trabalhar
                                                                                                                                                                                Oficial está há duas semanas a comandar a PSP no distrito de Santarém. Prestes a fazer 45 anos, escolheu trabalhar nesta região e nos primeiros dias já comprovou que foi uma boa opção. Tem sob a sua alçada 410 operacionais. Só 20 são mulheres. A comandante que nas primeiras funções que teve de liderança chegou a ser tratada por “menina”, vai nos próximos dias visitar as várias esquadras da região para ficar a conhecer todo o dispositivo. A sua experiência e visão do mundo, o sentido prático da vida, o feminismo que tenta impor não vão fazer com que seja melhor ou pior que os antecessores, mas promete ser diferente.
                                                                                                                                                                                  [ 11-04-2012]
                                                                                                                                                                                  Maria da Graça Amaral Neto Saraiva professora, investigadora e apaixonada pelo rio
                                                                                                                                                                                  Faz parte da família Amaral Neto, uma das famílias mais importantes do concelho da Chamusca. Cresceu junto ao Tejo e é uma apaixonada pelo rio. Escreveu sobre ele em 1995. “O rio como paisagem : gestão de corredores fluviais no quadro do ordenamento do território”. Professora Associada da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa e Investigadora do Centro de Sistemas Urbanos Regionais do Instituto Superior Técnico critica o facto de as pessoas não serem ouvidas antes de serem tomadas decisões que afectam as suas vidas.
                                                                                                                                                                                    [ 28-03-2012]
                                                                                                                                                                                    Historiador e museólogo José Machado Pereira é um grande estudioso do concelho
                                                                                                                                                                                    José Machado Pereira passou de desenhador da construção civil a historiador. Esteve vinte anos sem estudar até que decidiu debruçar-se sobre a História. O concelho de Azambuja, desvenda, em 1867, esteve extinto durante uma semana e formalmente durante seis meses. Valeu a movimentação da comunidade local que argumentou com o peso económico e social do concelho. Um exemplo de como a História pode ser preciosa em tempo de reformas administrativas. A autarquia local é uma inteligência colectiva, sublinha.
                                                                                                                                                                                      [ 28-03-2012]
                                                                                                                                                                                      João de Brito já está habituado a ser oposição em Alpiarça, vila onde chegou nos anos 60 para competir por “Os Águias”
                                                                                                                                                                                      João de Brito admite que é preciso ter “pedalada” para ser oposição em Alpiarça, terra de esquerda durante muitos anos considerada um bastião comunista. Mas a experiência como ciclista profissional deu-lhe traquejo para os desafios da política e para não virar a cara à luta. Em vésperas do Dia do Concelho, o autarca do PSD diz que, politicamente, o ex-presidente da câmara Rosa do Céu “não faz falta nenhuma a Alpiarça” e reconhece diferenças entre a actual maioria comunista e o anterior executivo socialista. “A oposição é hoje muito melhor tratada”, afirma.
                                                                                                                                                                                        [ 28-03-2012]
                                                                                                                                                                                        Carlos Carrão vai tentar convencer o partido no ano e meio que lhe resta de mandato, após ter assumido recentemente a presidência da autarquia devido à renúncia do seu antecessor
                                                                                                                                                                                        Perdeu recentemente as eleições para a concelhia do PSD de Tomar mas, apesar desse revés Carlos Carrão mantém a intenção de ser, em 2013, o candidato do seu partido à presidência do município nabantino. Nesta entrevista, o autarca assume que o PSD pressionou o anterior presidente, Corvêlo de Sousa, a deixar o cargo, revela que tentou negociar um acordo com os vereadores independentes e critica a postura da oposição socialista.
                                                                                                                                                                                          [ 21-03-2012]
                                                                                                                                                                                          Sandra Ferreira é a directora das bibliotecas municipais de Benavente e quer cativar mais leitores
                                                                                                                                                                                          Há muito que as bibliotecas deixaram de viver só de livros. Neste momento os filmes são mais procurados nas bibliotecas municipais de Benavente e de Samora Correia que têm registado um acréscimo de utilizadores. A directora, Sandra Ferreira, gosta de ver as bibliotecas com vida e quer desmistificar a ideia que o silêncio tem que imperar nestes espaços. Os principais livros que vai adquirindo baseiam-se nas sugestões dos leitores. Mesmo com poucas pessoas nos eventos que vai realizando para o público adulto, a directora não desiste de continuar a tentar atrair cada vez mais visitantes.
                                                                                                                                                                                            [ 21-03-2012]
                                                                                                                                                                                            Celeste Sousa gere uma escola onde quase todos os alunos têm computador e telemóvel e os resultados são acima da média
                                                                                                                                                                                            Os conflitos entre alunos são resolvidos pelos próprios alunos através de um Gabinete de Mediação. Os alunos mais velhos apadrinham os que chegam anualmente e ajudam-nos a integrarem-se. Os que mais sabem dão explicações aos que têm dificuldades. A liderança da escola de Tomar foi considerada mobilizadora e geradora de um bom ambiente de trabalho pelos técnicos responsáveis pela última avaliação externa.
                                                                                                                                                                                              [ 14-03-2012]
                                                                                                                                                                                              Eurico Saramago, um histórico do PSD escalabitano, critica a forma como a Câmara de Santarém tem sido gerida
                                                                                                                                                                                              Foi presidente da Assembleia Municipal e vereador da Câmara de Santarém, presidente de junta de freguesia e dirigente concelhio e distrital do PSD. Recentemente voltou à política activa. Sem grandes floreados verbais e terra a terra como sempre, Eurico Saramago confessa-se desiludido com Moita Flores, de quem foi um dos principais apoiantes, e teme o legado que o autarca vai deixar na autarquia escalabitana.
                                                                                                                                                                                                [ 14-03-2012]
                                                                                                                                                                                                José Vieira Gonçalves deixa direcção dos Bombeiros Voluntários de Fátima depois de 17 anos ligado à associação
                                                                                                                                                                                                José Vieira Gonçalves, 63 anos, deixa a presidência da direcção dos Bombeiros Voluntários de Fátima ao fim de seis anos embora esteja ligado à corporação desde a fundação, há cerca de 17 anos. Em entrevista a O MIRANTE recorda os momentos mais marcantes e lamenta não ter conseguido cumprir o sonho de construir um novo quartel para a corporação.
                                                                                                                                                                                                  [ 07-03-2012]
                                                                                                                                                                                                  As aventuras de Arnaldo Silva, filho de uma peixeira e de um pescador de Vila Franca
                                                                                                                                                                                                  Arnaldo Silva, filho de uma peixeira e de um pescador de Vila Franca de Xira, foi preso político em Caxias. Antes de ser apanhado pela polícia teve tempo de deitar fora a chave de casa onde tinha material de propaganda. As lágrimas caem-lhe quando recorda os seis meses de cárcere e tortura. Orgulha-se de não ter “levado” ninguém consigo. Para fugir à guerra do Ultramar foi “a salto” para França. História de um revolucionário de Vila Franca de Xira que continua atento à terra onde que vive.
                                                                                                                                                                                                    [ 29-02-2012]
                                                                                                                                                                                                    Roberto Caneira é presidente da Associação de Defesa do Património Etnográfico e Cultural há cerca de 15 anos
                                                                                                                                                                                                    Licenciado em História e com uma pós-graduação em Museologia, Roberto Caneira é presidente da Associação de Defesa do Património Etnográfico e Cultural de Glória do Ribatejo há cerca de 15 anos. É técnico superior de História no Museu do Rio, em Salvaterra de Magos. Apaixonado pelas tradições e cultura da terra onde nasceu foi com naturalidade que assumiu a presidência da colectividade. Na sua opinião, a obra de Redol sobre Glória do Ribatejo é um importante repositório para a localidade.
                                                                                                                                                                                                      [ 08-02-2012]
                                                                                                                                                                                                      Actor é a aposta do presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, Gonçalo Xufre
                                                                                                                                                                                                      João de Carvalho pediu a suspensão temporária do mandato como vereador da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para se afastar do ambiente de turbulência política na oposição e continuar a carreira artística. O novo presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, Gonçalo Xufre, reconhece que o actor é uma peça essencial no tabuleiro para as próximas eleições autárquicas. Ainda que com pouca vocação para os jogos políticos João de Carvalho servirá para conquistar votos. O resto da equipa fará o resto.
                                                                                                                                                                                                        [ 08-02-2012]
                                                                                                                                                                                                        Engenheiro civil de 57 anos tomou posse no sábado como presidente da Associação de Futebol de Santarém
                                                                                                                                                                                                        Francisco Jerónimo foi durante mais de duas décadas quadro superior da Câmara de Santarém, onde chefiou o departamento de obras municipais. Nasceu perto de Torres Novas e foi na sua terra natal, Pintainhos, que iniciou um longo percurso de ligação ao associativismo em várias frentes. Substituiu agora Rui Manhoso à frente do futebol distrital.
                                                                                                                                                                                                          [ 01-02-2012]
                                                                                                                                                                                                          Com a crise financeira é mais que provável haver candidaturas ao QREN que não vão avançar porque os municípios não têm dinheiro
                                                                                                                                                                                                          Chama-se António Torres e é director executivo da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. Tem uma postura discreta e uma figura franzina mas tem poder e está de pedra e cal na organização. Em 2006 o presidente da Câmara de Santarém, no auge da guerra que levaria à constituição de três empresas de águas em vez da única que estava prevista, escolheu-o como alvo a abater e falhou redondamente. Defende a transferência de competências da administração central para a CIMLT. Acusa os responsáveis pelo actual Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) de terem ligado o “complicómetro”.
                                                                                                                                                                                                            [ 25-01-2012]
                                                                                                                                                                                                            Quando chegou a líder do PS em Benavente as relações do funcionário João Augusto Sousa com o presidente da câmara esfriaram
                                                                                                                                                                                                            João Augusto Sousa, 52 anos, natural da Barrosa, concelho de Benavente, é técnico superior na Câmara Municipal de Benavente e também presidente da comissão política concelhia de Benavente do Partido Socialista (PS). Não mistura a política com o trabalho e tenta sempre dar o seu melhor quando está ao serviço da autarquia. Desde que assumiu o novo cargo político, a relação com o presidente da câmara, António José Ganhão, esfriou. As lutas fratricidas que existiram no seio do PS local conduziram-no a uma situação quase insustentável. O partido reorganizou-se nos últimos tempos e João Augusto diz que está agora mais forte para enfrentar as próximas eleições. Sobre o futuro do concelho, João Augusto Sousa não arrisca a tecer muitas considerações porque, diz, precisava de realizar estudos sobre a situação actual para apontar um rumo.
                                                                                                                                                                                                              [ 18-01-2012]
                                                                                                                                                                                                              A entrevista possível ao ex-presidente da Câmara de Abrantes que há 20 anos se desligou da política e se entretém a cuidar das flores e dos automóveis antigos
                                                                                                                                                                                                              É José dos Santos de Jesus de sua graça, mas em Abrantes todos o conhecem por Bioucas, apelido paterno que um funcionário do registo civil considerou estar a mais. O Largo Engenheiro Bioucas é uma marca indelével na toponímia abrantina da passagem deste homem pela Câmara de Abrantes, de 1974 a 1990, num tempo em que não havia fundos comunitários a rodos e que estava quase tudo por fazer. Avesso a falar de política, actual ou passada, José Bioucas sabotou pela base o guião desta entrevista que acabou numa conversa descontraída recheada de humor e de ironia, imagens de marca de um ex-autarca apaixonado pelos automóveis.
                                                                                                                                                                                                                [ 11-01-2012]
                                                                                                                                                                                                                Luís de Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja
                                                                                                                                                                                                                O vice-presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Luís de Sousa, eleito pelo PS, diz que Azambuja não se desenvolveu por culpa das condicionantes impostas pelo aeroporto da Ota e pelos investimentos que ficaram à espera do equipamento e que acabaram por fugir com a deslocalização do aeroporto para Alcochete. O fecho de vários serviços como os CTT e as Finanças só prova que o concelho está a ficar isolado, apesar de estar a dois passos de Lisboa. Diz que o pelouro da saúde não serve para nada e promete abandonar a câmara em 2013 se não for o candidato escolhido para ser o rosto do PS às próximas eleições.
                                                                                                                                                                                                                  [ 11-01-2012]
                                                                                                                                                                                                                  Diamantino Duarte é administrador da Resitejo, lidera o PS da Chamusca e preside aos Bombeiros Voluntários de Santarém e à Federação de Bombeiros do Distrito de Santarém
                                                                                                                                                                                                                  O dia a dia de Diamantino Duarte é uma autêntica correria, tantos são os cargos que ocupa. Diz que tudo se consegue com uma disciplina férrea do tempo e abdicando de alguns prazeres e do convívio com a família. Nesta entrevista, não fecha a porta a uma candidatura à Câmara da Chamusca, diz que a Câmara de Santarém é mal gerida e garante que nunca se sentiu diminuído por não ter um curso superior apesar de ter tanta casa para gerir.
                                                                                                                                                                                                                    [ 04-01-2012]
                                                                                                                                                                                                                    Para o Ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares o poder local é demasiado conservador e ainda não percebeu o que se passa
                                                                                                                                                                                                                    Assume as responsabilidades do que fez e que agora não faria mas não está preso ao passado. O seu compromisso é com o presente e com as mudanças que estão a ser feitas. Alerta os autarcas para o facto de ainda não se terem adaptado aos novos tempos e de estarem a cortar menos na despesa do que o próprio poder central. Garante a extinção de freguesias proposta e diz-se preparado para enfrentar e lutar contra todos os interesses instalados.
                                                                                                                                                                                                                      [ 28-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                      Mário Paiva, director do serviço de pediatria, oferece cabazes com produtos da sua quinta
                                                                                                                                                                                                                      Quando Mário Paiva trabalha no Natal ou na passagem do ano o calendário da família altera-se e as prendas chegam no dia seguinte. O director do serviço de pediatria do Hospital de Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, recusa o consumismo da época e como prenda oferece cabazes com compotas, vinho e azeite, produtos produzidos na sua quinta.
                                                                                                                                                                                                                        [ 28-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                        António Jaime Carvalho, 73 anos, empresário, ex-autarca e dirigente associativo em Santarém, é um homem de múltiplos interesses
                                                                                                                                                                                                                        Pessoa que gosta de aprender, Jaime Carvalho interessa-se pelo que o rodeia e permanece atento aos dias que correm. Dono de uma empresa do ramo automóvel há 40 anos, diz que sempre viveu em crise, garante que não vai cortar regalias aos trabalhadores e critica as medidas laborais impostas pelo actual Governo. Considera que a CDU faz falta na Câmara de Santarém, que o PS cansou a cidade e que ainda é cedo para avaliar a gestão de Moita Flores à frente do município.
                                                                                                                                                                                                                          [ 21-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                          Aos 42 anos Francisco Graça escreveu o livro “Voluntariamente feliz”
                                                                                                                                                                                                                          Antes de descobrir os bombeiros Francisco Graça era um jovem triste e sem rumo que chegou a tentar o suicídio. Os soldados da paz mostraram-lhe o caminho. O bombeiro que salvou vidas luta agora contra um linfoma. Os papéis inverteram-se. Escreveu um livro: “Voluntariamente feliz”. Para avisar o mundo que todos os momentos da vida devem ser intensamente saboreados.
                                                                                                                                                                                                                            [ 21-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                            Albino da Luz Carreira, pároco de Minde, coleccionador de licenciaturas, faz do contacto social uma importante ferramenta de evangelização
                                                                                                                                                                                                                            Oriundo de uma família humilde, Albino Carreira guardou ovelhas em criança até entrar para o seminário. Seguiu a vocação religiosa e foi ordenado sacerdote, passando a ter sob sua responsabilidade outros “rebanhos”, como o dos reclusos da prisão onde trabalhou ou os dos fiéis das paróquias por onde passou. Se for preciso confessa as pessoas na rua e faz questão de visitar os enfermos em suas casas. Pelo meio fez três cursos superiores, porque, como diz, em tudo o que se mete é para levar até ao fim. Sobre a forma como é encarada a quadra festiva que atravessamos é pragmático: “O Natal é muitas vezes um aniversário sem aniversariante: Jesus”.
                                                                                                                                                                                                                              [ 14-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                              Alberto Mesquita, vice-presidente da Câmara de VFX, fala da retirada de pelouros à Coligação Novo Rumo
                                                                                                                                                                                                                              O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem o pelouro do urbanismo e volta a ser responsável pelas obras depois de Rui Rei ter perdido a pasta. Alberto Mesquita fala sobre o estalar do verniz entre o PS e a Coligação Novo Rumo. Em época de retracção económica defende ainda que é preciso garantir receitas para as autarquias com imaginação e reinventar as cidades apostando na requalificação.
                                                                                                                                                                                                                                [ 14-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                                Sebastião Marques Honorato queria ser médico quando estudava em Santarém mas a doença empurrou-o para o Direito
                                                                                                                                                                                                                                Nasceu na pequena freguesia de Raposa, no concelho de Almeirim, onde passou uma infância atribulada com muitos azares, como a perda de dois dedos numa brincadeira com uma bomba. Conseguiu vencer as adversidades, até aquela que o impediu de seguir medicina quando no primeiro ano do liceu, em Santarém, teve que ser internado quatro meses no hospital. Perdeu-se um médico e ganhou-se um advogado que é dos mais reconhecidos a nível nacional. Fez a sua carreira em Lisboa. Diz que teve a sorte de ficar a orientar o escritório de um grande advogado quando tinha 27 anos. Esteve na advocacia três décadas. Foi condecorado pelo Presidente da República, pela Ordem dos Advogados e pela Câmara de Almeirim. Reformou-se há cerca de três anos por já estar cansado. Nesta entrevista conta o seu percurso de vida e fala sobre a justiça de ontem e o estado a que ela chegou.
                                                                                                                                                                                                                                  [ 06-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                                  Fernando Valente exerce há 34 anos e é um dos advogados mais antigos da cidade
                                                                                                                                                                                                                                  Trinta e quatro anos depois Fernando Valente ainda sente um nervoso miudinho na semana que antecede o julgamento. É um dos mais antigos advogados de Vila Franca de Xira. Tem 67 anos e o estatuto de reformado com autorização para trabalhar. É do tempo em que as pessoas da cidade recorriam a advogados da capital para escapar às más línguas. Memórias de um advogado dedicado à profissão que coloca a ética acima de tudo.
                                                                                                                                                                                                                                    [ 06-12-2011]
                                                                                                                                                                                                                                    Maria Júlia Filipe entendeu dar continuidade à obra do falecido marido à frente da colectividade
                                                                                                                                                                                                                                    A Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina, fundada em Tomar a 12 de Setembro de 1874, é liderada por uma professora de 54 anos que se assume “nabantina de alma e coração” e tem como objectivo “limpar” o nome da colectividade que herdou avultadas dívidas de antigas direcções. Tudo para que a Nabantina, um símbolo do centro histórico, volte a ter boas notas na sua cotação social.
                                                                                                                                                                                                                                      [ 29-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                      Fiel depositário do acervo do escritor neo-realista de Vila Franca de Xira deixou o apelo em Santarém
                                                                                                                                                                                                                                      Hermínio Nunes tem na sua posse um valioso espólio do escritor neo-realista Jorge Reis, nascido em Vila Franca de Xira em 1925 e falecido em Paris há cinco anos. Recentemente, na abertura de uma exposição evocativa de Alves Redol em Santarém, onde participou contribuindo com algum do seu acervo, este historiador e antiquário da Marinha Grande apelou à necessidade de se encontrar um destino para esse material, onde o mesmo possa ser classificado, estudado e valorizado.Trata-se de uma “imensa quantidade de documentação”, entre ela cartas de figuras da política e cultura nacional como Maria Lamas, Manuel Alegre, Urbano Tavares Rodrigues e Mário Soares, com quem se correspondeu durante o exílio. “Os anos vão passando e não sei o que vou fazer daquilo”, afirmou. A única certeza, diz Hermínio Nunes, é que esse espólio não se há-de perder e que Jorge Reis há-de ter o reconhecimento que merece como nome grande das letras nacionais do século XX.
                                                                                                                                                                                                                                        [ 29-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                        A pintora Sónia Lapa explora nos seus quadros o tema da bissexualidade
                                                                                                                                                                                                                                        Há 25 anos que Sónia Lapa desenvolve a sua actividade artística no concelho de Benavente. Defende que antes de nascer todos são bissexuais e, por isso, encara com naturalidade o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. “La Mise en Scène d’Ofélia” é a sua próxima exposição que tem inauguração marcada para sábado, 3 de Dezembro, no Centro Cultural de Samora Correia.
                                                                                                                                                                                                                                          [ 29-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                          Paulo Varanda rendeu-se ao “bichinho” da política e admite desde já uma candidatura ao cargo em 2013
                                                                                                                                                                                                                                          Admite ser um viciado no trabalho que dorme pouco e que mesmo quando repousa sonha com soluções para os problemas. Paulo Varanda, 34 anos, capitão do Exército, tomou posse recentemente como presidente da Câmara do Cartaxo, após dois anos como vice-presidente de Paulo Caldas que entretanto renunciou ao mandato. Nesta entrevista assume a disponibilidade para se candidatar a novo mandato, diz que é um homem poupado e que está preparado para combater a crise.
                                                                                                                                                                                                                                            [ 23-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                            Ana Oliveira, Comandante de Destacamento da GNR de Vila Franca, empenhada em combater criminalidade
                                                                                                                                                                                                                                            Aumentaram os roubos por esticão, os assaltos a residências e os furtos de gasóleo na área da GNR no concelho de Vila Franca de Xira. Vialonga e Castanheira do Ribatejo são as freguesias mais problemáticas. É por isso que a prioridade da nova comandante de destacamento, a tenente Ana Oliveira, é o combate à criminalidade mais do que a aplicação de multas de estacionamento.
                                                                                                                                                                                                                                              [ 23-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                              Pedro Nunes, director executivo da Risa e presidente do Clube Business Angels de Santarém, diz que é optimista e que acredita em Portugal
                                                                                                                                                                                                                                              É director executivo da Risa e presidente do Clube Business Angels de Santarém. Apaixonado pelo trabalho de consultoria confessa que não está nos seus planos criar qualquer empresa. Aconselha as pessoas a concentrarem-se no seu trabalho e a deixarem as questões estruturais para os decisores políticos. Elogia uma nova geração de jovens empreendedores e diz que Portugal tem futuro.
                                                                                                                                                                                                                                                [ 23-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                Fascínio de Maria João Lopo de Carvalho pela vida da Marquesa de Alorna levou-a a escrever um livro sobre a condessa que viveu parte da sua vida em Almeirim
                                                                                                                                                                                                                                                Desde 1999 que Maria João Lopo de Carvalho decidiu que queria escrever um livro sobre a Marquesa de Alorna. Depois de cerca de sete anos de pesquisa e investigação a escritora começou a escrever as primeiras páginas de “Marquesa de Alorna - Do Cativeiro de Chelas à corte de Viena” no dia do aniversário de nascimento da marquesa, a 31 de Outubro de 2010. A escritora nasceu em Lisboa há 49 anos mas vem a Almeirim desde que nasceu. O bisavô comprou a Quinta da Alorna, casa onde também viveu a Marquesa da Alorna. O facto de ter crescido e percorrido os mesmos locais que a figura central do seu livro fez crescer o fascínio sobre a marquesa. O que levou ao lançamento deste livro que já é um dos mais vendidos a nível nacional.
                                                                                                                                                                                                                                                  [ 15-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                  Lurdes Asseiro, ex-presidente do Politécnico de Santarém, volta aos desafios, agora como presidente do Centro Cultural Regional
                                                                                                                                                                                                                                                  Lurdes Asseiro começou por ser enfermeira e acabou por fazer carreira no ensino. Em Santarém trabalhou na Escola Superior de Enfermagem, hoje Escola Superior de Saúde, onde foi directora. Chegou a presidente do Instituto Politécnico de Santarém. Tinha um projecto para oito anos, mas acabou por ficar só quatro ao perder as últimas eleições. Um dos objectivos era estreitar laços com o Politécnico de Tomar. A professora, actualmente aposentada e que preside ao Centro Cultural Regional de Santarém, considera fundamental haver cooperação entre as duas instituições. Assume que é uma mulher que gosta de liderar, acha que as praxes são úteis se feitas com moderação e admite que há cursos a mais no ensino superior.
                                                                                                                                                                                                                                                    [ 09-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                    Octávio Augusto, dirigente regional e nacional do PCP, diz que a sua grande ambição é ver os socialistas derrotados
                                                                                                                                                                                                                                                    De acólito da igreja em Vila Franca de Xira a líder distrital do PCP em Santarém foi um longo caminho que Octávio Augusto percorreu em meio século de vida. Depois de 12 anos a trabalhar na máquina de propaganda do partido veio para o terreno, porque não gosta de estar fechado em gabinetes. A sua grande ambição política é ajudar a derrotar a maioria PS em Vila Franca de Xira. “Não durmo descansado enquanto não se fizer justiça no concelho”, diz quem não esquece a forma como foram tratados os derrotados na noite em que Maria da Luz Rosinha ganhou as primeiras eleições autárquicas destronando a CDU da gestão do município.
                                                                                                                                                                                                                                                      [ 09-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                      Octávio Augusto, dirigente regional e nacional do PCP, diz que a “cassete comunista” não muda porque os problemas no nosso país mantêm-se
                                                                                                                                                                                                                                                      De acólito da igreja em Vila Franca de Xira a líder distrital do PCP em Santarém foi um longo caminho que Octávio Augusto percorreu em meio século de vida. Depois de 12 anos a trabalhar na máquina de propaganda do partido veio para o terreno, porque não gosta de estar fechado em gabinetes. Continua a acreditar nos amanhãs que cantam, diz que a luta de classes continua a fazer todo o sentido e reconhece que em alturas de acentuado conflito social a mensagem comunista passa melhor.
                                                                                                                                                                                                                                                        [ 09-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                        Presidente da Câmara da Golegã, José Veiga Maltez, confessa que se sente outro durante a Feira
                                                                                                                                                                                                                                                        Tem um cavalo chamado Ufano e sente-se mais ufano que nunca nos dias da Feira de S. Martinho/Feira Nacional do Cavalo/Feira Internacional do Cavalo Lusitano, quando a Golegã é invadida por milhares de visitantes. José Veiga Maltez, médico e presidente da câmara a meio do último mandato, falou com O MIRANTE sobre fado, garanhões, ciganos, água-pé e cavalo-pistas mas escusou-se a responder a uma pergunta relacionada com... burros.
                                                                                                                                                                                                                                                          [ 02-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                          A bibliotecária Conceição Matos e a paixão pela Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria
                                                                                                                                                                                                                                                          Quem disse que os livros estão a perder leitores e que as bibliotecas são espaços sombrios que os jovens evitam? O dia forte da Biblioteca Municipal da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, é o sábado que é o dia da família. Avós, pais e filhos povoam um espaço de cultura em tons de verde numa cidade rodeada de prédios por todos os lados.
                                                                                                                                                                                                                                                            [ 02-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                            Escritor vila-franquense inspirou-se na infância de Constantino Caralinda
                                                                                                                                                                                                                                                            O miúdo que encantou Alves Redol e o inspirou a escrever “Constantino, guardador de vacas e de sonhos” já tem 62 anos. A idade tolda-lhe o físico mas não apaga as memórias de uma infância tornada célebre pelo escritor de Vila Franca de Xira. A O MIRANTE diz guardar boas memórias da infância com Redol e confessa que o escritor “era uma lapa” que não o deixava brincar em paz.
                                                                                                                                                                                                                                                              [ 02-11-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                              “Não vale a pena dizer que a culpa é da crise porque há muitos concelhos que têm a situação financeira controlada”
                                                                                                                                                                                                                                                              Nasceu na Beira, Moçambique filho de um grande empresário da construção civil que, depois da independência, voltou a ser pedreiro em Portugal. João Sarmento, vereador do PSD na câmara municipal de Torres Novas aprendeu na escola da vida o valor de cada cêntimo. Aos 10 anos de idade, saía da escola e trabalhava a alisar blocos. A partir dos 13 anos as férias eram passadas nas obras. Aos 19 o pai deu-lhe sociedade. Venceu e meteu-se na política por considerar que a sua experiência pessoal poderia ser útil. Não desiste de fazer propostas para melhorar a gestão municipal mesmo que raramente o oiçam.
                                                                                                                                                                                                                                                                [ 26-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                Ganadeiro José Luís Dias diz que a culpa é dos governantes e da associação de criadores
                                                                                                                                                                                                                                                                O ganadeiro José Dias, de 67 anos, mora em Salvaterra de Magos, mas é na sua ganadaria em Santo Estêvão, concelho de Benavente, que passa a maior parte do tempo. O maior mal que encontra actualmente na Festa Brava é a compra de toiros em Espanha a preços baixíssimos para serem lidados em Portugal. Mantém a sua ganadaria mais por paixão e carolice. Se não tivesse outros negócios paralelos diz que não conseguiria sobreviver. Este ano já só conseguiu vender dois curros quando em média entrava em cinco corridas. Para o ano, com a crise, acredita que ainda vai ser pior.
                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 26-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                  O administrador da Cartágua, Miguel Santos Henriques, é o rosto da concessão no concelho
                                                                                                                                                                                                                                                                  Há um ano que a Câmara Municipal do Cartaxo entregou a gestão da rede de água e saneamento a uma empresa privada. As tarifas subiram e a população saiu à rua em protesto. O administrador da Cartágua, Miguel Santos Henriques, admite que a água está a sair cara ao povo porque há muito tempo que não se fazia investimento. A rede precisava de novas tubagens e numa das ETAR a empresa deparou-se com um cenário caótico. A infra-estrutura estava entupida e com lamas acumuladas. O gestor, quadro do Grupo Lena, aconselha as câmaras a não empurrarem os problemas para a frente, a fazerem investimento e a actualizarem as tarifas antes de concessionar os sistemas.
                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 19-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                    José Almeida, bancário na reforma, professor na Universidade Sénior de Vila Franca, é um autodidacta
                                                                                                                                                                                                                                                                    Just primae noctis. O direito à primeira noite. A mulher antes de dormir com o marido dormia com o patrão. Era assim no tempo do feudalismo. Quem cita em latim uma prática que era exercida pelos senhores da terra é José Almeida. Um bancário na reforma, professor de matemática e latim na Universidade Sénior de Vila Franca de Xira. Nasceu na Beira mas reside na Póvoa de Santa Iria. Frequentou o Seminário e foi expulso porque o pai não se dava bem com o pároco da terra. Assim terminou o sonho de conhecer África como missionário. Tem 65 anos e nem a doença de Parkinson, que começa a manifestar-se, o impede de deslocar-se todos os dias à biblioteca da Quinta da Piedade, onde é leitor assíduo.
                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 19-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                      Carlos Coutinho é administrador da Desmor, empresa municipal de desporto de Rio Maior
                                                                                                                                                                                                                                                                      Carlos Coutinho começou como técnico superior de desporto da Câmara de Alpiarça. O clima político que se vivia na altura no concelho e a vontade de progredir fê-lo procurar outras oportunidades. Foi trabalhar para a Câmara de Santarém em 2005 e chegou a director geral da empresa municipal Scalabisport. Após as eleições de 2009 foi convidado para administrador da empresa municipal Desmor que gere o complexo desportivo de Rio Maior. Diz que na vida as oportunidades surgem pelas aptidões que se vão mostrando. Nesta entrevista, o militante do PSD fala da política e do seu percurso profissional e diz que nunca pratica desporto nas instalações que tutela. Em casa de ferreiro espeto de pau.
                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 12-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                        Coreógrafa e bailarina está a preparar um espectáculo com o Rancho Folclórico de Riachos
                                                                                                                                                                                                                                                                        Natural de Abrantes, a coreógrafa e bailarina apresenta o espectáculo “A Viagem”, inserido na 3.ª edição do Festival de Materiais Diversos, a 22 de Outubro no Teatro Virgínia, em Torres Novas, onde o fandango se funde com a dança contemporânea.
                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 12-10-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                          José da Avó é vereador do PSD na Câmara de Benavente
                                                                                                                                                                                                                                                                          O concelho de Benavente precisa de políticas urbanas para responder ao forte crescimento populacional que se tem verificado nos últimos anos. Esta é uma das críticas apontadas pelo vereador do PSD da Câmara Municipal de Benavente, José da Avó, de 37 anos. Mais do que construção, o concelho precisa agora de trazer os novos residentes para a vida local. Para resolver os problemas de trânsito e de transportes, o comboio seria a principal solução, tal como a construção de circulares urbanas entre Samora Correia e Benavente, que retirassem o trânsito de dentro das localidades. O vereador que evita beber água da rede pública, admite que em termos de separação dos lixos só se tem preocupado com a reciclagem do vidro. Mensalmente abdica de 20 euros das senhas de presença porque considera que a política é um serviço público. Filho de ganadeiros, vibra com a Festa Brava e não trocaria Samora Correia, onde vive, por nenhuma outra cidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 28-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                            Helena Pereira de Jesus é eleita da Coligação Novo Rumo na Câmara de Vila Franca de Xira
                                                                                                                                                                                                                                                                            Helena Pereira de Jesus, 41 anos, advogada, é vereadora da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a meio tempo. É eleita pela Coligação Novo Rumo [PSD, CDS-PP, MPT, PPM], que governa a câmara em colaboração com o PS, e tem a seu cargo a divisão de actividades económicas, assuntos jurídicos e áreas de toponímia e condicionamentos de trânsito. Participa pouco nas reuniões de câmara mas a sua organização salta à vista. Despacha os assuntos no próprio dia. Quando chegou à câmara alguns processos demoravam dez dias só a chegar ao seu gabinete.
                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 28-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                              Maria Teresa Dias foi directora do Colégio Madre Andaluz e é uma mulher de convicções fortes
                                                                                                                                                                                                                                                                              A última directora do Colégio Madre Andaluz chegou a Santarém aos 12 anos com uma intenção firme: deixar a escola e ser irmã da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima. Atingiu o objectivo, mas pelo meio foi estimulada a continuar os estudos acabando por se licenciar em Biologia. Foi freira e professora ao mesmo tempo e nunca usou hábito nem viveu em clausura.
                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 21-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                Tareka começou a representar depois de participar num programa de televisão com o filho Tozé Martinho
                                                                                                                                                                                                                                                                                Nasceu na cidade mas adora o campo, por isso foi com naturalidade e prazer que, quando casou com o ganadeiro João Ramalho, veio viver para Salvaterra de Magos. Casada há cinquenta anos, tem cinco filhos, dez netos e seis bisnetos. Desde criança que gosta de representar mas só começou a sua carreira de actriz quando já estava casada. Nunca ousou dizer ao pai que queria ser actriz. O marido apoia-a e é quem a leva aos estúdios das novelas. É aficionada e considera uma “parvoíce” as manifestações anti-touradas. Prefere as corridas mistas e defende os toiros de morte. A actriz abriu as portas da sua casa, na Quinta das Gatinheiras, a O MIRANTE.
                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 21-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ludovico Rosa tem uma vida multifacetada, como sacerdote, professor, dirigente associativo, marido e pai
                                                                                                                                                                                                                                                                                  Os 15 anos como padre marcaram-no para o resto da vida, mas a desilusão com as incoerências da Igreja, entre o que prega e o que faz, levaram-no a mudar de vida. Casou, tem um filho e fez vida como professor. Reformado, continua a dedicar-se ao associativismo, actividade em que se iniciou no Entroncamento e que hoje lhe preenche boa parte dos dias em Tomar. Ludovico Rosa, o padre de barba e cabelos compridos da década de 70 que tinha fama de comunista, é, aos 67 anos, um arquivo ambulante de histórias para contar: do Mini que perdeu quando acompanhava os bombeiros num incêndio aos avanços das paroquianas que ele a custo conseguia conter para não ceder às tentações da carne.
                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 14-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                    Maria de Lourdes Piriquito está a cumprir o primeiro mandato como presidente da Junta de Aveiras de Baixo
                                                                                                                                                                                                                                                                                    Nasceu em Aveiras de Baixo, concelho de Azambuja, mas aos nove meses de idade os pais que não tinham condições para a criar entregaram-na a duas senhoras de Lisboa. Com 40 anos decidiu regressar às origens e envolveu-se na vida da comunidade ao ponto de ser eleita nas últimas autárquicas para presidente de junta. Maria de Lourdes Piriquito assume-se como uma mulher de acção que não gosta de alaridos. Diz que nunca a ouviram gritar. Na terra onde nasceu tem a calma própria de uma freguesia rural. Habituada à agitação da capital não se adaptou ao ritmo de vida de Aveiras de Baixo e por isso sente necessidade de ir regularmente a Lisboa onde faz voluntariado no IPO. Maria de Lourdes Piriquito reconhece que viver no campo tem muitas limitações. Em Aveiras existem apenas dois cafés, a população está muito envelhecida, os transportes são poucos e até para comprar as mercearias precisa de ir a Azambuja. Por isso a autarca teme que a freguesia de Aveiras de Baixo acabe por desaparecer um dia destes.
                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 14-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                      Tareka começou a representar depois de participar num programa de televisão com o filho Tozé Martinho
                                                                                                                                                                                                                                                                                      Nasceu na cidade mas adora o campo, por isso foi com naturalidade e prazer que, quando casou com o ganadeiro João Ramalho, veio viver para Salvaterra de Magos. Casada há cinquenta anos, tem cinco filhos, dez netos e seis bisnetos. Desde criança que gosta de representar mas só começou a sua carreira de actriz quando já estava casada. Nunca ousou dizer ao pai que queria ser actriz. O marido apoia-a e é quem a leva aos estúdios das novelas. É aficionada e considera uma “parvoíce” as manifestações anti-touradas. Prefere as corridas mistas e defende os toiros de morte. A actriz abriu as portas da sua casa, na Quinta das Gatinheiras, a O MIRANTE.
                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 07-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                        João de Carvalho disponível para encabeçar lista da coligação e conquistar Câmara de Vila Franca de Xira
                                                                                                                                                                                                                                                                                        João de Carvalho está disponível para ser candidato à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira pelos partidos da Coligação Novo Rumo (PSD, CDS-PP, MPT e PPM) nas próximas eleições autárquicas. Para evitar a pressão foge a uma campanha eleitoral antecipada. Diz que a sua nunca será uma candidatura de direita. É uma proposta diferente para Vila Franca de Xira a pensar nas pessoas e na cultura porque o tempo do cimento já lá vai. Vive em Alverca há 27 anos, é casado e tem dois filhos. É vereador da cultura a tempo inteiro, uma pasta que criticou duramente na última campanha eleitoral. Gere-a de mãos dadas com a maioria socialista. É um actor que está a aprender a ser autarca. Por isso esta é uma entrevista que está longe de ser politicamente incorrecta.
                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 07-09-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ilídio Lopes, presidente da Escola Superior de Gestão de Santarém, não esquece as origens humildes quando fala de uma carreira profissional construída a pulso
                                                                                                                                                                                                                                                                                          Chegou a professor da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém (ESGTS) por mero acaso, após ler um anúncio num jornal enquanto esperava o barco em Cacilhas para atravessar o Tejo rumo a Lisboa, onde dava aulas numa universidade privada. Após 14 anos como docente chegou a presidente da instituição, que nos últimos anos tem vivido alguma conflitualidade interna. A pacificação da comunidade académica é um dos seus objectivos. Outro é abrir a escola ao mundo. Acredita que vai concretizá-los.
                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 31-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                            Carlos Lima Costa reside em Vila Franca de Xira e é investigador e neurologista no Hospital de Egas Moniz em Lisboa
                                                                                                                                                                                                                                                                                            É na pacata localidade do Badalinho, em Vila Franca de Xira, que vive um dos médicos e investigadores portugueses mais reconhecidos internacionalmente. Carlos Lima Costa, neurologista e investigador no Hospital de Egas Moniz em Lisboa, é coordenador de uma equipa responsável por devolver aos doentes paraplégicos e tetraplégicos a possibilidade de voltar a caminhar através de uma técnica inovadora que usa células da mucosa olfactiva para tratar lesões da medula espinal. Chegou a Vila Franca de Xira na juventude, foi premiado pelo seu trabalho em várias partes do mundo e recebeu o prémio de mérito cultural da cidade de Vila Franca em 2005. Nesta entrevista diz-se alarmado com a fuga de jovens investigadores para o estrangeiro, lamenta que Portugal seja um país que não olha para a ciência e confessa que Vila Franca de Xira anda deprimida. Para Carlos Lima o novo hospital da cidade é uma mais-valia. Só lamenta que tenha gestão privada.
                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 31-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                              Carlos Catalão, militante socialista, número dois do Governo Civil de Santarém nos últimos seis anos, lamenta o fim anunciado dessa entidade
                                                                                                                                                                                                                                                                                              Foi durante seis anos o número dois do Governo Civil de Santarém, onde se empenhou em áreas como a protecção civil e a segurança rodoviária. Carlos Catalão, 50 anos, militante socialista de há muito, afirma-se nesta entrevista disponível para liderar o PS de Santarém e não poupa a gestão de Moita Flores à frente do município escalabitano.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 24-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                Organização volta a ter instalações penhoradas e Amândio de Freitas aponta o dedo ao ex-secretário de Estado Rui Barreiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                Há quem ache que dramatiza demasiado as situações e não são só os seus adversários. Mas ele apresenta provas de que não é assim. Lembra que pediu a declaração de calamidade para a agricultura da região três vezes e que duas vezes foi atendido. Explica que os que eram a favor da Política Agrícola Comum defendem agora as posições que ele defendia há vinte anos. Conta a história do governante de Santarém que o tratava informalmente por tu enquanto lhe fazia falsas promessas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 17-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  José Alho, vice-presidente da Câmara de Ourém e ex-dirigente da Quercus diz-se desiludido com a passagem por cargos públicos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Está empenhado na gestão da Câmara de Ourém e promete não dar tréguas a quem quiser destruir o ambiente. Ex-militante da Quercus conta que aceitou ser director do Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros quando os seus companheiros o “afastaram”. Reconhece que alguns deles se venderam e jura que não lhes seguirá o exemplo. Considera que o Monumento das pegadas de dinossauro, que custou uma fortuna, não serve para nada.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 10-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Isilda Aguincha, deputada, presidente da Assembleia Intermunicipal do Médio Tejo e da Assembleia Municipal do Entroncamento
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Professora, deputada, autarca. Isilda Aguincha, filha de fundadores do PSD do Entroncamento, cresceu no partido mas nem sempre foi uma militante dócil. Chegou a afastar-se porque reivindica o direito de não cumprir decisões que violem a sua maneira de ser. Esclarecida e directa reconhece que os independentes estão em desvantagem no mundo da política e que o sistema não muda porque os interesses partidários não deixam.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 03-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Maria Elisa Raimundo foi a primeira mulher a integrar a Assembleia de Freguesia de Alverca e um executivo da junta
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Maria Elisa Raimundo começou por integrar uma comissão de trabalhadores da OGMA em Alverca na altura em que as reivindicações e protestos se faziam no masculino. Depressa deu um salto para a política, onde também quebrou a hegemonia dos homens ao ser a primeira mulher a integrar a Assembleia de Freguesia de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira e depois a pioneira no executivo da mesma junta. Saiu quando entendeu que já tinha dado o seu contributo e que havia outras pessoas que podiam fazer melhor. A sua vida de 76 anos está carregada de simbolismo, a começar pelo episódio em que foi castigada por não revelar quem tinha participado num plenário na OGMA. Interessada pelas causas sociais, integrou a direcção dos Bombeiros Voluntários de Alverca. Recentemente esta mulher que sempre gostou de lutar por melhores condições de vida para todos e que nunca quis filiar-se num partido político foi homenageada com o Galardão de Mérito Autárquico da Freguesia de Alverca.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 03-08-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Pedro Marques, ex-presidente da Câmara de Tomar, hoje vereador da oposição por um movimento independente, fala do passado, do presente e do futuro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Autarca diz que a coligação PSD/PS que gere a Câmara de Tomar é “contranatura” e nascida para servir interesses pessoais, discorda da existência de vereadores a tempo inteiro com apenas um pelouro referindo que é um desperdício de recursos e afirma que, se fosse o actual presidente da autarquia, o vereador socialista Luís Ferreira tinha ficado sem pelouros após o “caso Lobo Antunes”. Sem papas na língua, Pedro Marques explica que o quiseram tramar e garante que não regressou à vida autárquica para limpar a sua imagem, porque não há nada para limpar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 27-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ana Zilda Silva é presidente da Associação para o Desenvolvimento Comunitário de Vila Franca de Xira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ana Zilda Silva luta diariamente para contrariar o estigma que existe em relação aos bairros sociais. A psicóloga que preside à Associação para a Promoção da Saúde e Desenvolvimento Comunitário de Vila Franca de Xira faz o papel de técnica social num mundo em que o facto de se residir num bairro de gente pobre, mesmo que seja uma pessoa com valores e qualificada, ainda é um factor de descriminação. Seja na procura de emprego, seja em vários aspectos da vida. Nesta entrevista a dirigente associativa admite que os jovens hoje querem ter as coisas a qualquer custo e muitos não se importam de se dedicar à delinquência para as conseguir. Residente em Benavente, Ana Zilda Silva diz que este é um concelho de oportunidade para os jovens se lhes derem mais recursos. Refere que os problemas de violência nas escolas de Benavente e Samora Correia não devem ser escondidos e que os estabelecimentos de ensino têm de aprender a tornarem-se um espaço apetecível.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 20-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Luis Miguel Domínguez é o padre espanhol que adoptou Alverca como a sua terra
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Sempre quis fugir de Madrid. Há seis anos a morar em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, o padre da Igreja dos Pastorinhos, Luis Miguel Domínguez, sente-se em casa. Teve uma adolescência e juventude típicas da idade. Passava os Verões a trabalhar em cafés e restaurantes onde aprendeu a cozinhar. Vem de uma família onde ainda hoje ninguém vai com regularidade à missa. Só depois de entrar na universidade é que começou a sentir o chamamento de Deus. Mora com mais três padres e canaliza toda a energia afectiva para a comunidade. O sacerdote de 36 anos domina quatro línguas e está empenhado em tentar controlar as despesas da igreja onde foi colocado e pagar os três milhões de dívida resultantes da construção do templo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 20-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Joana Serrano é presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça mas não descarta um dia ser presidente da câmara
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              É mulher, é jovem e é comunista com muito orgulho. Joana Serrano está no primeiro mandato como presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça, a única do concelho, o que lhe dá projecção política e responsabilidades acrescidas. Objectiva no discurso, confessa a desilusão com alguns camaradas, diz que a união no PCP já conheceu melhores dias e admite que ser presidente de câmara seria “um desafio interessante”. Em vésperas da segunda edição do Festival do Melão de Alpiarça, uma entrevista onde esta licenciada em marketing abre o jogo e exalta a liberdade de expressão.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 13-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Ana Casquinha, vereadora do PS em Benavente, critica “visão limitada” dos autarcas do pós-25 de Abril
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A vereadora do PS na Câmara Municipal de Benavente, Ana Casquinha, nasceu em Lisboa mas vive desde pequena em Samora Correia, concelho de Benavente. Diz que é precisa uma nova visão no poder autárquico para se construírem as cidades do futuro.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 13-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Jacinto Rego de Almeida é um escritor com uma rica história de vida que gosta de passar despercebido
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A sua vida podia dar um livro, mas Jacinto Rego de Almeida prefere inventar a vida das personagens que povoam os seus livros de ficção. O seu mais recente romance, “A verdadeira história do bandido Maximiliano”, chegou há pouco às livrarias e tem uma trama repartida entre Portugal e o Brasil. Tal como a vida do autor se tem dividido por essas paragens. Abandonou a Marinha e tornou-se exilado político nos tempos de Salazar, foi conselheiro económico da Embaixada de Portugal no Brasil após o 25 de Abril e hoje vive no remanso da terra natal, Alcanhões, no concelho de Santarém.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 06-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ana Casquinha, aficionada e vereadora do PS na Câmara Municipal de Benavente
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A vereadora do PS na Câmara Municipal de Benavente, Ana Casquinha, nasceu em Lisboa mas vive desde pequena em Samora Correia, concelho de Benavente. É aficionada e por descuido já apanhou dois ou três sustos com toiros. Poucos dias depois de ter sido registada uma morte na Festa da Amizade, em Benavente, a advogada defende que a organização deste tipo de festas deveria ser repensada. Quem vai assistir aos espectáculos tem que ter cautela e as autoridades têm que apostar na prevenção. Até para não dar trunfos a quem está contra os espectáculos taurinos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 06-07-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      José Verdasca dos Santos nasceu no concelho de Ourém e fez fortuna no Brasil onde preside à Ordem Nacional de Escritores
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A família Verdasca tem nome e a sua história mistura-se com a história do concelho de Ourém. José Verdasca dos Santos é apenas mais um dos muitos descendentes de uma linhagem antiga e que fez crescer uma parte do município. Mas este filho de terras oureanas há muito que deixou a aldeia que o viu nascer, a Gondemaria, e é no Brasil que tem feito o seu percurso profissional e literário. É presidente da Ordem Nacional de Escritores, tendo ainda diversa obra publicada sobre a História dos portugueses no Brasil.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 21-06-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Equipa de gestão liderada por Vasco Mello quer apostar em equipa própria nas urgências
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Em Agosto arrancam as três novas especialidades do Hospital de Vila Franca de Xira: Oftalmologia, Neurologia e Pneumologia. A Otorrinolaringologia já está a funcionar. Estas são algumas das contrapartidas da gestão privada do Grupo Mello Saúde, que na próxima década vai gerir os destinos da nova unidade, que servirá 215 mil pessoas de cinco concelhos. O novo presidente do conselho de administração, Vasco Mello, quer apostar em equipas próprias para melhorar as urgências. O administrador diz que a gestão privada é mais eficiente que a pública porque aposta na produtividade e eficiência de meios.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 15-06-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Maria do Carmo Dias, professora, eleita pelo Bloco de Esquerda na assembleia de freguesia da cidade
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Maria do Carmo Dias, professora, é eleita pelo Bloco de Esquerda na Assembleia de Freguesia de Alverca, onde reside, e tem um olhar crítico sobre a governação do PS na cidade. Considera que a população e as outras forças políticas não são ouvidas. O executivo da junta não pode, na sua opinião, ser subserviente à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Depois de muita luta conseguiu implementar o orçamento participativo na freguesia. Tem pena que os munícipes não participem tanto na vida da cidade. Defende que se coloque um travão no betão e no alcatrão. A petição que defende a construção da variante em Alverca não conta com a sua assinatura. Não gostou da forma como o processo foi gerido e acha que esta não é a solução para os problemas de trânsito na cidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 15-06-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Manuel Barreiras Santos começou a trabalhar aos dez anos e foi gerente da cooperativa Agralim
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Manuel Barreiras Santos nasceu há 80 anos no seio de uma família humilde de Almeirim que o levou a entrar no mundo do trabalho aos 10 anos, primeiro no grémio da lavoura de Almeirim, depois na Cooperativa Agrícola Agralim que lhe sucedeu. Chegou a gerente porque era quem melhor conhecia o negócio da comercialização de produtos para a agricultura a que se dedicava a cooperativa. Conseguiu o feito de levar a Agralim a ser reconhecida como a segunda mais importante do país. Reformou-se aos 65 anos quando a cooperativa já estava a passar por dificuldades e a grande tristeza que tem é não ter conseguido lá ficar para lutar contra o fim da cooperativa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 01-06-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Rui Rei, vereador da Coligação Novo Rumo na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O vereador Rui Rei, um dos três eleitos pela Coligação Novo Rumo (PSD, CDS/PP, MPT, PPM) na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, tem o pelouro das obras e da modernização administrativa. Está na oposição mas é ao mesmo tempo um dos braços no poder. Mostra-se empenhado em corrigir tudo aquilo que criticou e em mostrar trabalho. Quer transformar Vila Franca de Xira na capital do Ribatejo. Garante que a única alternativa ao PS nas próximas eleições autárquicas é a coligação onde se inclui o PSD - que em Vila Franca de Xira se apresenta como um partido à esquerda e ao lado das pessoas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 25-05-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Maria José Vitorino, professora e bibliotecária, e a sua Vila Franca de Xira de outros tempos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A biblioteca municipal emprestava livros e na papelaria alugavam-se romances de amor. O barbeiro fazia negócio com aventuras de cowboys. Nos anos 60 e 70 do século passado Vila Franca de Xira fervilhava cultura impulsionada pela classe operária e por algumas personalidades ligadas à Igreja. Maria José Vitorino requisitava livros em nome da mãe e das tias. Memórias de uma professora e bibliotecária, premiada a nível internacional, que hoje ajuda professores e alunos a “construir” bibliotecas nas escolas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 18-05-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  João Cutileiro inaugurou exposição de desenhos na Sociedade Euterpe Alhandrense
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O mestre João Cutileiro, 74 anos, esteve em Alhandra no sábado, ao final da tarde, para inaugurar uma exposição de desenhos que pode ser vista até 13 de Junho na Sociedade Euterpe Alhandrense. O MIRANTE aproveitou para falar com o consagrado escultor. Os desenhos de perfis femininos desnudados - obsessão do artista - foram pretexto para uma conversa sobre medidas perfeitas, pedreiras e arte pública entre risos, ironias e desprendimentos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 11-05-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A escritora e jornalista Isabel Freire falou sobre o seu novo livro na Póvoa de Santa Iria
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Muitas mulheres da época da liberdade vivem o amor e o sexo como no tempo de Salazar. Quem o diz é a autora do livro sobre a vida privada em pleno Estado Novo. A obra “Amor e Sexo no tempo de Salazar”, da autoria da escritora e jornalista Isabel Freire, foi apresentada no sábado à tarde na biblioteca da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira. O MIRANTE esteve à conversa com a escritora.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 11-05-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Adelaide Alves Dias é uma médica que “relata” casos humanos em forma de contos para lutar contra a desumanização
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Esta não é uma entrevista com a coordenadora do Centro de Saúde do Entroncamento. É uma entrevista com Maria Adelaide Lopes Alves Dias, cidadã livre que se preocupa com os outros e se interroga sobre o que a rodeia. Uma conversa com alguém que não tem papas na língua e que usa a arma da ironia para desarmar alguns azedumes em que tropeça no dia a dia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 27-04-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O médico Manuel Oliveira é um dos promotores do novo hospital privado de Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O médico ortopedista Manuel Oliveira é um dos rostos do novo hospital privado de Santarém cuja abertura está prevista para Outubro. Trabalha no sector privado e no público. É um crítico do Serviço Nacional de Saúde que acusa ser uma fonte de desperdício. Aponta o dedo não só à gestão como aos utentes que usam e abusam do sistema. Considera que só quem não tem capacidade económica deve continuar a beneficiar de cuidados de saúde gratuitos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 20-04-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ana Cristina Silva divide-se entre o trabalho de professora no ISPA e os livros
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Não vive em reclusão completa mas quase. Fez uma opção de vida: escrever. Ana Cristina Silva, a escritora de Vila Franca de Xira que assumiu destaque com a publicação de três romances históricos, é também professora do ISPA. Abdica de ir de férias e diz com graça que para ver uma pessoa costuma ir almoçar a casa da mãe. Não é adepta da tauromaquia e foge às questões da política no concelho. Vive concentrada na obra e para a obra.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 20-04-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Eurico Ferreira foi presidente da Escola Febo Moniz de Almeirim e ficou conhecido pelo gosto pela electrónica
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O professor Eurico Ferreira foi professor três décadas e esteve no conselho directivo da Escola Febo Moniz de Almeirim durante 13 anos, onde para além de ter que lidar com alunos, professores e funcionários tinha que enfrentar as más condições das instalações com salas pré-fabricadas sem as mínimas condições. Ainda era professor quando se interessou pelas engenhocas electrónicas. Construiu emissores e ficou conhecido por fazer com um amigo as retransmissões piratas da televisão espanhola TVE para o concelho de Almeirim. Instalou uma rádio FM na escola e agora dedica-se ao radioamadorismo, transmitindo vídeos por este sistema conhecido por banda do cidadão e que normalmente é usado para comunicações via rádio. Nesta entrevista o professor conta como foi o seu percurso de vida e fala da Educação de outros tempos e de hoje.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 13-04-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Santana-Maia Leonardo, vereador do PSD na Câmara de Abrantes, fala das polémicas recentes e diz que falta cultura democrática à nossa classe política
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              António Santana-Maia Leonardo, 52 anos, é uma voz incómoda que não se rege por taticismos e que não se verga ao politicamente correcto. Os princípios e os valores estão primeiro, assegura. E nessa linha de pensamento não tem problemas em afrontar o partido de que é militante, como não tem papas na língua a criticar a maioria socialista que governa a Câmara de Abrantes e a classe política em geral. Nesta entrevista considera que falta cultura democrática à maior parte dos nossos autarcas e diz que chegou o tempo dos municípios gerirem os parcos recursos com critério e sem megalomanias. Explica porque pede uma investigação do Ministério Público ao processo RPP Solar e porque defende que se suspenda e se redimensione o projecto do Museu Ibérico de Arqueologia em Abrantes.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 06-04-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Lima Rodrigues conta episódios de uma vida preenchida onde os livros são figura central
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                António de Lima Rodrigues editou muitos milhares de livros. Escreveu centenas de contos policiais, porque para ele a escrita é uma obsessão, uma febre. Conviveu com figuras como Natália Correia e David Mourão-Ferreira. Hoje vive na casa herdada do pai, em Santarém, na companhia da sua cadela, de livros e de muitas, muitas memórias.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 30-03-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  João Serrano não se arrepende de ter aceitado o convite do PS para integrar lista de Rosa do Céu mas se fosse hoje recusava
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Foi presidente da Assembleia de Freguesia de Alpiarça, em 1976, nas primeiras eleições democráticas realizadas em Portugal, eleito pelo PCP, tendo ficado até 1980. Em 2001 aceita o convite para integrar as listas do PS, lideradas por Joaquim Rosa do Céu. Não foi eleito mas chegou a chefe de gabinete do presidente da câmara. João Serrano, 59 anos, aceitou o convite porque confiou nas pessoas mas se fosse hoje recusava. Não se arrepende do que fez na vida e considera que as pessoas têm que passar pelas experiências para perceberem que tomaram a decisão errada. Licenciado em Economia, é o presidente da Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça e o principal impulsionador do projecto de candidatura avieira a património nacional.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 16-03-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Hélia Viegas fala da sua relação com o irmão e relata episódios que viveram até a morte os separar
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Hélia Viegas foi a grande cúmplice na vida do irmão, o talentoso actor Mário Viegas, falecido faz dia 1 de Abril 15 anos. Nesta entrevista, conta como era o relacionamento em família e como esta reagiu à doença que acabaria por o vitimar. Licenciada em farmácia e em enfermagem, Hélia Viegas, 64 anos, tem em mãos a tarefa de ordenar e dar a conhecer à comunidade o espólio que ilustra a vida e obra da família, onde não falta gente ilustre. Para além disso, dedica-se à sofrologia, sendo pioneira dessa actividade terapêutica na região.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 09-03-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      José Martins Leitão está em actividade há 48 anos e é o mais antigo a exercer em Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      José Martins Leitão, 72 anos feitos no dia internacional da mulher, é um advogado que não tem papas na língua. Já foi eleito na Assembleia Municipal de Santarém pela CDU, é assumidamente de esquerda, inconformado, que não encara a justiça e o mundo dos tribunais como coisas com rituais que se têm que cumprir religiosamente. Confessa-se um aldeão que não tem pruridos em usar calão nas audiências de julgamento. Gostava de ter uma cidade mais arrumada e agradável à vista e que os tribunais deixassem de ter processos amontoados por tudo quanto é sítio porque nesse dia começava a haver organização na justiça.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 02-03-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        José Poças das Neves, autarca da cidade das aparições, defende a separação de Ourém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        José Manuel Dias Poças das Neves, 52 anos, é secretário da Junta de Freguesia de Fátima e um dos dirigentes locais do PSD. Foi a profissão de professor que o levou a fixar-se em Fátima, onde dá aulas de História. Esteve ligado a diferentes associações da freguesia e possui o cartão da associação de jornalistas de Turismo. Após 10 anos na Assembleia Municipal de Ourém, vive agora o seu segundo mandato na junta de freguesia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 09-02-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mário Santiago é presidente do Grupo de Dadores de Sangue e da Assembleia Municipal de Alpiarça
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          É o contacto com as pessoas que motiva Mário Santiago a participar no movimento associativo do concelho de Alpiarça, que esteve reunido sábado para debater os seus problemas e anseios. Há cerca de quatro anos assumiu a presidência do Grupo de Dadores Benévolos de Sangue da vila. Em Outubro de 2009 foi eleito presidente da assembleia municipal. Aceitou o convite da CDU porque quis inverter o ciclo de “ditadura” e “ofensa” à liberdade das pessoas durante os 12 anos de gestão socialista em Alpiarça.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 26-01-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Carlos Frias de Carvalho, poeta natural de Seiça (Ourém) radicado em Lisboa, fala a O MIRANTE da sua “vida complicada” e da relação com a terra natal
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Carlos Frias de Carvalho é o poeta dos sete elementos, o químico das palavras, que procura na simplicidade e na síntese dos seus poemas a essência do Cosmos. Nasceu em Seiça, Ourém, e refere ter sido marcado pela sua ribeira, pelo seu apeadeiro, pelo comboio, pelos pinhais e pela espiritualidade que marca toda a região. Seiça está um pouco por toda a sua obra, ainda que afirme preferir amar a sua terra à distância, a partir de Lisboa onde tem uma galeria de arte contemporânea. Ourém não o atrai e refere que o concelho vive amarrado ao conservadorismo e a uma pobreza cultural sem chama. Afirma-se ribatejano e é no Ribatejo que identifica a sua terra natal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 19-01-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Luís Caetano investiu o dinheiro do casamento para se lançar como empresário
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Investiu os 200 contos que recebeu do casamento em 1980 para entrar como sócio na empresa de vinhos. Luís Caetano, que trabalhou com o pai a amanhar as vinhas, é hoje sócio maioritário da SIVAC - Sociedade Ideal de Vinhos de Aveiras de Cima, considerada a “PME excelência” pelos resultados de 2010. O empresário, que trabalha com uma equipa de mais quatro administradores, colocados em área chave da empresa, pondera cada euro que gasta e para dar o exemplo não abdica de picar o ponto todos os dias.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 12-01-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                José Raimundo Noras é um dos novos rostos da política em Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Diz que é como historiador que prefere ser classificado, mas as várias facetas dificultam a catalogação. José Raimundo Noras divide a paixão pela investigação histórica com a poesia, a política autárquica e partidária e com a actividade de professor. Aos 30 anos, este militante socialista tem uma vida cheia mas ainda lhe sobra tempo para namorar, ler e estar com os amigos. Nesta entrevista fala também das afinidades com o pai, o ex-presidente da Câmara de Santarém José Miguel Noras, e da gestão de Moita Flores à frente da mesma autarquia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 05-01-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ana Lídia Cardoso, vereadora da CDU, professora, mãe, esposa e comunista convicta
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A vereadora da CDU da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira cresceu no Centro de Trabalho do PCP na freguesia de Vialonga, onde reside. O bisavô - que já não conheceu - distribuía clandestinamente o jornal “Avante” que escondia no sapato. É professora de história e esposa de um camarada do partido. Ana Lídia Cardoso, 34 anos, é comunista por convicção. E as convicções não se perdem mesmo quando não se tem pelouro, diz a autarca a quem saiu numa rifa, aos cinco anos, o livro “ABC do Marxismo e Leninismo”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 05-01-2011]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    José Marouço, o médico e director clínico do Hospital de Santarém que não é “politicamente correcto”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O médico José Marouço, que dizem alguns nunca foi visto de fato e gravata, é director clínico do Hospital de Santarém, depois de já ter passado por vários cargos de chefia, como director de serviços e das urgências e vogal da administração. Foi convidado mas nunca aceitou ser presidente do conselho de administração, por não gostar de cerimónias e de se vestir de forma formal e também por sentir que não reúne os requisitos em termos de conhecimentos de gestão. Nesta entrevista, o médico que nasceu no Alentejo mas que se sente um ribatejano, fala de saúde, de política, de Almeirim, cidade onde reside e é presidente da assembleia municipal, e da sua vida pessoal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 21-12-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mira Amaral, ex-ministro de Cavaco Silva, recorda os tempos em que foi candidato a deputado pela região e fala sobre os tempos difíceis que se vivem
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mira Amaral diz que gostava de ver o líder da Nersant, José Eduardo Carvalho, em funções de liderança associativa empresarial a nível nacional, acha que Miguel Relvas pode ser a voz que a região precisa em Lisboa e elogia Moita Flores por ter resgatado Santarém do adormecimento em que esteve mergulhada durante muitos anos. Uma entrevista ao presidente do banco BIC, que guarda as melhores recordações dos tempos em que foi candidato a deputado pela região nas décadas de 80 e 90.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 15-12-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O menino vila-franquense que aos nove anos decidiu que queria estudar História
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Chamam-lhe o “Indiana Jones” das farmácias. Pôs de pé um museu dedicado à classe que oferece uma viagem global pela história da saúde. Para apresentar um museu entre os melhores do mundo resgatou peças à NASA e conquistou o mais antigo sarcófago egípcio em exposição em Portugal. A ideia partiu do sogro, que foi farmacêutico em Vila Franca de Xira, cidade onde João Neto nasceu. É casado e tem dois filhos. A paixão pelos toiros corre-lhe nas veias. É sportinguista e gostava que o Presidente da República fosse substituído por um rei.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 07-12-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          António João de Sousa já tem plano para recuperar Fundação Alter Real cujos problemas levaram ao afastamento do seu antecessor
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Assume-se como um gestor prudente que avalia bem os riscos. Após quatro meses no cargo diz-se em condições de tomar decisões. Um dos investimentos que, para já, vai ficar adiado é o da central de biomassa. Sobre o turismo agro-ambiental que vinha sendo anunciado como uma das apostas, avisa que ainda não é rentável embora o possa vir a ser no futuro. A quem insinua que está onde está por ser amigo do Ministro da Agricultura lembra que tem currículo e que a amizade não deve ser factor de penalização.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 30-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            À beira dos 90 anos, Aurora Castelo continua a dar aulas em Rio Maior
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Aurora Castelo foi professora do ensino oficial em Rio Maior durante quase quatro décadas. Em 1986 reformou-se mas não deixou de ensinar. Actualmente dá aulas de bordados particulares e na Universidade Sénior da cidade. Está prestes a comemorar 90 anos mas não pensa em parar. Vai ter o seu nome numa rua da cidade, embora contra a sua vontade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 24-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              António Galamba nasceu em Vila Franca de Xira, mas cresceu em Alverca
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              António Galamba é provavelmente o último Governador Civil de Lisboa. Quem adivinha o futuro é o próprio em jeito de desafio ao PSD. Até que esse dia chegue o socialista - nascido em Vila Franca de Xira, criado no Bom Sucesso, em Alverca - vai gritando aos sete ventos, na rede das redes, os trabalhos incessantes de um governador que se multiplica sete dias da semana entre aniversários, inaugurações e sessões solenes. Tem sentido de missão. Quer servir a política e não servir-se dela. Por isso abdicou dos 400 euros de um subsídio de habitação e vive num apartamento emprestado por familiares. É um pai e marido distante, com peso na consciência, cozinheiro solitário nas noites de Lisboa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 24-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Secretário de Estado da Justiça pondera deixar o Governo para regressar à advocacia nos seus escritórios em Santarém e Lisboa
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O secretário de Estado da Justiça diz que o trabalho do seu ministério está feito no que toca à criação de dois novos tribunais nacionais especializados em Santarém. A criação de um Tribunal da Relação na mesma cidade é também ponto assente e leva João Correia a criticar quem tem opinião contrária, como é o caso do bastonário da Ordem dos Advogados a quem chama “incompetente e ignorante”. O advogado com escritório em Santarém diz que esgotou a sua missão no Governo, garante que não está arrependido de ter sido mandatário da candidatura socialista no concelho nas últimas autárquicas e declara que o PS escalabitano está gasto e precisa de caras novas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 17-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Helena Cid é natural de Santarém e uma das mais reconhecidas nutricionistas nacionais
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A crise pode ser uma oportunidade para as pessoas começarem a comer melhor, diz Helena Cid. A nutricionista, nascida e criada em Santarém, fez da investigação e do combate aos excessos alimentares o seu modo de vida. E como não se limita à teoria lançou recentemente um livro com cem receitas saudáveis, algumas delas da sua autoria. Nesta conversa ficam alguns conselhos e alertas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 10-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Na hora da despedida avisa que a região já deveria estar a trabalhar com a Estremadura espanhola para os fundos estruturais de 2013
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O segredo do sucesso da Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém, assenta, segundo José Eduardo Carvalho, numa super-união dos seus dirigentes e numa estratégia inovadora que não passa apenas por dar formação e organizar feiras e seminários mas por intervir em tudo o que tenha a ver com o desenvolvimento da região.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 03-11-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Prestes a completar setenta anos e após três décadas dedicado à política, Mário Albuquerque decidiu mudar de vida. O ano passado deixou a Assembleia da República pelo seu pé, como havia feito com a presidência da Câmara de Ourém, depois de ter sido também governador civil de Santarém. Mesmo assim não lhe falta que fazer. O professor voltou a dar aulas, agora numa universidade sénior, e é presidente de uma instituição particular de solidariedade social. Este devoto de Nossa Senhora de Fátima e do Benfica confessa que lhe custou ver o PS ganhar o município e diz ter algumas saudades da política activa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-10-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Délio Gonçalves iniciou-se na música na escola do Centro Cultural Azambujense
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A entrada no Centro Cultural Azambujense, aos sete anos de idade, abriu-lhe as portas de uma carreira musical. De aventureiro de carrinhos de rolamentos pelas ruas íngremes de Azambuja passou a tocador de fagote. Délio Gonçalves, 37 anos, tornou-se depois maestro. Até ao final do ano será o novo chefe da Banda da Armada Portuguesa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 06-10-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Acordeonista Eugénia Lima vive em Rio Maior e completa este ano oitenta anos de carreira artística
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Era uma vez uma menina cujo pai afinava acordeões. Parece o início de uma história feliz mas as histórias felizes fazem-se com luta, trabalho e sofrimento. Sem esforço não é possível chegar tão longe e com tanta vontade de viver.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 29-09-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Nuno Margarido Lopes é vilafranquense e sonha um dia ser maestro de orquestra
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O gosto pela música clássica surgiu quando ainda era criança, mas foi o piano que conquistou o seu dom. Aos 14 anos Nuno Margarido Lopes iniciou uma escalada artística e é hoje pianista do Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Tem 35 anos e uma carreira multifacetada, entre a música e o teatro. Orgulha-se de ter trabalhado com os mais conceituados maestros, cantores, encenadores e actores. Gostava de chegar a maestro de orquestra e lamenta ainda não ter recebido um convite para actuar na sua terra.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 22-09-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Bastonário da Ordem dos Advogados diz que faz mais falta um Tribunal de Família e Menores na região
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O bastonário da Ordem dos Advogados critica a intenção do Governo em criar um Tribunal da Relação em Santarém, censura os privilégios dos magistrados e diz que o segredo de justiça é uma farsa. Marinho e Pinto esteve em Santarém para apresentar o seu livro “Um Combate Desigual” e falar de justiça a convite de O MIRANTE. Antes da palestra realizada na tarde de dia 16 de Setembro na Casa do Brasil, respondeu a algumas questões colocadas pelo nosso jornal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 15-09-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vereadora da Câmara de Tomar, Rosário Simões, não tem filiação partidária mas já anda há muitos anos na política
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A cumprir o segundo mandato eleita pelo PSD, a vereadora da Câmara de Tomar Rosário Simões é uma mulher pragmática e que não volta costas ao trabalho. Com feitio reservado, não é muito dada a entrevistas mas devido ao I Festival de Estátuas Vivas de Tomar aceitou o convite de O MIRANTE para partilhar o seu entusiasmo em relação à iniciativa. Mas preferiu deixar perguntas sem resposta. Como as que envolvem o seu colega de vereação Luís Ferreira.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 08-09-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Biólogo César Garcia reside em Santarém e tem a sua base de trabalho no Jardim Botânico de Lisboa
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  César Garcia é investigador na área da biologia, especializado em ecologia. Natural de Santarém, onde continua a residir por amor à sua terra, o biólogo trabalha num minúsculo gabinete no Jardim Botânico de Lisboa onde vai alargando o conhecimento da flora de Portugal e de África que ainda não constam da informação científica. Nascido em 2 de Outubro de 1974, César Garcia ficou conhecido quando descobriu há dois anos em Caldas da Rainha uma planta que se pensava estar extinta. Licenciou-se em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1999. É doutorado em Floresta Portuguesa e está actualmente a fazer um pós-doutoramento em biodiversidade da floresta virgem de S. Tomé e Príncipe. Nesta entrevista o cientista fala das dificuldades de se ser investigador em Portugal, da região e do concelho de Santarém onde diz que foi feita uma má requalificação dos jardins da cidade. António Palmeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 01-09-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Hélder Esménio duplicou votos do PS em Salvaterra de Magos e critica gestão do Bloco de Esquerda
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Funcionário da Câmara de Salvaterra de Magos há 27 anos, Hélder Esménio foi convidado pelo PS para ser o candidato à presidência daquele município. Duplicou o número de votos e os socialistas tornaram-se a segunda força política no concelho. Foi filiado no PSD desde a juventude, suspendendo a militância para dar a cara pelo projecto socialista. Não poupa críticas à gestão bloquista e à forma de fazer política da presidente do município. Ana Isabel Borrego/João Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 25-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Cândido Azevedo é professor na China e um estudioso da presença portuguesa no Oriente
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      É em Almeirim que tem a sua base, para onde pensa regressar em definitivo dentro de dois anos. Até lá vai continuar a dar aulas na China. De férias na cidade ribatejana onde tem casa, fala das suas andanças pelo mundo, da sua ligação ao Ribatejo e dos tempos em que foi delegado distrital da extinta Direcção Geral de Desportos, membro da comissão executiva da Feira Nacional de Agricultura e candidato à Câmara de Almeirim pelo PSD.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 11-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Vai inaugurar os Cuidados Continuados, já tem aprovado o projecto para um terceiro lar e prepara ampliação do Hospital
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Manuel Fanha Vieira assumiu o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento em 2001. A Instituição vivia há anos uma situação difícil e estava crivada de dívidas. Em conjunto com um grupo de pessoas dinâmicas melhorou o Hospital de S. João Baptista e o Lar de Idosos Fernando Eiró, construiu um novo Lar, uma Unidade de Cuidados Continuados que entra em funcionamento em Setembro e já tem outras realizações preparadas. A ampliação do Serviço de Fisioterapia e a construção de um terceiro lar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 11-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Jacinto Lopes foi vice-presidente mas não gostou porque não mandava nem deixava de mandar
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Afirma que a sua principal prioridade são as pessoas. Principalmente numa altura de férias. Nas escolas as refeições são gratuitas para todas as crianças independentemente dos rendimentos dos pais. Para o ano vai acontecer o mesmo com os livros. No domingo, a encerrar a festa Depe.nicar, a autarquia vai ter Tony Carreira. Para que venha muita gente ver, não só o concerto como a vila e a sua beleza. Elsa Ribeiro Gonçalves
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 11-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            José Ferreira, antigo comerciante, activista, cidadão atento e participativo de Vila Franca
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            José Ferreira nasceu numa família de comerciantes abastados de Vila Franca de Xira, mas trilhou um caminho mais à esquerda. Foi activista cultural e político. É hoje um cidadão participativo que mantém o mesmo olhar crítico sobre a cidade onde vive.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 04-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Amândio Mendes da Silva nunca teve férias e dispensa os dias de folga
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Amândio Mendes da Silva, 72 anos. Começou a trabalhar com o pai aos 13 anos, em Alferrarede, no concelho de Abrantes. Subiu a pulso na vida e a pulso construiu o grupo “Mendes – Transportes e Construções, SA”. Nunca tirou férias e não tem medo do trabalho. Diz que a legislação mata as pequenas empresas e que as companhias de seguros em vez de protegerem os segurados andam apenas à procura de falhas para justificarem a sua fuga às responsabilidades.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 04-08-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vítor Dias, natural de Vila Franca, ex-dirigente do PCP, saiu da prisão de Caxias a 27 de Abril 1974
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Nasceu em Vila Franca de Xira. É filho de um funcionário público e de uma doméstica que nas horas vagas costurava para os pobres. Foi funcionário do PCP durante trinta anos, passou pelo comité central e pela direcção do partido. O homem do talho chegou a confundi-lo com um ministro. Vítor Dias tornou-se activista aos 18 anos na secção cultural da União Desportiva Vila-franquense. À beira dos 65 mantém o mesmo espírito na blogosfera para saciar a fome de letras que um dia sentiu na prisão. Passou vinte dias em Caxias. Saiu a 27 de Abril e tem por isso menos um dia de liberdade do que os portugueses da sua idade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 28-07-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Francisco Morgado comenta corridas na TV e chegou a fazer relatos de touradas em directo na rádio
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Comentador de corridas de toiros na RTP há 30 anos, director de um jornal semanário dedicado à tauromaquia, Francisco Morgado é um espectador crítico do fenómeno. Uma espécie de treinador de bancada que diz nunca ter tido o valor para se colocar à frente de um toiro bravo. Entusiasta da nova geração de protagonistas da festa brava e “farto dos velhos”, diz que os toiros de morte não fazem falta em Portugal e aplaude a política de preços baixos de que a praça de Santarém é um exemplo. Considera o público de Vila Franca de Xira “muito especial” e explica porque é “desproporcionado” o título de Sevilha portuguesa dado à cidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 28-07-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Francisco Carvalho é o rosto da organização que trouxe os maiores “crânios” da estatística a Tomar
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mais de 200 especialistas da área da estatística, provenientes de várias partes do mundo, vão estar até sábado em Tomar numa conferência científica denominada “LinStat 2010- International Conference on Trends and Perspectives in Linear Statistical Inference”. As palestras decorrem no Instituto Politécnico, entidade que organiza o encontro em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Francisco Carvalho, 40 anos, dá aulas no Instituto Politécnico de Tomar há 15 anos. Licenciado em Estatística e doutorado em Matemática é o rosto da organização desta conferência. Elsa Ribeiro Gonçalves
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 21-07-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Eugénio Pina de Almeida é o único candidato à presidência do IPT e quer consolidar a instituição na região
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Eugénio Pina de Almeida é o único candidato à Presidência do Instituto Politécnico de Tomar. A eleição é esta sexta-feira. Assume-se como um continuador da gestão de Pires da Silva, de que já era vice-presidente. Homem reservado, chegou a Tomar aos 11 anos, como aluno interno do Colégio Nun’Álvares. Na cidade casou e reside com a esposa e dois filhos. Formou-se em Geofísica, a que se dedicou desde a licenciatura até ao doutoramento recente. A faceta de gestor começou a ganhar terreno quando rumou a Abrantes para abrir e dirigir a Escola Superior de Tecnologia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 14-07-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Fernando Gomes da Silva chama os bois pelos nomes numa grande entrevista a O MIRANTE
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ex-ministro da Agricultura, engenheiro agrónomo e agricultor, dirigente associativo, Fernando Gomes da Silva não é homem de meias tintas nem de meias palavras e as suas opiniões são tão desassombradas como fundamentadas. Seja a falar da agricultura ribatejana, da Companhia das Lezírias, do caso Portucale ou da Feira Nacional de Agricultura e do CNEMA. Viveu o auge da exposição mediática quando esteve no Governo e, em plena crise das vacas loucas, apareceu em público a comer mioleira de vaca. Pouco preocupado com o politicamente correcto, este homem com raízes em Vila Franca de Xira e no Cartaxo diz que se fosse hoje voltaria a fazer o mesmo. António Palmeiro / João Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 01-07-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Carlos Tomé é a principal voz da oposição no concelho, onde é vereador desde 1993
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Tem sido nos últimos anos a principal voz da oposição em Torres Novas. Vereador na câmara pela CDU desde 1993, confessa alguma frustração por as suas propostas nem sempre serem ouvidas e lamenta que o trabalho feito não seja reconhecido eleitoralmente. Carlos Tomé, cidadão de Riachos interventivo na comunidade, advogado ligado às questões laborais, diz que Torres Novas cresceu muito mas não cresceu bem. João Calhaz / Alberto Bastos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 16-06-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            José Luís Nazareth Barbosa é um apaixonado pelo Ribatejo, a que chama o seu país
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O seu país é o Ribatejo embora tenha nascido no Funchal. Foi na lezíria, no Tejo, nos cavalos e nos toiros, nas tradições ribatejanas que se inspirou para escrever muitos dos poemas a que a sua esposa, recentemente falecida, deu voz na Orquestra Típica Scalabitana. José Luís Nazareth Barbosa, 83 anos, tem uma curiosa história de vida, desde a descoberta da poesia na juventude até às funções de coordenador do serviço social da prisão de Alcoentre e depois de director prisional. Foi autarca em Azambuja mas um dia bateu literalmente com a porta e ficou vacinado da política. Gostava de ficar recordado como poeta. joão Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 08-06-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              José Luís Nazareth Barbosa é um apaixonado pelo Ribatejo, a que chama o seu país
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O seu país é o Ribatejo embora tenha nascido no Funchal. Foi na lezíria, no Tejo, nos cavalos e nos toiros, nas tradições ribatejanas que se inspirou para escrever muitos dos poemas a que a sua esposa, recentemente falecida, deu voz na Orquestra Típica Scalabitana. José Luís Nazareth Barbosa, 83 anos, tem uma curiosa história de vida, desde a descoberta da poesia na juventude até às funções de director prisional. Foi autarca em Azambuja mas um dia bateu literalmente com a porta e ficou vacinado da política. Gostava de ficar recordado como poeta. João Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 26-05-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                António Gaspar é juiz criminal e responsável pelo Tribunal de Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O juiz do primeiro juízo criminal do Tribunal de Santarém revela nesta entrevista alguns pormenores da justiça que muitas vezes passam ao lado dos cidadãos. Defensor da profissão, dos tribunais, António Gaspar diz que um julgamento tem semelhanças com as cenas teatrais onde se desfia o novelo que é a vida dos cidadãos. Refuta a ideia de que os juízes fazem pouco e considera que a actividade política não devia servir-se das decisões dos tribunais para os seus jogos. António Palmeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 12-05-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Diogo Beja, a voz das manhãs da Antena 3 que começou aos microfones em Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Foi em Santarém que entrou no mundo da rádio, então como Diogo Marona, e depois fez-se à vida em Lisboa, onde chegou, viu e venceu. Mudou de nome artístico por imposição de um director da Rádio Comercial, que apostou no apelido Beja. Assim nasceu o “The Diogo Beja Show”, um programa de rádio e uma marca de referência para muitos jovens deste país. A voz ganhou outro timbre aos 17 anos, após levar uma bolada numa zona mais sensível da anatomia masculina numa aula de Educação Física. A sorte esteve do lado dele nos efeitos colaterais: “Podia ter ficado com uma voz igual à da Júlia Pinheiro”. João Calhaz/António Palmeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 28-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Manuel Pato, um dos construtores que mais casas ergueu no Cartaxo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Manuel Pato tem 86 anos e é um dos construtores que mais casas ergueu no Cartaxo. Fez o exame da quarta classe com distinção, mas as dificuldades de uma família com nove filhos empurraram-no cedo para o trabalho. Aos 11 anos já era servente. Nunca mais parou. De tal forma que até se esqueceu de viver. Construiu igrejas, prédios e moradias. Recordações de dias de trabalho na obra e de noites em claro a passar projectos a papel vegetal. Ana Santiago
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 21-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Augusto Ribeiro, guarda-livros e militante comunista, escapou à clandestinidade e à prisão
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Nasceu na Rua das Pedras, em Vila Franca de Xira, abraçou a luta contra o antigo regime, mas escapou à clandestinidade e à prisão ao contrário de outros camaradas, como Carlos Pato, que morreu em Caxias. Apesar de tudo “os comunistas não se arrumam em casa. Não ficam tristes. Continuam a lutar”, diz Augusto Ribeiro.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 21-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Diana Andringa apresentou em Vila Franca de Xira documentário sobre o Tarrafal
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A jornalista Diana Andringa apresentou no domingo, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, o documentário “Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta”. O auditório encheu para ver a produção, complemento à exposição patente até Agosto, mas no final foram várias as vozes que se levantaram contra o desequilíbrio entre a parte portuguesa e africana. Diana Andringa justificou que a história da primeira fase já está explorada e quis por isso dar voz aos africanos desconhecidos que ajudaram a construir a liberdade e também passaram pelo cárcere mandado construir por Salazar na Ilha de Santiago, em Cabo Verde.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 21-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vicente Batalha foi oficial do Exército e actor profissional, continua autarca e dirige o Instituto Bernardo Santareno
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          “Não foi para isto que se fez o 25 de Abril”, diz Vicente Batalha no início desta entrevista onde conta o seu percurso de vida, desde a infância em Pernes à actualidade como autarca e presidente do Instituto Bernardo Santareno. Pelo meio ficaram muitas vivências: a guerra colonial, o teatro profissional e o saneamento da carreira militar no 25 de Novembro de 1975, quando, como capitão, comandava interinamente o Regimento da Polícia Militar. Uma vida que só pode ser contada em muitos actos. João Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 14-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Actor Albano Jerónimo nasceu em Alhandra e começou nos “Esteiros”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Entrou no Grupo de Teatro Esteiros da Sociedade Euterpe Alhandrense por brincadeira, mas entretanto conquistou espaço no meio artístico nacional. Em entrevista a O MIRANTE Albano Jerónimo lamenta a “descaracterização” de Alhandra, diz que é “ridículo” o que se passa com o Teatro Salvador Marques e defende a criação de um teatro no concelho. Considera o encenador João Santos Lopes “uma referência cultural” e afirma que o museu do neo-realismo está subaproveitado. O actor, que decidiu fazer uma pausa nas novelas, revela que o meio artístico “está cheio de vícios” e pede mais responsabilização nos apoios à cultura.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 07-04-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              “A maior parte dos Planos Directores Municipais que estão em vigor só serve para inviabilizar investimentos”. José Diogo Mateus, presidente e membro fundador da Associação Profissional de Urbanistas Portugueses
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              É jovem e fala com frontalidade. Critica os responsáveis municipais que não têm a coragem de promover amplos debates com as populações sobre os Planos Directores Municipais. Lembra que o objectivo do planeamento é fazer com que as pessoas tenham qualidade de vida. Fala do fracasso do Centro Nacional de Exposições (CNEMA) afirmando que é algo estranho que a cidade de Santarém nunca procurou.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 31-03-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Olga Fonseca, directora do Centro de Emergência Social da Fundação Cebi
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A pobreza separa muitos pais dos filhos, diz a directora do Centro de Emergência Social da Fundação Cebi, Olga Fonseca. Os casos de maus-tratos e abusos sexuais são uma realidade e nestas situações agir é a atitude mais correcta para a presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em risco de Vila Franca de Xira. Para evitar que os meninos gastem a infância nos corredores das instituições, Olga Fonseca defende a agilização do processo de adopção. Não ao ritmo das convicções de magistrados, mas no tempo da criança.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 31-03-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Raul dos Santos Coito é um apaixonado pela etnografia que ficou vacinado da política
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Entrevistar Raul dos Santos Coito é enfrentar uma enciclopédia viva no que concerne a folclore e história das tradições populares. E a tarefa é dificultada porque nunca deu uma grande entrevista. Aos 85 anos mantém o cavalheirismo de outros tempos e uma memória fresca que lhe permite descrever com minúcia episódios vividos há 40 ou 50 anos. Em cima da mesa a cábula orienta-lhe as datas e, como gosta de rigor, não se coíbe em consultar sempre que tem dúvidas. Foi um dos fundadores da Associação de Defesa do Folclore dos Templários e homenageado no passado dia 1 de Março, Dia da Cidade de Tomar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 17-03-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Moita Flores explica os dias atribulados que viveu por alturas do 10 de Junho
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O presidente da Câmara de Santarém garante que vai levar o mandato até ao fim desde que não lhe falte a saúde. Francisco Moita Flores recuperou o alento após um final de mandato difícil, em que esteve para renunciar ao cargo. Agora, olha para o futuro e diz que vai deixar a cidade e o concelho preparados para enfrentar de forma competitiva as próximas décadas. Uma entrevista por altura das Festas de São José, a que ajudou a dar projecção. João Calhaz
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 03-03-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      António Marques nasceu em Marinhais e é presidente da Associação Industrial do Minho
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O ribatejano António Marques é desde 2002 presidente da Associação Industrial do Minho. Em Braga, elogiou o trabalho da Nersant, considera que a cultura marialva do ribatejano não favorece o empreendedorismo e diz que há falta de profissionalismo em algumas empresas da região. Defende que os últimos governos desvalorizaram a agricultura mas que vamos precisar dela “como de pão para a boca”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 24-02-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        José Gomes Pereira, 65 anos, director geral da Metalúrgica Benaventense
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        José Gomes Pereira, engenheiro mecânico de formação, director geral da Metalúrgica Benaventense, é um defensor do regresso ao campo. A agricultura tem sido maltratada pelos ministros e quem trabalha a terra é olhado como cidadão de segunda. É um lisboeta que há 15 anos dirige uma empresa quase centenária em Benavente. A venda de alfaias agrícolas decresceu nos últimos anos, mas a exportação está a aumentar. Engenho de quem está dependente de um sector votado ao abandono.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 17-02-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Nelson Carvalho, militante socialista e ex-presidente da Câmara de Abrantes, crítico com os principais partidos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Após dezasseis anos como presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Carvalho, 55 anos, não se recandidatou ao cargo ambicionando voos mais altos na política. A condição de arguido num processo relacionado com a actividade autárquica tem-lhe barrado o caminho. Diz já ter saudades da agitação da vida pública e critica as distritais do PS e do PSD pela sua falta de intervenção na região.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 10-02-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Actriz Maria João Luís assume-se como “típica ribatejana”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Cresceu entre Alhandra e Vila Franca de Xira. Foi no grupo de teatro “Esteiros” que começou na arte de representar, quando ainda era uma adolescente. Hoje, com 46 anos, Maria João Luís é uma das actrizes mais conceituadas e respeitadas da cena teatral e televisiva portuguesa. Assume-se como “típica ribatejana” e diz que Vila Franca de Xira está a perder “vida e identidade”. Considera que as autarquias têm um papel fundamental na criação de projectos culturais e afirma que “um país sem cultura é um país miserável”. Pensa trabalhar na sua terra.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 10-02-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Paulo Caldas diz que os objectivos apresentados aos eleitores são para cumprir integralmente
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, não tem receio de polémicas nem tem papas na língua. Diz que os objectivos que traça para o desenvolvimento do seu concelho são cumpridos independentemente dos “quereres e dizeres de alguns membros do seu partido, o PS e assegura que não hipotecou o futuro com os empréstimos contraídos para investimentos. Pelo meio acusa o ex-presidente Conde Rodrigues, actual secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, de ter usado a câmara como trampolim para as suas ambições políticas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 27-01-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O comunista Carlos Coutinho partilha um lado menos conhecido da sua vida a O MIRANTE
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Carlos Alberto da Silva Coutinho, 67 anos, nasceu no Alto Douro, mas já se considera um ribatejano. Antigo vereador da CDU na Câmara de Vila Franca de Xira, foi jornalista, combateu na guerra colonial, fez parte das brigadas revolucionárias do PCP, foi preso e acabou torturado em Caxias. O escritor retirou-se há pouco tempo para dar lugar ao pintor.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 20-01-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Máximo Ferreira chegou à presidência da Câmara Municipal de Constância aos 62 anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Máximo Ferreira ainda está a adaptar-se ao trabalho autárquico, onde chegou completamente virgem ao nível da política. Divulgador da astronomia por todo o país, ascendeu na vida a pulso. Foi moço de recados numa metalúrgica aos 12 anos, sacristão e músico na adolescência, concretizou o sonho de ser electricista na Marinha e aposentou-se como professor universitário. Não abdica de ser o responsável pelo Centro de Ciência Viva de Constância. O trabalho é um vício para este homem que não consegue estar parado e que classifica a ignorância como uma fobia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 06-01-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Rui Madeira, um homem de esquerda nascido em Santarém que é o actual director do Theatro Circo em Braga
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Trinta e seis anos após ter saído da aldeia da Romeira, Rui Madeira é hoje o director do Theatro Circo de Braga, cidade onde concedeu a entrevista a O MIRANTE, depois de em Novembro ter recebido em Santarém o Prémio de Teatro Santareno. Regressa com regularidade à cidade que o viu nascer. Refere que Santarém “está a esquecer alguns marcos culturais”, diz que o PS perdeu bem as eleições no concelho e considera os políticos “cada vez mais incultos”. Jorge Afonso da Silva
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 06-01-2010]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Treinador, Vítor Alves garante que o regresso ao distrito de Santarém não foi um passo atrás na sua carreira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Vítor Alves nasceu para o futebol no Clube Atlético Riachense, passou por muitos outros clubes, mas foi na Académica de Coimbra que fez a maior parte da sua carreira, primeiro como guarda-redes e depois como treinador. Regressou ao futebol do distrito de Santarém, está orgulhoso do trabalho que se faz no Grupo Desportivo de Monsanto. Mas garante que está triste com a falta de ambição que graça entre os clubes e os jogadores do distrital. Fernando Vacas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 22-12-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Cachado Rodrigues foi o arquitecto responsável pelos planos directores municipais de Almeirim, Alpiarça e Chamusca
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Elias Cachado Rodrigues não sonhava ser arquitecto. Enveredou por essa área porque lhe indicaram que aí estava a sua vocação. Já foi director do Departamento de Gestão Urbanística da Câmara de Lisboa e foi responsável pela elaboração de vários Planos Directores Municipais (PDM). Orgulha-se que o PDM de Almeirim, pelo qual foi responsável, tenha sido um dos primeiros a ser ratificado a nível nacional. Confessa que se não fossem os PDM o ordenamento do território seria muito pior. Mas também diz que há políticos que se vergam a alguns interesses da construção civil e da indústria Nesta entrevista o arquitecto de 61 anos, apaixonado pelo património e por história, fala também da sua infância e juventude em Almeirim, da luta contra a ditadura e das marcas que ficaram do convívio com os mais pobres. António Palmeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 22-12-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Paulo Malico Sousa é o psicólogo da equipa de hóquei do Benfica
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Professor universitário e investigador científico Paulo Malico Sousa é, desde Setembro, o psicólogo da equipa sénior de hóquei em patins do Benfica. Em entrevista a O MIRANTE, o vilafranquense de 39 anos – que tem um currículo académico impressionante – garante que a psicologia do desporto “ajuda a fazer a diferença”, mas lamenta que em Portugal esse reconhecimento tarde em chegar, ao contrário do que já acontece lá fora. Considera “sério, realista e meritório”, o trabalho da direcção da União Desportiva Vilafranquense, o clube do seu coração. Jorge Afonso da Silva
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 02-12-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Armandina Soares, presidente do Agrupamento de Escolas de Vialonga
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A escola não é a mesma de há 30 anos e precisa de se adaptar às novas realidades e aos novos saberes. Há que encontrar soluções individualmente e não uniformizar o ensino. Esta é a convicção da presidente do Agrupamento de Escolas de Vialonga. Em entrevista a O MIRANTE, Armandina Soares, defende uma escola inclusiva para todos como forma de diminuir a insegurança. Avança que as instalações da EB 2,3 estão em ruptura e espera em 2011 ter ensino secundário. Lembra à câmara de Vila Franca que ainda faltam construir mais escolas na freguesia. Jorge Afonso da Silva
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 18-11-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Isaura Morais protagonizou umas das surpresas das autárquicas ao conquistar a Câmara de Rio Maior ao PS
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para muitos é uma ilustre desconhecida. Isaura Morais fica na história das últimas autárquicas ao derrotar em Rio Maior um adversário de peso que se encontrava no poder há 24 anos. Mulher simples e assumidamente do campo, que ajudou muitas vezes o pai no trabalho da terra, fez teatro e dançou num rancho. Ficou viúva aos 33 anos e teve de reaprender a viver. Criou uma empresa, estudou e entrou na política de forma fulgurante. Há quatro anos foi eleita presidente de junta e já é presidente de câmara. João Calhaz / António Palmeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 18-11-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Carlos Farinha, natural de Tomar, é o director do Laboratório Nacional de Polícia Científica
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                As séries americanas ofereceram ao público anónimo uma imagem sedutora dos bastidores da investigação criminal. Na vida real os agentes também utilizam sacos de plástico para recolher vestígios, óculos e luvas especiais, mas usam menos maquilhagem e não conseguem respostas à velocidade da luz. Carlos Farinha, um tomarense a viver na capital, que dirige o Laboratório Nacional de Polícia Científica há sete meses, explica o que é trabalhar numa espécie de CSI português. Ana Santiago
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 28-10-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  João Santos Lopes é actor, encenador, dramaturgo e já venceu prémios nacionais
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  No ano em que o grupo de teatro “Esteiros”, de Alhandra, comemora 35 anos, João Santos Lopes prepara-se para receber pela terceira vez o prémio do concurso nacional INATEL/Teatro Novos Textos. Em entrevista a O MIRANTE o actor, encenador e dramaturgo faz duras criticas à política cultural do concelho de Vila Franca de Xira e acusa a autarquia de querer “asfixiar” os grupos amadores. Considera o museu do neo-realismo um “elefante branco” e lamenta a falta de visibilidade dos dramaturgos portugueses, recusando “vender-se”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 28-10-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Entrevista com Jorge Pisca, responsável pelo Núcleo Nersant do Cartaxo desde 2005
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Em véspera de inauguração de mais uma edição da Expo-Cartaxo o empresário Jorge Pisca fala das actividades do núcleo do Cartaxo da Associação Empresarial de Santarém, das zonas empresariais ambicionadas que tardam em ser concretizadas e do que é hoje um concelho que, com excepção do vinho, não tem um sector económico marcante.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 07-10-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Preço das habitações vai subir dentro de dois anos, diz Vasco Tavares
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Fundador da delegação de Santarém da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS), Vasco Tavares tem toda uma vida ligada ao sector imobiliário. Em entrevista a O MIRANTE o empresário de Santarém diz-se preocupado com a crise que já levou ao fecho de várias empresas mas confiante no futuro e nos sinais positivos que já vão surgindo no sector. Aconselha as pessoas a não esperarem para comprar casa, pois antevê um aumento do preço da habitação num prazo de dois anos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 24-09-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Hélder Vieira novo presidente do FCA diz em entrevista a O MIRANTE que falta dinheiro nos cofres do clube ribatejano e para apurar as contas foi solicitada uma auditoria
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A direcção liderada por Hélder Vieira solicitou a realização de uma auditoria às contas do Futebol Clube de Alverca. Em Julho, António Fernandes garantiu que deixava nos cofres do clube cerca de 726 mil euros. A actual direcção não põe em causa a honestidade do ex-presidente, mas diz que “falta dinheiro no Alverca”. Em entrevista a O MIRANTE, Hélder Vieira diz que espera inaugurar o centro de estágio daqui a 18 meses e quer que os sócios se reconciliem e voltem para o clube.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 24-09-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Sociedade Euterpe Alhandrense tem 148 anos, as contas em dia e não sabe o que são vazios directivos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Numa altura em que o movimento associativo atravessa uma crise a Sociedade Euterpe Alhandrense é excepção à regra. A colectividade apresenta uma situação financeira estável, não teve vazios directivos nos últimos 20 anos e continua a crescer. Tem uma mulher à frente da direcção. A primeira em 148 anos de história. Ana Paula Barão, 42 anos, está desde Maio ao leme da colectividade fundada em 1862. Em entrevista a O MIRANTE a professora, que elogia o trabalho de direcções anteriores, tem o sonho de criar um conservatório de dança. Jorge Afonso da Silva
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 02-09-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ginasta vai ao mundial, é campeão nacional e treina em Santo Estêvão
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Aos seis anos apaixonou-se pelos trampolins depois de os pais o terem levado a experimentar a modalidade no clube da terra. O Futebol Clube Estevense, de Santo Estêvão, Benavente. No ano passado concretizou o sonho de estar nos Jogos Olímpicos de Pequim. Diogo Ganchinho, 21 anos, é o actual campeão nacional de trampolins e faz parte do projecto olímpico para Londres 2012. Em entrevista a O MIRANTE, diz que se sente feliz no Estevense, sente orgulho em ser português mas lamenta que não hajam mais apoios.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 02-09-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              João Duque, 83 anos, um homem influente noutros tempos diz que no tempo de Salazar havia mais estado social e que a banca, os telefones, a electricidade e os combustíveis estavam bem controlados pelo Estado Português. O PS e o PSD entregaram tudo à iniciativa privada. Agora são os Amorins que mandam.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 26-08-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Duplicaram os pedidos de ajuda à Cáritas no concelho nos últimos meses
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Os pedidos de auxílio à Cáritas Paroquial de Vila Franca de Xira duplicaram nos últimos meses. Há pessoas no concelho a passar fome e a viver abaixo do limiar da pobreza. O alerta é feito pela coordenadora da Cáritas. Em entrevista a O MIRANTE Carla Pereira lamenta que particulares e empresas da terra não entreguem mais alimentos à instituição, que os recebe apenas do Banco Alimentar para apoiar 130 agregados familiares. A instituição vive dificuldades financeiras e tem falta de voluntários, mas o futuro do apoio às famílias não está em risco.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 19-08-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Colectividade deve cerca de dois milhões de euros ao fisco e Segurança Social
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Se no próximo mês a União Desportiva Vilafranquense (UDV) não tiver a garantia de que a construção da bomba de gasolina seja uma realidade, o clube vai mesmo fechar as portas. A garantia é dada pelo presidente da colectividade.Em entrevista a O MIRANTE, Joaquim Pedrosa, fala ainda das razões que o levaram a mudar de ideias e a recandidatar-se em Outubro. Explica como é que o clube tem conseguido sobreviver aos graves problemas financeiros.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 05-08-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    José Carlos Araújo esteve 17 anos à frente do União Atlético Povoense
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Depois de 17 anos à frente do União Atlético Povoense, José Carlos Araújo, em entrevista a O MIRANTE, revela que não se vai recandidatar à presidência do clube nas eleições de Abril do próximo ano. Razões pessoais e familiares estão na base da sua decisão, que segundo ele, irá surpreender muita gente. O dirigente diz que deixa obra feita e assegura que sai com a convicção de que fez tudo em prol do bem do clube da sua terra, que neste momento movimenta cerca de 1000 praticantes nos diversos escalões e modalidades. Quanto à sua sucessão. “Haverá muitos candidatos”, garante.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 29-07-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      António Manuel Fernandes abandona o clube “triste, desiludido e maltratado”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Esteve mais de vinte anos ligado ao Futebol Clube de Alverca (FCA). Depois da saída de Luís Filipe Vieira, assumiu a direcção do clube ribatejano em 2002, com uma dívida de dois milhões e quinhentos mil euros. Sete anos depois, António Manuel Fernandes demite-se e deixa nos cofres do Alverca 726 mil euros. Em entrevista a O MIRANTE fala das razões que o levaram a pedir a demissão de presidente da direcção, da situação financeira e do futuro do clube e de Luís Filipe Vieira. Voltar um dia ao FCA “nem pensar”, diz o ex-presidente. Jorge Afonso da Silva
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 24-06-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Jaime Silva reage à decisão de não o convidarem para a Feira de Agricultura em Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Em entrevista a O MIRANTE, dada à margem da apresentação oficial da nova denominação “Vinhos do Tejo”, Jaime Silva diz que os dirigentes da CAP e do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, preferem a “politiquice” e a “partidarice” em vez de defenderem os interesses dos agricultores. O ministro vai mais longe e acusa os responsáveis de “confundirem as coisas”, quando não o convidaram nem ao primeiro-ministro para a última edição da Feira Nacional da Agricultura. “Foi uma oportunidade perdida para Santarém”, garante o governante.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 17-06-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Pedro Miguel Gil foi o rosto do restaurante da pensão “Flora” durante 52 anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um dia o menino órfão, que guardava ovelhas com um pedaço de broa seca no saco, tornou-se gerente de um restaurante e pensão em Vila Franca de Xira. Uma casa da obra assistencial do Padre Moniz, que o acolheu aos dez anos, e que Pedro Miguel Gil adquiriu mais tarde. Cinquenta e dois anos depois – após “derreter os últimos anéis” para resistir – o restaurante o “Recanto do Ti Pedro” fechou portas, mas não será o último espaço a fazer ecoar o canto do cisne. “O comércio de Vila Franca está falido”, sentencia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 09-06-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Álvaro Pinto Correia fala das raízes, das memórias e do futuro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Tem uma vida cheia, um currículo impressionante como gestor e, aos 77 anos, não pensa em parar. Álvaro Pinto Correia é uma figura respeitada na nossa região e não só. A sua vida profissional foi feita em Lisboa. Mas todos os fins-de-semana regressa à Portela das Padeiras, onde alimenta a sua costela de agricultor.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 03-06-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              José Manuel Duarte diz que há mercado para tantos cavaleiros tauromáquicos e que o talento faz o resto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Andava na escola no quinto ou sexto ano e já levava uma mala com as botas e as polainas para ir para o picadeiro quando saísse das aulas. José Manuel Duarte, 34 anos, sempre quis ser cavaleiro tauromáquico e realizou o sonho aos 18 anos quando tirou a alternativa na monumental de Santarém, cidade de onde é natural. Assume que é difícil viver exclusivamente das corridas de toiros, embora considere que há mercado para tanto cavaleiro. Quanto à concorrência feminina, diz que dá outro colorido às praças.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 27-05-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Carlos Céu e Silva é um psicólogo de Alpiarça que trabalha em Lisboa e lançou recentemente o primeiro romance
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Carlos Céu e Silva, psicólogo, escritor, nasceu em Alpiarça mas há muitos anos que deixou a vila com os pais. Continua a visitar a terra natal onde tem família mas diz que na grande Lisboa, onde vive e tem consultório, há mais oportunidades para quem quer ser reconhecido na sua actividade. Nesta entrevista, o psicólogo de 48 anos, casado e com dois filhos, fala sobre o que considera a falta de rumo dos jovens. E considera que não basta retirar crianças aos pais quando há casos de mau ambiente familiar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 06-05-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Sónia Sanfona não teme que a fraca relação com Vanda Nunes lhe seja prejudicial nas eleições
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Candidata à presidência do município diz em entrevista a O MIRANTE que não aceita ser vereadora se perder as eleições autárquicas e confessa que ainda não falou com a presidente do município, a quem pretende suceder, sobre alguns dossiês.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 23-04-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Carlos Matos Gomes diz que ao longo do tempo se foi criando uma verdade oficial sobre o 25 de Abril
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Chama-se Carlos Matos Gomes, é natural de Vila Nova da Barquinha e foi um dos fundadores do movimento dos capitães que fez o 25 de Abril. Tem vários livros escritos sob o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz. Tem um discurso firme contra a lamúria e assume que não gosta do discurso da revolução traída. Sustenta que ao longo dos anos foi construída uma verdade oficial sobre a chamada revolução dos cravos que não corresponde ao que efectivamente se passou.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 02-04-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O rapaz de Almeirim que se apaixonou por um instrumento do fado muito antes de gostar de fado
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Primeiro apaixonou-se pela guitarra portuguesa e só depois começou a interessar-se pelo fado. E para gostar do fado teve que o moldar a seu gosto. Custódio Castelo é um dos melhores guitarristas portugueses. Diz que está no mundo para ajudar a universalizar a música portuguesa sem lhe retirar a genuinidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 18-03-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Historiador Martinho Vicente Rodrigues considera que a cidade tinha condições para ter uma universidade
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Martinho Vicente Rodrigues é um historiador agarrado ao passado de Santarém, a terra que o acolheu e a que hoje chama sua. Mas também se deslumbra com as coisas novas que vão sendo feitas na cidade. Em décadas de ensino secundário e superior nunca se confrontou com problemas graves de indisciplina porque sempre soube cativar o respeito dos alunos. Nesta entrevista, o discípulo confesso de Veríssimo Serrão fala do turismo religioso da cidade, da Feira do Ribatejo, do sonho não concretizado da instalação de uma universidade em Santarém.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 19-02-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Toureiro de Vila Franca de Xira vai tirar a alternativa esta temporada
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          No dia em que fez 23 anos, Nuno Casquinha deu uma entrevista a O MIRANTE onde partilha com os leitores o sonho de menino. “Quero ser figura e vou fazer tudo para lá chegar”, diz com a convicção de quem abdicou de quase tudo para se dedicar de corpo e alma à formação como toureiro. Em Outubro regressa a Vila Franca, na primeira apresentação como matador de toiros.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 12-02-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Autarca socialista diz que é a vez de dar lugar aos mais novos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Em entrevista a O MIRANTE, Joaquim Lucas fala das festas e dos seus episódios, das necessidades da freguesia e do andamento de um mandato que diz não ser dos mais conseguidos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 04-02-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              António José Inácio diz que se este for o último mandato sai satisfeito com o trabalho feito
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando se candidatou pela primeira vez e roubou a junta ao PSD, a sua vitória foi uma surpresa, principalmente para o seu partido, o PS. Agora é pressionado para se recandidatar, embora há um ano tenha confessado à presidente da Câmara de Vila Franca de Xira que não tinha vontade de fazer mais nenhum mandato. António José Inácio diz que nos 16 anos que leva de gestão transformou o “dormitório” Forte da Casa, numa vila onde dá gosto viver. Este ano são inauguradas as piscinas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 07-01-2009]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Fernando Salgueiro, o toureiro que nos anos 60 e 70 actuou em centenas de praças
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                É pai do toureiro João Salgueiro e avô do cavaleiro praticante João Salgueiro da Costa. Nesta entrevista Fernando Salgueiro conta episódios do tempo em que toureava. Faz parte da família que há mais gerações seguidas anda na festa brava. Aos 67 anos sente falta da agitação das praças, dos aplausos, mas dá a estocada nessas saudades à noite, sentado no sofá, relendo a história da família e as reportagens das suas tardes de glória dos anos 60 e 70.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 23-12-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  António de Sousa é um estudioso da obra do ilustre tomarense com quem privou durante anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ao fim de dez anos de trabalho foi inaugurada a Casa Memória Lopes-Graça, em Tomar, terra natal do compositor. António de Sousa, director científico da Casa e estudioso da obra conta como foi o seu encontro com o homem que não escrevia coisas “bonitinhas” e se recusava a ser “rouxinol”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 17-12-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Intendente Luís Simões é o comandante distrital da PSP desde Maio deste ano
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O comandante distrital da PSP diz que as cidades da região são seguras e que terão problemas bem mais graves do que os relacionados com a segurança. Nesta entrevista o intendente Luís Simões, natural de Torres Novas, fala das funções que assumiu já este ano e ainda da sua experiência enquanto oficial de ligação da Selecção Nacional de Futebol e do período em que foi responsável pela segurança dos estádios.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 20-11-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Pedro Pimenta Braz é responsável pela Autoridade para as Condições de Trabalho no distrito de Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Responsável pela delegação distrital da Autoridade para as Condições do Trabalho, “promessa” do PS de Santarém, católico militante. Três facetas de Pedro Pimenta Braz abordadas nesta entrevista, onde explica porque deixou a liderança da bancada socialista na assembleia municipal. Aos 43 anos, casado, três filhos, confessa os erros com a mesma naturalidade com que assume convicções.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 30-10-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Jorge Silva é um homem do teatro e da televisão com o Ribatejo no coração
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Nasceu na Chamusca em 1962. Mudou-se para Évora para estudar teatro. Nunca mais parou. E muito, como se pode comprovar no seu currículo. Jorge Silva já experimentou também cinema e televisão. Os mais novos conhecem-no como o famoso professor da série “Morangos com Açúcar”. O homem, o actor e o ribatejano de sangue e coração revelam-se numa entrevista a O MIRANTE, a poucos dias da estreia como encenador na peça “Canção do Vale”, no Teatro D. Maria II, em Lisboa. Ver vídeo em: http://www.omirante.pt/omirantetv/noticia.asp?idgrupo=2&IdEdicao=51&idSeccao=514&id=25087&Action=noticia
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 30-10-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Sociólogo José Garrucho Martins diz que radicalismo político em Alpiarça “não vai trazer nada de bom”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Garrucho Martins, natural de Alpiarça, fala da sua infância numa terra onde a política se radicalizou, onde chegou a estar isolado socialmente por não gostarem que debatesse ideais e ideias políticas. Afastou-se do PCP, do qual nunca foi militante, integrou o PRD como coordenador distrital da juventude e diz que ainda se interessa pela política. Quanto ao seu exercício, só se fosse numa lista de independentes com bons técnicos. Nesta entrevista caracteriza a tensão política que se vive na sua terra e fala das bruxas e bruxarias que estudou e cujos resultados publicou em livro.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 23-10-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Autarca de Tomar diz que sentiu o peso do poder e confessa que o cargo é estimulante
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Fernando Corvêlo de Sousa, 61 anos, jurista, ficou com a presidência da Câmara de Tomar nas mãos em Fevereiro passado, após o então presidente António Paiva ter renunciado ao mandato para ocupar um cargo na CCDR Centro. Diz que está disponível para se recandidatar ao cargo, mesmo após ter visto o seu vice-presidente manifestar a intenção de lhe disputar o lugar. Diplomaticamente, diz que não há qualquer problema com Carlos Carrão e que o trabalho do executivo não se tem ressentido.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 16-10-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Francisco Pereira diz que deve haver mais gestão e menos política no governo das autarquias
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nasceu em Vila Chã de Ourique, reside em Santarém desde 1980 e foi presidente da Câmara do Cartaxo eleito pelo PS. Afastado da política, sem filiação partidária, Francisco Pereira é economista e consultor. Nesta entrevista fala da crise financeira, critica o modo como são geridas as autarquias e diz que o PS em Santarém precisa de sangue novo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 08-10-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                João Roque Dias, médico do Hospital de Santarém que trata as doenças do sono
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                João Roque Dias, 60 anos, é o responsável pela consulta de doenças do sono no Hospital de Santarém. Patologias que ainda estão pouco estudadas mas que, sabe-se, têm muitos riscos. Calcula-se que dez por cento dos acidentes se devam à sonolência. O médico com a especialidade de pneumologia, porque em Portugal ainda não há especialidade de doenças do sono, trata cada vez mais gente. Na região, tal como no país, cerca de dois por cento das mulheres e quatro por cento dos homens têm problemas relacionados com a falta ou o excesso de sono. E para quem não sabe, há pessoas que podem morrer por terem insónias prolongadas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 04-09-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Mário Pereira, vereador da CDU, está disponível para tentar derrubar socialistas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Mário Pereira, 39 anos, é vereador da Câmara de Alpiarça pela CDU desde 2005, altura em que tentou pela primeira vez derrotar o actual presidente socialista Joaquim Rosa do Céu. O autarca e professor de História em Moimenta da Beira confessa-se uma pessoa algo tímida mas diz que não baixa os braços na crítica à política que está a ser traçada para o concelho. É apontado como o candidato à câmara nas próximas autárquicas, mas para já Mário Pereira diz que essa questão ainda não está decidida apesar de estar disponível para ser presidente do município.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 04-09-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Após ter aceite todos os desafios que lhe foram colocados pelo PSD António Campos está preparado para ser deputado
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    António Campos foi autarca, director da Segurança Social de Santarém e é presidente da comissão executiva da NERSANT. Tem 47 anos e é militante do PSD. Na última batalha eleitoral interna esteve do lado de Manuela Ferreira Leite. É um crítico do cinzentismo que diz existir no distrito e está contra o sistema de quotas que vai lançar os partidos políticos numa verdadeira caça à mulher no próximo ano. Assume que quer ocupar um lugar de Deputado no Parlamento.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 27-08-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Oriol Pena o veterinário que fez uma cooperativa numa terra de pessoas individualistas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Não perde tempo com delicadezas embora seja urbano e educado. Homem da escola antiga chama sempre os bois pelos nomes e defende as suas ideias com convicção. Oriol Pena, veterinário, foi para Almeirim para conquistar o coração de uma moira encantada e conquistou também uma nova terra. Diz com orgulho que pagou a hospitalidade com a cooperativa de enchidos tradicionais da sopa de pedra, Encherim. A sua principal obra.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-08-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Pedro Afonso, médico psiquiatra de Santarém que trabalha no maior hospital psiquiátrico do país
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Pedro Afonso trabalha no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, por onde passam situações dramáticas ao nível da saúde mental. Tem também um consultório privado na capital depois de ter fechado o que tinha em Santarém por opção. O psiquiatra, 40 anos, que já escreveu vários livros e que acaba de lançar “O Inimputável”, diz que o português tem tendência para a depressão.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-08-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Uma entrevista em que demos folga política ao presidente porque a festa está à porta
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Não é escravo do telemóvel, engole elefantes diariamente, nunca jogou petanca e a melhor maneira que tem de ocupar os tempos livres é…não fazer nada. José Sousa Gomes, presidente da Câmara Municipal de Almeirim considera-se um optimista, sabe que quando abandonar o cargo deixa de ter as dezenas de amigos que tem agora e se pudesse escolher uma artista para cantar no Pão, Vinho&Companhia, sem constrangimentos orçamentais, optava por Mariza.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 14-08-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Elvira Fortunato tornou-se recentemente célebre pelas suas descobertas na área da electrónica
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O final de Julho foi alucinante para Elvira Fortunato. Primeiro pelo anúncio da produção do primeiro transístor em papel a nível mundial. Depois pelo prémio europeu de 2,25 milhões de euros pelo trabalho da cientista na área da electrónica transparente. A investigadora tem raízes ribatejanas, adora touradas e guarda com nostalgia as férias de infância na Louriceira (Alcanena), terra dos pais.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 31-07-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Começou na Académica de Santarém e aos 10 anos foi para Alvalade onde foi sete vezes campeão nacional e 27 vezes internacional. Foi agora emprestado ao Fátima para rodar e regressar para ficar
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Cobiçado por clubes espanhóis e italianos, bem constituído fisicamente, rápido e espontâneo. Bruno Matias, 19 anos, extremo formado no Sporting Clube de Portugal, chegou ao Centro Desportivo de Fátima, ostentando o título de campeão nacional de juniores, o sétimo título da sua carreira de jovem. É natural de Santarém, e o empréstimo ao clube do seu distrito é visto pelo jogador como uma oportunidade para “aprender e evoluir, com o objectivo de chegar ao topo do futebol nacional e regressar ao Sporting”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 24-07-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          José Amador foi vice-cônsul de Portugal em Londres durante vinte e cinco anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Correu o mundo em missões de serviço e diz que viajou sempre com Vila Franca de Xira na cabeça e no coração. Filho de uma varina, recorda as suas origens com humildade. José Amador mostra uma vontade férrea de servir o seu concelho sem a obrigação de ter um cartão partidário. Afirma que se sente bem no meio do povo e comove-se quando recorda o seu percurso de vida.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 17-07-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Coordenadora técnica lamenta morosidade e salienta carácter pioneiro do projecto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Maria José Chaves dirige a equipa técnica responsável pela implantação dos parques de negócios do Vale do Tejo. O primeiro do país vai nascer em breve em Rio Maior e é motivo de orgulho, mas também de críticas à máquina burocrática do Estado. O mesmo Estado que noutros pontos do país, e em relação a projectos semelhantes, tomou medidas de excepção para contornar essas dificuldades.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 09-07-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Etelvino Laureano, o bandarilheiro de Azambuja que aprendeu a tourear no Campo Pequeno
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Etelvino Laureano, nascido em Mira de Aire, perfilhado por Azambuja, aprendeu a tourear no sector 1 do Campo Pequeno, em Lisboa. A alma de toureiro do jovem que chegou a brilhar em Espanha foi “colhida” aos 24 anos por um toiro malhado. Morreu um matador para nascer um bandarilheiro. Retrato de um agricultor nas horas vagas, que aos 84 anos mantém a paixão pela festa brava.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 09-07-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Pedro Barroso, lavrador de sons e palavras, trabalha na “Sensual Idade”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Não facilitar e fazer as coisas com dignidade é o segredo de Pedro Barroso para chegar com coerência, a quase 40 anos de carreira. Para já, no horizonte, um disco novo “Sensual Idade” e um concerto especial, dia 20, em Riachos. Sempre crítico, o músico, poeta e pintor dispara em várias direcções. E fala da mulher ribatejana, do amor que tem ao filho Nuno e do sonho de um dia gravar um disco de canto lírico.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 26-06-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mário Gomes, presidente do Grupo de Dadores de Sangue de Pernes diz que as populações rurais são mais generosas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A primeira vez que deu sangue foi na tropa e por interesse. Só voltou a dar muito mais tarde mas dessa vez desinteressadamente. Ganhou consciência da importância do seu gesto e decidiu juntar boas vontades. O grupo de dadores que lidera tem oitocentos membros. Mário Gomes é um exemplo de cidadania.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 12-06-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Jamila Madeira, a eurodeputada nómada que juntou Almeirim às cidades onde vive
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Aos dez anos já sabia a diferença entre os ideais dos partidos de esquerda e direita. O pai ainda tentou dissuadi-la, mas o apelo foi mais forte. Jamila Madeira, 32 anos, economista, é um dos 24 eleitos portugueses no parlamento europeu. Lamenta que os seus concidadãos se alheiam das causas que lhes deviam tocar. Vive dividida entre Bruxelas, Faro, Lisboa e Almeirim, cidade onde reside o seu namorado, o vereador Pedro Ribeiro.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 05-06-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 05-06-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 21-05-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Dalila Araújo é a representante do governo no distrito de Lisboa há três meses
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A nova governadora civil Dalila Araújo fez carreira como assessora política, mas recusa ser uma mulher de gabinete. Simpática, prática e com um discurso afável, a professora universitária conquistou os autarcas e as forças vivas do distrito. O combate à delinquência e à sinistralidade rodoviária são dois dos objectivos que traçou.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 08-05-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 17-04-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Festa dia 21 de Abril, a partir das 18h30 com Tonicha e Paco Bandeira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O primeiro livro de José Niza é editado por O MIRANTE e distribuído gratuitamente com a edição da semana em que se comemora mais um aniversário do 25 de Abril.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 03-04-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 20-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Margarida Gil diz que “Branca de Neve” que mexeu com o cinema em Portugal
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Apaixonou-se pelo cinema. E por João César Monteiro. Ao lado do cineasta, autor do polémico “Branca de Neve”, recebeu ameaças, passou fome e sofreu na pele os estigmas da liberdade de criação. Continua a filmar com a convicção de que o universo continua a ser profundamente masculino. O último documentário sobre o escritor Carlos de Oliveira - “Sobre o Lado Esquerdo” - foi apresentado no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 19-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          José Carlos Vasconcelos critica os que trabalham para a pose
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          É uma das figuras de referência do jornalismo nacional. Há muitos anos. Com um percurso que dispensa apresentações, José Carlos Vasconcelos, director do Jornal de Letras, diz que alguma comunicação social dá demasiada importância à “politiquice”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 19-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            José Ramoa viveu no Rio de Janeiro e em Lisboa antes de se fixar em Constância
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            José Ramoa é minhoto e nem a passagem de alguns anos pelo Brasil lhe diluiu o sotaque, que não engana. Frequentador de tertúlias, amigo de algumas das figuras maiores da cultura portuguesa contemporânea, decidiu assentar arraiais em Constância em 1980. A casa apalaçada que comprou é um autêntico museu dedicado às artes e acolhe todo o espólio deixado pelo poeta e actor Vasco de Lima Couto, que lhe dedicou o poema que ficaria célebre na voz de Alexandra: “Zé Brasileiro Português de Braga”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 19-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O escritor brasileiro Jorge Amado costumava dizer que “conferências, nem fazê-las, nem ouvi-las”. José Carlos Vasconcelos socorreu-se do dito para “chamar conversa” ao encontro na redacção de O MIRANTE. Ao fim de duas horas foi “imposto” um ponto final porque as conversas interessantes nunca acabam.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 06-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um poeta perigosamente aventureiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 06-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Doug Macleod, o cantor com botas à cowboy, o último dos “Blues men”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Palito na boca, botas de cowboy que batem no chão ao ritmo da música e ecoam pela sala, cabelo branco e um sotaque carregado da Carolina do Norte. É assim Doug Macleod, o último dos “Blues men”. Antes do concerto em Azambuja o cantor partilhou histórias de vida com O MIRANTE numa conversa descontraída.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 06-03-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sub-comissária Paula Monteiro reage com um sorriso aos piropos e até dá autógrafos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A “polícia do futebol” é uma mulher de armas, mas foi o gosto por ajudar o próximo que a aproximou das forças de segurança. A ribatejana Paula Monteiro trocou o curso de oficial da GNR pelo da PSP porque a polícia estava mais adiantada nas oportunidades para mulheres. O destino voltou a aproximá-la da GNR quando se apaixonou pelo capitão Marco Cruz, militar de Santarém que comandou a GNR em Timor.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 28-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A jovem fadista ribatejana canta sempre de xaile e com os olhos fechados. O cantor José Cid acredita no seu valor e desafiou-a para dar a voz a poemas de Maria Manuela Cid e a alguns fados imortalizados por Hermínia Silva.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 28-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 21-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Manuel de Almeida começou a trabalhar aos 16 anos e construiu um pequeno império
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Aos 16 anos veio das beiras trabalhar na monda de arroz para os campos de Azambuja. Foi um gaibéu – a comunidade que Alves Redol imortalizou na literatura. Enfrentou o trabalho no campo e a prisão da PIDE em Angola por um crime que não cometeu. Manuel de Almeida tem 66 anos e um pequeno império construído a pulso.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 14-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Norberto de Sousa, encenador do Grupo de Teatro da Casa do Povo de Aveiras de Cima
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Norberto de Sousa ama o teatro como a sua própria vida. É encenador do grupo da Casa do Povo de Aveiras de Cima, Azambuja, que tem o privilégio de representar o que quer. Defende o rigor e a disciplina em palco. Recusa fazer cedências ao humor fácil e por isso não entra no Parque Mayer: “Mataram o teatro de revista”, desabafa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 14-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Presidente da Administração Regional de Saúde critica política de capelinha e protestos descabidos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  António Branco diz que a cultura de rivalidade não tem ajudado, que não há articulação dos recursos humanos entre hospitais e que há zonas do país onde a falta de médicos de família é bem pior que no Ribatejo. Uma entrevista onde António Branco dá ainda conta dos problemas que o novo aeroporto pode trazer à localização de uma urgência básica a sul da região
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 07-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A jovem actriz de Porto Alto, Sylvie Dias, é “Fanny” de “O Clube das Divorciadas”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Despiu os fatos de passerelle, vestiu um biquini em “Morangos com Açúcar” e agora a actriz do Porto Alto, Sylvie Dias, é uma inglesa à procura de marido numa comédia em digressão nacional – “O Clube das Divorciadas”. A personagem não poderia ser mais antagónica ao seu verdadeiro “eu”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 07-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Maria Cavaco Silva visitou instituição que apoia crianças em Vila Franca de Xira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Teve uma infância solitária num bairro de Lisboa, mas é uma apaixonada por crianças. Maria Cavaco Silva foi convidada de honra na inauguração da creche da ABEI, a Associação para o Bem Estar Infantil de Vila Franca de Xira e acredita que Portugal está a melhorar no apoio aos mais novos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 07-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Entrevista a Jorge Costa Rosa, presidente da Real Associação do Ribatejo e dirigente da Causa Real
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 07-02-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Partido Socialista do Cartaxo tem mais do dobro dos militantes por causa das eleições de 15 de Fevereiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      As eleições para a concelhia do PS no Cartaxo são a 15 de Fevereiro e são disputadas por dois camaradas desavindos que trocam acusações na praça pública. Pedro Ribeiro, era vice-presidente da câmara e cortou com o presidente unindo-se a dois ex-vereadores que saíram em mandatos anteriores incompatibilizados com Paulo Caldas. O presidente da câmara e líder do partido chama-lhe traidor, acusa-o de se unir a incompetentes revanchistas, e diz que ele foi para um asilo político dourado, no gabinete do secretário de Estado da Justiça, para não regressar à vida activa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 31-01-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Fernando Pereira anima Carnaval Samora
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 31-01-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Jorge Custódio diz que a cidade não teve retorno desse projecto gorado
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 24-01-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho, dá nota máxima ao vereador Francisco Matias
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        As forças políticas da Chamusca, com representação nos órgãos autárquicos, fizeram um pacto para a defesa do desenvolvimento do concelho e não aceitam entraves legais e burocráticos a projectos que considerem estruturantes para o concelho. O presidente da câmara considera que banquinhos e florinhas não são suficientes para evitar a morte social e diz que é criminoso não ser dada luz verde a projectos que vão criar empregos pelo simples facto de estar em vigor um PDM “armadilhado”. O autarca da CDU elogia o papel do vereador Francisco Matias, que nesta altura está a assumir “mais de noventa por cento da gestão do município”, e fala das situações que o levaram à Polícia Judiciária em 2005. “Havia pessoas que andavam a varrer para debaixo do tapete”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 17-01-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          António Marques Varela esteve na falência e hoje é líder de um grande grupo de construção e investimentos imobiliários
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          À hora a que o Conselho de Ministros estava reunido para decidir a localização do novo aeroporto, o empresário com mais interesses na Ota, uma das localizações apontadas para o equipamento, estava a dar esta entrevista a O MIRANTE. António Marques Varela, 58 anos, tem 650 hectares de terrenos na zona da Ota e ainda não acreditava que fosse na quinta-feira, dia 10, que houvesse uma decisão sobre a localização do aeroporto cuja escolha recaiu em Alcochete (ver texto pag. 34). É presidente do grupo Tiner, que começou por ser uma pequena empresa de construção e que se transformou num grande grupo do sector imobiliário quando decidiu apostar na edificação de grandes armazéns de logística em Alverca. Hoje tem negócios nos Estados Unidos, Brasil, Angola.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 10-01-2008]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Clarisse Castanheiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 27-12-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vereador socialista que afrontou presidente e camarada de partido não nega ambições
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 13-12-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Armando Aparício, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Chegou à Azambuja para dirigir o serviço de finanças e acabou como administrador delegado de uma fábrica de tomate. O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja, Armando Aparício, falhou o seminário mas guia-se por princípios cristãos. Mais que um gestor dividido entre o coração e a razão considera-se homem de bom senso.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 29-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Administrador Orlando Ferreira explica as mudanças e o caminho que falta percorrer
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A frota da Rodoviária do Tejo foi quase toda renovada. Os novos motoristas têm uma outra postura e no decurso da sua formação é-lhes explicado que as reclamações dos clientes devem ser encaradas como uma oportunidade para melhorar o serviço. A empresa está apostada em conhecer melhor os seus clientes habituais e, principalmente, os potenciais clientes. E prepara-se para o que aí vem. Acabam as concessões e os serviços considerados essenciais para as populações passam a ser postos a concurso.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 15-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 15-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 15-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 15-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Orlando Lopes, médico natural da Chamusca, aos 84 anos ainda dá consultas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Tem 84 anos. É médico há 60 anos. Filho único de uma família da Chamusca que vivia do comércio. Orlando Lopes continua a dar consultas no seu consultório de Lisboa para entreter o tempo e para não mergulhar na solidão. Uma doença que mata. Formou-se em clínica geral em 1947 por causa do seu professor da primária que convenceu os pais do pequeno rapaz interessado pelos estudos a mandá-lo para Lisboa porque daria um bom médico. Orlando Lopes foi director, durante muitos anos, do serviço de hemoterapia do Instituto Português de Oncologia (IPO) em Lisboa. É do tempo em que as pessoas não fingiam estar doentes para faltar ao trabalho e hoje o seu maior tormento é a morte. A dos amigos, que lhe deixam muitas saudades, e a dele, na qual pensa cada vez mais.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 07-11-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Bertino Coelho Martins, personagem multifacetada, homenageado na passagem do 80º aniversário
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Bertino Coelho Martins faz 80 anos no dia 15 de Novembro. Figura respeitada no mundo da música e das danças e cantares tradicionais, viu o seu percurso reconhecido com a atribuição do seu nome a uma rua de Santarém. O município tem ainda preparadas diversas iniciativas de homenagem ao homem que durante muitos anos foi responsável pela biblioteca municipal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 31-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Silvino Sequeira deixa Câmara para gerir Programa Operacional do Alentejo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Silvino Sequeira entrou numa nova fase da sua vida, após o grave problema de saúde que sofreu em Setembro e das novas funções em que foi investido como gestor do Programa Operacional do Alentejo eleito pelos autarcas. Depois de 22 anos como autarca na Câmara de Rio Maior, desacelerou o ritmo de vida e passou a pensar mais em si e na família. Atribui a Deus e à medicina o facto de ainda estar entre os vivos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 24-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  João Gaspar colocou a decisão de deixar a assembleia nas mãos da concelhia
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira colocou o seu lugar à disposição do PS por causa dos conflitos internos na “guerra dos mouchões”. João Gaspar, 70 anos, o único deputado do concelho na Assembleia da República, vive momentos complicados na sua vida política e pessoal. A semana passada perdeu a imunidade parlamentar por ser arguido num processo e foi sujeito a uma rigorosa intervenção cirúrgica ao coração.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 17-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Reverendo cónego João Canilho assinala 50 anos de sacerdócio
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O reverendo cónego João Canilho, pároco de Azambuja, assinala 50 anos de sacerdócio. Meio século atento ao homem concreto. De luta por valores eternos. Fala abertamente da questão da sexualidade, do celibato e da falta de referências do mundo consumista. Mais do que erguer obra interessa-lhe construir comunidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 17-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Alves Gomes não foge à polémica e promete voltar com novo projecto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Começou a guardar gado aos cinco anos, no alto Minho. Tirou a quarta classe “mal tirada” graças às galinhas oferecidas à professora. Trabalhou numa carvoaria e na hotelaria até chegar a criador de gado. A paixão pelo futebol foi alimentada no Ribatejo com os projectos frustrados no Benfica do Ribatejo e nos Tigres do Cartaxo. Mas o polémico Alves Gomes garante que vai voltar à carga.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 03-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  António Cardoso ‘Nené’ é um empresário que gere as praças de toiros com sentimento
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  António Manuel Cardoso “Nené”, 53 anos, é o responsável pelos cartéis da Praça de Toiros Palha Blanco há seis anos. O antigo forcado reage às críticas duras dos aficionados de Vila Franca com a mesma naturalidade com que recortou na cara dos toiros durante 25 anos. O empresário de Alcochete dirige várias praças na região há 26 anos e é apoderado de algumas das maiores figuras do toureio, mas garante que isso não influencia as escolhas para Vila Franca. Depois da Feira de Outubro, vai pensar se continua na liderança da praça. Nesta entrevista aplaude a união de aficionados que estavam de costas voltadas e explica que o apoio do município é uma compensação para centenas de borlas que suporta.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 03-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Teresa Tapadas confessa que não consegue viver longe dos palcos e dos aplausos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Não nasceu para ser fadista nem tinha o destino traçado na palma da mão. Teresa Tapadas começou a cantar no coro da igreja e também cantou no rancho folclórico onde era bailarina quando a cantadeira faltava. Encontrou-se com o fado, por acaso, num grupo de música popular. Começou a carreira há seis anos depois de tirar o curso de administração autárquica. Agora está a preparar o seu segundo disco e afirma que não pode viver longe dos palcos, do público e dos aplausos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 03-10-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Virgínia Estorninho, autarca, dirigente associativa, escultora, mulher de causas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Foi o pensamento do fundador do PSD, Sá Carneiro, que atraiu Virgínia Estorninho para o partido. A menina que começou a trabalhar aos 12 anos em Lisboa substituindo-se ao pai que partiu para o Brasil. A ex-vereadora do PSD de Azambuja, eleita na Assembleia Municipal de Lisboa, defende a cultura à frente do Centro Cultural Azambujense. A terra à beira Tejo que escolheu para dar asas à sua alma de artista.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 26-09-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ribatejana e aficionada, Dina Vieira respondeu ao desafio lançado por Moita Flores
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Foi chefe de gabinete de Santana Lopes nas câmaras da Figueira da Foz e de Lisboa. Hoje dirige os renovados serviços de urbanismo da Câmara de Santarém, onde implementou novos métodos de trabalho. Afastou alguns técnicos e recuperou outros porque considera que não há mudança sem rupturas. Com a infância e juventude dividida entre Alcorochel e Azambuja, Dina Vieira assume-se como ribatejana de gema que enfrenta os problemas de caras.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 19-09-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Saiu da Gouxaria aos 25 anos para fazer fortuna e é empresário em Fairbanks no Alasca
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Joaquim da Silva Fernandes emigrou há 48 anos para a América do Norte. Trabalhou arduamente e venceu. Aos 73 anos confessa-se realizado. Para quem lhe inveje a sorte fica o aviso. Fairbanks, a cidade do Estado do Alasca onde vive há 36 anos, e onde tem uma empresa de construção civil, é o local do mundo onde as oscilações de temperatura são mais extremas. O Inverno, que dura de finais de Setembro a meados de Abril, é todo vivido abaixo de zero e por vezes abaixo dos 50 negativos. No pino do Verão as temperaturas raramente vão além dos 22 graus. Os dias têm 20 horas de luz.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 05-09-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Paulo Espírito Santo é um político socialista revoltado com a injustiça e a intolerância
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Paulo Espírito Santo tem 59 anos, nasceu em Faro e adoptou Alpiarça como a sua terra. É um dos rostos mais visíveis do PS local. Se não tivesse tido o acidente de mota que lhe roubou as duas pernas, provavelmente hoje não estaria tão envolvido na política. Confessa que já passou por grandes dificuldades na vida e que sentiu medo quando lhe tentaram incendiar a casa. Mas isso, garante, não o vai fazer desistir da política nem abandonar Alpiarça.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 05-09-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 30-08-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      António Pereira dirige o Centro Desportivo de Fátima e as paróquias de Amiais de Baixo e Abrã
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Se não fosse padre, António Pereira seria provavelmente empresário e estaria ligado também ao mundo da política. São duas facetas que nunca experimentou a sério mas de que vai sentindo o sabor graças às múltiplas actividades que desempenha. Trabalho não lhe falta. Lidera o Centro Desportivo de Fátima que entrou esta época no mundo do futebol profissional. É pároco de Amiais de Baixo e Abrã, freguesias do concelho de Santarém. Dirige ainda uma instituição ligada a crianças deficientes. “Sou uma pessoa que gosta de empreendimentos, de projectos”, confessa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 22-08-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Baptista Pereira foi o único português a vencer a travessia do Canal da Mancha
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O nadador de Alhandra, Baptista Pereira, foi o único português a vencer a travessia do Canal da Mancha. O “Gineto” de “Esteiros” salvou dezenas de pessoas do rio e do mar e resgatou algumas à fome - o fantasma que o atormentou na infância.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 14-08-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O jornalista e escritor Baptista-Bastos mantém a esperança de viver numa sociedade sem classes
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Baptista-Bastos foi fundador, no final dos anos setenta, do Semanário O Ponto. Para aquele jornal realizou, entre muitos outros trabalhos, uma série de oitenta entrevistas – trinta das quais estão editadas no livro “Um Homem Em Ponto” - que assinalaram uma revolução naquele género jornalístico e marcaram a época. O MIRANTE desafiou-o a responder a algumas das perguntas que ele costumava fazer aos seus entrevistados.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 08-08-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Juiz Diamantino Diogo diz que é um desperdício gastar 15 mil euros no fogo de artifício
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Castelo considera que o ponto alto da festa é a procissão e anuncia que será o último ano que a instituição paga o fogo de artifício. Diamantino Diogo, homem de negócios, atento à realidade do seu concelho, vaticina um futuro promissor para Coruche se o aeroporto aterrar no Campo de Tiro de Alcochete. “Vamos voltar a ser um concelho rico e próspero”, acredita.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 08-08-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ramiro Matos, vice-presidente da Câmara de Santarém e líder local do PSD
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Teimoso, combativo, adepto de desportos radicais, aos 30 anos Ramiro Matos tomou em mãos a missão de endireitar as finanças da Câmara de Santarém e devolver o bom nome a uma autarquia que deve milhões a fornecedores. O jovem advogado que é número dois de Moita Flores diz que ficaria decepcionado se o presidente não se recandidatasse. Garante que não está apegado ao poder nem tem grandes ambições políticas, embora confesse que um dia gostaria de ser presidente de uma junta de freguesia.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 25-07-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      António, o cartoonista que estabelece códigos com os leitores desconhecidos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      António, o homem que todas as semanas faz sorrir os leitores do Expresso com o humor requintado do cartoon, tem pena de nunca ter esboçado um desenho infantil. Em criança perdeu um concurso porque o júri não acreditou que fosse o autor da obra. O artista natural de Vila Franca de Xira, que lamenta a pobreza cultural em volta da festa brava, deslumbrou-se cedo com as mulheres e viveu uma juventude atormentada pelo fantasma da guerra colonial a que escapou por pouco. É através da arte que interpreta a realidade à sua volta.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 18-07-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      “Já não me preocupo muito em saber se estou a ser compreendido ou não”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Tem sessenta anos, é australiano e está em Portugal há 21. Sam Abercromby chegou até nós guiado por estranhas visões. O seu quartel-general é em Vila do Paço, concelho de Torres Novas. Exprime-se através da pintura, da arquitectura, da música, da cerâmica e da literatura. É aqui que tem o seu bem mais precioso: os amigos. Não quer regressar à Austrália. Sente-se em casa e diz que é tratado pelos portugueses como…mais um.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 27-06-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Fernando Palha teme o fim do homem do Colete Encarnado e não gosta de ver campinos “mascarados”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Fernando Palha, 75 anos, é um dos rostos de uma família nobre ligada às mais profundas tradições ribatejanas. O bisavô Palha Blanco deu nome à praça de toiros de Vila Franca de Xira e o primo foi o fundador do Colete Encarnado no ano em que Fernando Palha nasceu, em 1932. Agricultor, criador de cavalos e de toiros de lide, é gestor da Misericórdia de Vila Franca há 44 anos porque “não seria feliz se não servisse quem precisa”. Nesta entrevista a O MIRANTE confessa que é monárquico, salazarista convicto e detesta a política. Acredita em Deus e tem mais estima e consideração pelos pobres que pelos ricos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 13-06-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Paulino Coelho é católico convicto e sportinguista militante que acorda sempre bem disposto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Acorda sempre bem disposto e tenta passar essa “boa onda” aos milhares de ouvintes através dos microfones todas as manhãs de segunda a sexta. Desistiu do curso de Direito para abraçar a paixão da rádio a conselho do professor Marcelo Rebelo de Sousa. A sua primeira vez em estúdio foi em Santarém, onde viveu grande parte da infância e juventude e cidade que considera o seu refúgio.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 16-05-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Entrevista com Aurelina Rufino, presidente da Junta de Freguesia da Chamusca
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        É o coração que impede as mulheres de assumir mais cargos políticos. Quem o diz é a presidente da Junta de Freguesia da Chamusca, Aurelina Rufino, 57 anos, que se dedicou à causa com os filhos já crescidos. Está a tempo “inteiríssimo” na autarquia e gere a casa como se estivesse no próprio lar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 24-04-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Aníbal Coutinho aconselha reflexão sobre o que promover e como promover
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O conceituado especialista em vinhos, Aníbal Coutinho, fala nesta entrevista a O MIRANTE sobre os vinhos ribatejanos e recupera a ideia de uma grande região vitivinícola, englobando Alentejo, Ribatejo e Sado e Algarve, que poderia ombrear com o Chile e a Austrália, tendo a vantagem comercial de se situar na Europa.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 11-04-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Fernando Neves de Carvalho acusa câmara de esconder a revisão do PDM
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Fernando Neves de Carvalho, jurista, é um dos cidadãos mais activos no concelho de Vila Franca de Xira. Simpatizante do PCP, revela que já foi convidado por Maria da Luz Rosinha para integrar as listas do PS, mas prefere continuar a exercer uma cidadania activa, liberto da pressão dos partidos e dos eleitores. Diz que o concelho de Vila Franca tem vários subúrbios e responsabiliza o poder local por não conseguir conter “a ganância dos construtores que fazem fortunas com prejuízo da qualidade de vida dos munícipes”.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 04-04-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Trabalhou nos aviões de Gago Coutinho e Sacadura Cabral e foi amigo de Redol, Torga e Soeiro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            António Dias Lourenço, filho de uma costureira e de um ferreiro, tornou-se operário cedo quando ainda era menino e aos 13 anos aderiu ao Partido Comunista Português. Amigo e companheiro de aventuras dos escritores neo-realistas do seu tempo, foi director do Avante durante 17 anos e ainda hoje tem a sua secretária na redacção do jornal. Aos 92 anos mantém um invejável sentido de humor que o leva a dizer que Alves Redol não gostaria da estátua que lhe fizeram. “Parece que está na casa de banho”, comenta.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 28-03-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Personagem inspirada em Laborinho Lúcio e no saber do autor Francisco Moita Flores
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 21-03-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Homenagem vai ser organizada pelos Bombeiros da Amizade depois de 45 anos de serviço
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Em pequeno já respondia ao toque da sirene para ajudar os bombeiros, mas teve de esperar pelo serviço militar para poder ingressar na corporação que serve há 45 anos. José Batalha, 68 anos, é a alma da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca e foi por ela que regressou à associação depois de um interregno forçado. Quem conhece o chefe Batalha elogia a dedicação, honestidade e sentido de responsabilidade que procura passar aos seus comandados. No dia 31 de Março, os “Bombeiros da Amizade”, grupo de bombeiros com sede em Vila Franca de Xira, vai homenagear o chefe Batalha num convívio na Castanheira do Ribatejo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 21-03-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Maria João Carvalho foi viver para uma aldeia quando viu o projecto de requalificação de Torres Novas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              é cardiologista mas o seu coração bate ao ritmo da literatura. Maria João Carvalho escreveu três romances e tem outros tantos “a soro” à espera que os dias voltem a ter 48 horas. Nasceu numa casa cheia de livros e habitada por um fantasma brincalhão. Aprendeu a ler sozinha utilizando um método que o avô paterno criou para ensinar surdos-mudos. Teve uma filha antes de entrar para a faculdade e quatro maridos ao longo da vida. Defende que as asneiras se devem começar a fazer bem cedo. Fugiu de Torres Novas para a aldeia de Parceiros de S. João quando viu o projecto de requalificação da cidade.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 07-03-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Alberto Mesquita, vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, quer acabar com vícios antigos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nesta entrevista a O MIRANTE Alberto Mesquita, vice-presidente da câmara e líder do PS em Vila Franca de Xira assume uma falha no processo do viaduto do Forte da Casa e admite que será demolido se não oferecer segurança. O responsável pelo urbanismo garante que não vai ceder a pressões dos promotores e dos movimentos cívicos que considera “ofensivos” e “grosseiros”. O número dois no município não se assume como provável sucessor de Maria da Luz Rosinha e finta algumas questões delicadas, mas admite que têm havido divergências no seio do PS.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 07-03-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mário André é um confidente dos atletas que diz tratar quase como filhos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Está há cerca de 20 anos no Sporting como enfermeiro, clube de que se tornou sócio pelo carinho com que foi recebido. Mário André, natural de Alpiarça, diz que o segredo para a ligação de tanto tempo ao clube tem a ver com a sua maneira de ser: não se meter em assuntos para os quais não é chamado. Tratou centenas de atletas num consultório na sua terra natal, onde às vezes o que ganhava nem dava para pagar as despesas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 28-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              “Sempre fui um cidadão exemplar, íntegro, irrepreensível e honesto”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Aos quarenta anos, Helder Fráguas vê-se envolvido numa decisão tomada pelo Conselho Superior de Magistratura (suspensão por utilização de linguagem imprópria), que decidiu também, no mesmo dia, agir contra o juiz desembargador Rui Rangel, por manifestar a sua opinião sobre o “caso Esmeralda”. Nesta entrevista a O MIRANTE, a primeira após a sua suspensão, o juiz mostra-se satisfeito com as manifestações de solidariedade, mas revela casos em que domina a intriga.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 21-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Espectáculo dia 3 de Março no cinema S. Jorge em Lisboa para apresentar “À Flor da Pele”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Joana Amendoeira nasceu em Santarém a 30 de Setembro de 1982. Começou a cantar em espectáculos aos onze anos de idade. Gravou o primeiro disco aos dezasseis. Agora, aos 24 anos, revela grande segurança e maturidade nos fados do seu quinto CD. À Flor da Pele consolida não só a cantora mas o grupo, porque é de um grupo se trata quando se fala deste trabalho. Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na viola de fado e Paulo Paz no baixo acústico e contrabaixo. Treze fados que podem ser escutados ao vivo no Teatro S. Jorge em Lisboa, dia 3 de Março.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 21-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Entrevista a Conde Rodrigues, secretário de Estado da Justiça e ex-presidente da Câmara do Cartaxo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nasceu em Pontével numa família de produtores de vinho, mas não seguiu as pisadas do pai e do avô. Aplicou-se nos estudos, ligou-se à política e chegou a presidente da Câmara do Cartaxo aos 30 anos já com o curso de Direito e uma experiência no ensino universitário. Hoje, José Conde Rodrigues, 41 anos, é secretário de Estado adjunto e da Justiça. Um trajecto em ascensão de um homem viciado na leitura e fã de rock and roll que não considera a política um emprego e afasta a hipótese de regressar às lides autárquicas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 14-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Imagens do repórter de Alhandra percorreram o mundo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O operador de câmara esperou duas horas para que Amália Rodrigues se maquilhasse para conceder uma entrevista para o canal alemão ZDF e quando a diva do fado desceu ao piso inferior da sua casa recusou ser filmada porque não havia um monitor onde se pudesse ver enquanto decorria a entrevista. “Com muito jeitinho, disse-lhe que a jornalista tinha vindo da Alemanha de propósito e consegui convencer Dona Amália a dar a entrevista”, explica João Trigueiros, ourives de ofício, e operador de câmara por amor à arte de retratar rostos e vidas. O repórter de imagem realizou mais de 10 mil reportagens durante os quase 20 anos em que serviu a RTP e tem um espólio com milhares de fotografias. Aos 70 anos, João Trigueiros é o mais velho fotógrafo taurino no activo e guarda milhares de memórias de faenas, pegas e ferros cravados a preceito por cavaleiros afamados. A vida e obra deste artista nascido em Alhandra e estabelecido em Vila Franca, há quase 30 anos, estão retratadas numa exposição na Galeria da Biblioteca Municipal em Vila Franca de Xira até ao final do mês. Nesta entrevista, João Trigueiros revela a O MIRANTE alguns dos momentos mais significativos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 14-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Armindo Bento assume ruptura com o seu camarada Sousa Gomes
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O presidente da Assembleia Municipal de Almeirim, Armindo Bento, garante que nas próximas eleições não vai integrar as listas do PS se o partido apostar na recandidatura do seu camarada Sousa Gomes a presidente da câmara. E diz que vai lutar pelo aparecimento de alternativas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 07-02-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Francisco Araújo foi o melhor mecânico do mundo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Francisco Araújo, 72 anos, viveu a glória e a tragédia ao lado de Joaquim Agostinho. O melhor mecânico do mundo esteve com o ciclista na Vuelta, no Tour e na Volta a Portugal em Bicicleta e ajudou-o a subir para a bicicleta após a queda fatal em 30 de Abril de 1984 em Quarteira. Dez dias depois, estava na Volta à Colômbia, quando recebeu a notícia da morte do seu menino de ouro. “Era um rapaz extraordinário que foi mais reconhecido no estrangeiro que em Portugal”, revela numa partilha de emoções com os leitores de O MIRANTE.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 31-01-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Luís Nepomuceno, presidente da junta de freguesia que celebra cem anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A freguesia de Vila Chã de Ourique faz cem anos. Um pretexto para ouvir o presidente da junta sobre os problemas e anseios da terra e das suas gentes.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 31-01-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              José Peseiro em entrevista depois do regresso das Arábias
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Na primeira entrevista de fundo após o regresso da Arábia, o treinador de futebol José Peseiro fala da experiência das arábias, da passagem pelo Sporting e revela que pelo menos nos próximos três anos não quer treinar em Portugal. Aborda as raízes ribatejanas, confessa o orgulho por ter o seu nome no estádio de Coruche e revela um pouco da sua faceta mais íntima. Diz-se viciado em futebol, admite alguma simpatia pelo Benfica, não gosta de falar de política e garante que não tem nenhum medo em especial.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 24-01-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O padre José Luís Borga garante que nasceu para ser padre e que não consegue imaginar nada melhor para fazer na vida
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O padre José Luís Borga é conhecido nos quatro cantos do mundo devido à sua participação regular em programas de televisão e às suas canções. Homem frontal e por vezes polémico critica os que usam a religião para atingir determinados objectivos nada religiosos e garante que a melhor forma de sermos autênticos é vivermos de acordo com a nossa consciência. O facto de ser sacerdote não o inibe de ser crítico da igreja católica que prometeu seguir e amar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 10-01-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Joana Patuleia diz que não é pessoa para virar as costas aos desafios
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              É mulher, mãe de três filhos e directora do Estabelecimento Prisional de Alcoentre. Trabalha dez horas por dia e dorme de telemóvel à cabeceira para estar contactável 24 horas. A prisão não fecha à noite ou ao fim-de-semana. Evasões e suicídios são situações delicadas com que tem de lidar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 03-01-2007]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              “Há muita gente que vive da fachada”, diz D. Manuel Pelino em entrevista a OMIRANTE
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Bispo de Santarém desde 1998, D. Manuel Pelino Domingues fala dos problemas da sociedade actual, como o viver das aparências que leva ao endividamento das famílias. Critica o facto das escolas não incentivarem as crianças ao trabalho e a terem objectivos na vida. E diz que nunca condenaria uma mulher por abortar.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 27-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A ex-deputada diz que há políticos que perderam o contacto com a realidade
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Helena Santo despontou para a política com a mesma rapidez com que a abandonou há oito anos, por divergências com a direcção nacional do CDS/PP, partido de que chegou a ser secretária geral. Diz que foi a única mulher a ocupar este cargo em Portugal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 27-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A cantora de Almeirim que junta pedaços do mundo para fazer a sua casa interior
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Não gosta de se sentir presa nem de ir na carneirada. Detesta a futilidade e adora o mar e a guitarra portuguesa. Por vezes chamam-lhe fadista mas são raros os fados que canta. Cristina Branco, cidadã do Mundo nascida em Almeirim está sempre pronta a partir para onde a música a chama.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 20-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Uma conversa com Francisco Leonor, o antiquário de Almeirim, o homem que imitava Salazar
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 20-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    António Garcia Correia considera que a Monumental Celestino Graça não tem condições
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém considera que a praça de touros da cidade, construída há quarenta anos, tem os dias contados. A Monumental Celestino Graça está sobredimensionada, não tem condições de conforto e a Misericórdia, proprietária do recinto, não tem dinheiro para a demolir, quanto mais para fazer uma nova. Acrescenta que a ideia de instalar uma praça desmontável durante a Feira Nacional de Agricultura revela falta de solidariedade e concorrência desleal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 13-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O antigo vereador e director da biblioteca municipal construiu a vida a pulso
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      De aprendiz numa serração a vereador e director da Biblioteca de Almeirim vai o percurso de uma vida que António Cláudio trilhou à custa de muito trabalho e de amor às coisas da cultura. Já depois dos quarenta foi estudar e acabou por se licenciar em História.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 06-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Rui Rei acusa Rosinha de controlo absoluto e diz que não vai alterar a sua postura por ser arguido
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Rui Rei, 34 anos, é o rosto do PSD e da oposição em Vila Franca de Xira. Na primeira entrevista depois de ter sido constituído arguido por alegada difamação, o autarca acusa a presidente da câmara de controlo absoluto da máquina da câmara e responsabiliza Maria da Luz Rosinha pela revolta dos empresários, protagonizada pelo presidente da Obriverca. Rui Rei foi pai recentemente, está a terminar um curso de relações internacionais, o terceiro que frequentou, e não coloca de lado a hipótese de ser cabeça de lista em 2009. Para já defende que o candidato tem de ser alguém de Vila Franca de Xira.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 06-12-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Comandante da esquadra diz que Vila Franca de Xira é uma cidade segura
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Furtos e roubos são os crimes mais frequentes na cidade que o subcomissário Carlos Fernandes apelida de segura. O comandante da Esquadra da PSP de Vila Franca de Xira elege o trânsito rodoviário como a maior dor de cabeça. Apesar de ter poucos agentes e uma esquadra onde o espaço se mede ao centímetro, garante que isso não vai condicionar o desempenho dos polícias. O oficial que veste ganga e conduz uma potente moto, prima pela discrição, e quer aproximar ainda mais a polícia dos cidadãos. Mais do que a PSP, é o Benfica que o faz sofrer.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 29-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Império da construção civil não resistiu aos tempos conturbados pós-25 de Abril
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      João Pimenta é o típico caso de uma vida construída a pulso. O jovem servente de pedreiro nascido no Souto, uma aldeia do concelho de Abrantes, tornou-se no conhecido industrial J. Pimenta que deixou marcas um pouco por todo o país até meados da década de setenta. A partir daí começaram as atribulações que levaram à falência um grupo empresarial que chegou a ter 2.800 trabalhadores. O empresário não perdoa a postura do Estado nesse processo. A sua política, diz, sempre foi o trabalho.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Este ano venceu todas as provas em que participou
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A adolescente que tem alma de artista
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vasco Rafael, o miúdo tímido que venceu a Grande Noite do Fado
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ana Rita Pratas sonha com uma grande carreira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Os altos voos de Ricardo da Costa Ferreira
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Até ao 12º ano nunca lhe tinha passado pela cabeça ser polícia
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Tiago Guedes viveu a infância em Minde e agora espalha talento por toda a Europa
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Paulo Queimado, 31 anos, especialista em conservação e restauro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Diogo Valentim conquistou a freguesia do Souto em Outubro de 2005 com apenas 19 anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Alma de veterinário desviada para a zootecnia
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Entrou com 12 anos mas deu logo nas vistas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Diogo Andrade, o maquilhador que adora Almeirim
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Madalena Toscany, 30 anos, residente em Aveiras de Cima
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Ana Elias está entre os melhores carrilhonistas do mundo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  João Carlos Moleira o rosto das manhãs da SIC Notícias
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Miguel Duarte, 14 anos, residente em Azambuja
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Isabel Gonçalves Bué, 24 anos, natural de Torres Novas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        João Luís Arrais integra novela Jura da SIC, é um bom aluno e desportista de eleição
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [ 20-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Luís Guimarães, com 26 anos participa num projecto internacional de fusão nuclear
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 15-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Na corrida da vida, o campeão Carlos Lopes encontrou múltiplas barreiras, mas nunca se deu por vencido. Aos 18 anos, perdeu o que restava da visão mas não se rendeu à fatalidade. Saltou a barreira e continuou a correr para alcançar os sonhos de criança: ser campeão. Hoje é um dos melhores atletas paralímpicos do mundo, soma medalhas e já perdeu a conta às vezes que fez subir a bandeira portuguesa nos mastros internacionais. Nesta entrevista revela ser um campeão dentro e fora da pista. Um homem sereno e ambicioso que apoia anualmente 250 alunos na escolha das suas opções escolares e profissionais.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 08-11-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Albino Maria, especialista em marketing e gestão do desporto, diz que viver dos subsídios é um erro
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Licenciado em educação física, mestre em gestão desportiva e especialista em marketing do desporto, Albino Maria foi um dos autores da vertente desportiva do programa de enriquecimento curricular adoptado pelo Ministério da Educação. Uma voz respeitada no sector que considera que o aumento da prática desportiva tem de ser uma prioridade do país. Mesmo sendo preciso mudar quase tudo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 18-10-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Luís Ortigão Costa, ganadeiro e médico veterinário, apaixonado da festa brava
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Luís Ortigão Costa, reputado ganadeiro, médico veterinário e empresário residente em Azambuja defende a morte dos toiros na arena. O criador acredita que o sofrimento é menor na corrida à espanhola. “No ardor da luta toda a sensibilidade fica embotada”, diz quem cria toiros de lide há mais de 50 anos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 11-10-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Manuela Poitout e as histórias de uma terra “sem história”
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Foi professora mas agora é estudante. Quer tirar o curso superior de história do Entroncamento. Tudo começou no dia em que se soube que ia ser demolido o prédio Paris, um velho chalé que ela se tinha habituado a ver todos os dias. Ao firmar o abaixo-assinado contra a demolição do imóvel, Manuela Poitout fez uma jura de amor eterno à terra onde nasceu. Quem pensa não ser possível haver bairrismo numa terra sem castelo nem catedral, é porque ainda não conhece esta mulher.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 27-09-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mariana Lopes Viegas, personalidade multifacetada com uma rica história de vida
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mariana Viegas nasceu na Amadora há 88 anos, mas fez vida em Santarém onde o seu marido era dono de uma farmácia. No Ribatejo encontrou uma sociedade muito fechada. Diferente daquela a que estava habituada e onde formou a primeira equipa feminina de hóquei em patins de que há memória. Foi professora só até aos 70 anos porque foi obrigada a reformar-se.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 06-09-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Manuela Azevedo e a sua paixão por Camões e Constância
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Da sua figura frágil não se adivinha a alma de combatente e de mulher de causas. Manuela Azevedo, 95 anos, andou sempre à frente do seu tempo. Foi a primeira jornalista profissional da imprensa portuguesa, escritora multifacetada, crítica de arte, opositora do regime salazarista. Um dia descobriu Constância e Camões e largou tudo em busca de um sonho: construir na vila ribatejana a Casa Memória que vai materializar e perpetuar a sua paixão pela vida e obra do poeta.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 23-08-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Miguel Cardia foi o mais jovem comandante do país com 25 anos
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Assume-se como um homem precoce. Miguel Duarte Cardia, 35 anos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia , coordenador da protecção civil municipal e vereador da Câmara de Benavente é um estudioso da matéria que domina como poucos. Tem uma história de vida marcada pelo espírito de missão que o levou a formar corpos de bombeiros em Timor e Cabo Verde.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 16-08-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Entrevista com o presidente do Conselho de Administração, Vítor Barros
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Vítor Barros, presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias desde Dezembro do ano passado, elege a consolidação do conceito de herdade modelo como o seu objectivo prioritário. A maior empresa agrícola do país, com 20 mil hectares de floresta, charneca e solos férteis, situa-se em Samora Correia e foi constituída há 170 anos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 08-08-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Jorge Miguel é o responsável pelo aparecimento de atletas de topo em Rio Maior
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Jorge Miguel tem 57 anos e é treinador de atletismo. Durante duas décadas colocou milhares de miúdos a correr na Casa do Povo da Marmeleira e no Ribeirense, mas foi a partir de 1986 que o seu trabalho passou a ser mais conhecido. Colocou o Clube de Natação de Rio Maior no topo do atletismo nacional e das suas “mãos” saíram nomes como João Viera, Vera Santos, Inês Henriques e, obviamente, Susana Feitor, medalha de bronze nos últimos Jogos Olímpicos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 26-07-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Gertrudes Paulino, uma das mulheres da resistência antifascista
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Gertrudes Paulino, 83 anos, natural de Vila Franca de Xira, é “Maria” para os camaradas. Um dos rostos femininos da resistência antifascista que viveu intensamente a luta pelos ideais do comunismo. Correu Portugal de lés a lés entre disfarces e imprimiu folhetos clandestinos. A fuga ao regime obrigou-a a entregar os filhos aos três e sete anos. Se pudesse, voltava a fazer tudo outra vez.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 19-07-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Danças e contradanças do riachense Joaquim Santana
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Joaquim Lopes Santana, 71 anos de idade, dependenteA em último grau de Folclore e de Riachos, Torres Novas. Não há cura de desintoxicação que lhe valha nesta altura da vida. A terra onde nasceu e sempre viveu e o Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos, que fundou em 1958, estão-lhe de tal modo entranhados em todo o seu ser que o caso merece estudo mais aprofundado. Adora a esposa e os netos, não se cansa de exaltar os filhos e elogiar os amigos mas assim que o seu interlocutor se distrai, aí está ele de volta ao mesmo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 05-07-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Alder Dante e as confissões de um “homem discreto” que adoptou Almeirim como segunda terra
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Chegou a ser procurado pela Pide quando era militante comunista antes do 25 de Abril. Após a revolução desiludiu-se com a política por não suportar oportunistas. Alder Dante, o professor disciplinador e o árbitro autoritário de outros tempos, leva hoje uma vida discreta consagrada à família.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 21-06-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            João Salvador, o simpatizante comunista que se tornou empresário de sucesso
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Personagem multifacetada, João Salvador é uma figura da história contemporânea de Tomar. Empresário que conheceu altos e baixos, chegou a envolver-se nos mundos da política e do futebol mas não ficou com saudades. O homem que começou a fortuna a vender areia do rio Nabão tem hoje um pequeno império na área da construção e obras públicas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 07-06-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Tim fala de “Um e o Outro” o seu trabalho à margem dos Xutos & Pontapés
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O vocalista dos Xutos & Pontapés tem um disco a solo no mercado. Chama-se “Um e o Outro” e o tema que mais passa nas rádios é “Fado do Desencontro”, um fado/blue em dueto com Mariza, que conta com Mário Laginha ao piano. Tim não desiste de trilhar caminhos diferentes dos do grupo a que pertence. Porque quer arriscar sem medo e porque sente que aquela é uma forma de se tornar melhor.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 31-05-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um simples mortal chamado Victor Mendes que se imortalizou como matador de toiros
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Victor Mendes é um dos melhores matadores de toiros de sempre. Natural de Marinhais, cresceu no meio taurino de Vila Franca de Xira e afirmou-se nas melhores praças do mundo. Tomou alternativa há 25 anos, toureou em mais de mil corridas. Tem o corpo marcado por dezanove cornadas que são o mapa da sua peregrinação por uma profissão onde poucos triunfam. Esteve por três vezes às portas da morte e diz que se agarrou à dor como forma de se agarrar à vida. Na arena costuma sorrir. Por se sentir feliz e para afastar o medo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 24-05-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Marco Chagas foi o ciclista que mais vezes venceu a Volta a Portugal em Bicicleta
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Marco Chagas venceu quatro voltas a Portugal em bicicleta. Um feito que mais ninguém alcançou até hoje. Correu na Volta a França, foi companheiro de Joaquim Agostinho. A dieta rigorosa e abstinência sexual a que se submeteu nos melhores anos da juventude levam-no a dizer que ser ciclista naquela altura era quase um sacerdócio.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 03-05-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Comendador Sebastião Alves, administrador da Atral-Cipan
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Aos seis anos guardava gado na aldeia de Amoreira (Proença-a-nova.) Anos depois liderava um dos maiores grupos da indústria farmacêutica. Foi pintor de construção civil, seminarista, estudante de medicina, deputado e empresário de um império construído a pulso. Aos 86 anos Sebastião Alves ainda é o rosto de uma das maiores multinacionais na produção de medicamentos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 26-04-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Francisco Moita Flores fala da polémica em torno das Águas do Ribatejo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O presidente da Câmara de Santarém diz que tentaram fazer dele “bode expiatório” no processo de constituição da empresa Águas do Ribatejo, que se encontra suspenso. E denuncia negociações entre a Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT) e um dos consórcios concorrentes quando ainda decorria o concurso para selecção do parceiro privado. Uma situação alegadamente desconhecida dos autarcas, que Moita Flores reputa de grave e o leva a sugerir a demissão do administrador-executivo da CULT.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 19-04-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            António Avelar de Pinho, letrista de canções, escritor, produtor, maluco e tudo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            António Avelar de Pinho foi fundador de dois grupos que marcaram a música portuguesa nas décadas de sessenta e setenta. Filarmónica Fraude e Banda do Casaco. Tem mais de seiscentas letras de canções musicadas. Produziu artistas tão diversos como Rui Veloso ou as Doce. É mentor do célebre Avô Cantigas. É um dos autores, nesta altura o único, da colecção juvenil Os Super 4. Cultiva uma saudável irreverência e é maluco por jogos de palavras. Deu-lhe um gozo tremendo tropeçar, a meio da conversa com O MIRANTE, no título desta entrevista. É natural do Entroncamento.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 05-04-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A mulher que comanda a mítica Casa Cadaval
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Teresa Álvares Pereira Schönborn-Wiesentheid, a Condessa que está à frente da Casa Cadaval em Muge tem uma alma latina e um perfil germânico. Irradia simpatia e energia. Ilumina-se quando fala da avó, a famosa Marquesa do Cadaval. Diz que não percebe nada de política mas considera que mais importante que a monarquia é a democracia. Adora Portugal mas nasceu na Alemanha. É trilingue. Em criança o pai falava-lhe em alemão, a mãe em português e a língua comum em toda a casa era o italiano.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 22-03-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ministro da Agricultura firme na defesa da posição tomada
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O Ministro da Agricultura mantém-se firme na decisão tomada de não pagar ajudas a algumas medidas agro-ambientais apesar da contestação da CAP não dar mostras de abrandar. Jaime Silva diz que não podia dar metade do dinheiro a “pouco mais de mil agricultores”. O Governante garante que num ano de actividade já canalizou para o sector 977 milhões de euros e defende que os agricultores têm que deixar de produzir para o subsídio e passar a produzir para o mercado.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 22-03-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Pedro Canavarro, homem de cultura, realizador de sonhos, agitador de mentalidades
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Pedro Canavarro é um aristocrata que gosta de desafios e aventuras. Nasceu em berço de ouro mas define-se como um rebelde que nunca escolheu o caminho mais fácil. Mesmo que tivesse de ir contra a vontade dos pais. Reconhecido homem de cultura, teve responsabilidades políticas a nível local, nacional e europeu. Ter nascido em Santarém é o aspecto que destaca no seu currículo.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 08-03-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Daniel Branco guardou o período em que foi presidente da câmara no baú das memórias longínquas
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O militante comunista Daniel Branco foi presidente da Câmara de Vila Franca de Xira durante 17 anos. Antes tinha sido vereador três anos. A derrota sofrida nas autárquicas de 1997 marcou-o de tal maneira que nunca mais quis saber do concelho cuja realidade conhecia como a palma das suas mãos. Hoje reside em Oeiras onde é membro da assembleia municipal.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 22-02-2006]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Rui Manhoso, presidente da Associação de Futebol de Santarém, sente-se mais à vontade no meio desportivo
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Rui Manhoso é sobretudo conhecido como presidente da Associação de Futebol de Santarém. Foi um futebolista mediano e andou no teatro, onde desempenhou o papel de Diabo. Ainda chegou a experimentar o mundo da política, mas não se adaptou. A “tortura” da guerra colonial, onde foi enfermeiro, marcou-o para a vida inteira.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 17-03-2004]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Joaquim Veríssimo Serrão, académico reputado, homem de cultura, apaixonado pela sua cidade
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Na véspera de mais um feriado municipal em Santarém, o historiador e académico Joaquim Veríssimo Serrão celebra o seu amor pela cidade e pela região e fala das oportunidades perdidas nas últimas décadas. Nesta conversa critica ainda a partidocracia e deixa transparecer alguma mágoa com o que se seguiu à revolução de Abril.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 25-02-2004]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Entrevista com José Eduardo Carvalho, presidente da Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Numa longa entrevista onde se cruzam váriOs assuntos, José Eduardo Carvalho acusa a burocracia e a legislação de estarem a pôr em causa milhões de euros de investimento no Ribatejo, elogia a descentralização em curso e diz que no processo do TGV faltou peso político e empresarial para desviar o traçado da alta velocidade para a região.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [ 07-01-2004]
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A missão de António Campos, director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Desde que assumiu o cargo de director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém, em Setembro de 2002, António Campos introduziu uma nova dinâmica nos serviços. A prioridade é aumentar a eficácia e reduzir os custos. Com esta política, garante que já conseguiu melhorar os serviços de atendimento. Outra das suas prioridades é a melhoria das instalações, estando já a ser construído um novo edifício em Santarém.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Associação de Municípios da Lezíria do TejoFederPOSI POSI